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Por que a esquerda não celebra o natal?

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Dannis Prager

por Dennis Prager – Desde os começos do século 18, os ideólogos da esquerda sempre se colocaram contra a celebração do natal. Muito embora os militantes de esquerda neguem ser contra o natal, na prática a esquerda tem trabalhado arduamente contra a celebração do Natal, embora seja tolerante com o comércio natalino.
Em vários países, a esquerda (e os não cristãos) trabalham  contra o sentido do natal. Nos Estados Unidos, por exemplo, há um grande número de pessoas que não chamam mais as férias de natal (equivalente às férias de julho aqui para nós no Brasil) de “férias de Natal”; agora as escolas não-cristãs chamam estas férias de  “férias de inverno”.

Menos e menos americanos, lojas, empresas ou meios de comunicação desejam às pessoas um “Feliz Natal”, preferindo um estéril “Boas festas” (apesar do fato de a grande maioria dos americanos celebrar o Natal). E em apenas uma geração, praticamente todas as empresas americanas passaram de ter uma “festa de Natal” para uma “festa de fim de ano”.

Feliz natal ou boas festas?

Já tendo escrito no passado sobre a falsidade da não inclusividade de “Feliz Natal”, “férias de Natal” e “festa de Natal”, não reiterarei o ponto aqui. Basta dizer que é preciso um nível de narcisismo de tirar o fôlego para um não-cristão se ofender com as menções de Natal e um nível igual de mesquinharia para tentar privar a grande maioria dos colegas americanos da menção pública de seu feriado. Em vez disso, quero tentar explicar por que isso aconteceu.

O argumento “inclusivo” é tão absurdo – eu sou um judeu praticante e não consigo nem mesmo me sentir ofendido ou me sentir “não incluído” por um convite para uma festa de Natal – que deve haver outras razões, ou pelo menos adicionais, para a esquerda esterilizar o Natal. E há.

O cristianismo é um problema para a esquerda

Uma, é que a esquerda vê no cristianismo seu principal inimigo ideológico e político. E está certa nisso. A única oposição organizada e de larga escala contra a esquerda vem da comunidade cristã tradicional – protestantes evangélicos, católicos tradicionais e mórmons fiéis – e de judeus ortodoxos.

O esquerdismo é uma religião secular e considera todas as outras religiões imorais e falsas. De Karl Marx a Vladimir Lênin, de Lênin a George Soros, a esquerda considerou a religião em geral e o cristianismo em particular como o “ópio das massas” – uma droga que leva as massas a aceitar sua condição de oprimida e, assim, impede que elas se engajem na revolução.

A esquerda entende que quanto mais as pessoas acreditam no cristianismo (e no judaísmo), menor a chance de a esquerda ganhar o poder. A esquerda não se preocupa com o Islã, porque o percebe como um aliado em sua guerra contra a civilização ocidental e porque os esquerdistas não têm coragem de enfrentá-lo. Eles sabem que o confronto com os religiosos muçulmanos pode ser fatal, enquanto o confronto com cristão não implica riscos.

A esquerda precisa desconstruir

Segunda, a esquerda considera o cristianismo nos Estados Unidos como parte intrínseca da identidade nacional americana – uma identidade que deseja erodir em favor de uma identidade de “cidadão mundial”. A esquerda não apenas lutou contra o Natal; procurou minar outros feriados de identidade nacional.

Por inúmeras razões, não apenas de esquerda, os americanos não comemoram mais o aniversário de George Washington (de fato foi substituído pelo totalmente sem sentido “Dia dos Presidentes”) ou o aniversário de Abraham Lincoln, como fizeram quando eu era criança, meu pai era criança, e seu pai era criança.

O único americano celebrado em um feriado nacional é Martin Luther King Jr., que é aceitável para a esquerda porque não é branco. Uma prova do desejo da esquerda de minar os feriados nacionais especificamente americanos é a guerra aos dois feriados restantes especificamente americanos: o Dia da Independência e o Dia de Ação de Graças.

A esquerda considera o Dia de Ação de Graças uma fraude histórica e uma celebração imoral do “genocídio” dos índios americanos – que é o que se ensina agora às crianças em muitas escolas públicas americanas. E o “Feliz Dia de Ação de Graças” foi substituído por “Boas Festas”.

Quanto ao 4 de Julho, o New York Times está liderando a destruição da celebração do aniversário dos Estados Unidos, declarando que a verdadeira fundação da América foi em 1619, ano em que, segundo afirma o jornal, os escravos africanos chegaram ao continente americano pela primeira vez. É claro, ainda há o Dia dos Veteranos e o Memorial Day, mas eles não são feriados nacionais especificamente americanos; praticamente todos os países têm feriados parecidos.

Mas o Natal é um problema para a esquerda. Ele celebra a religião e o faz de maneiras essencialmente americanas (como a música de Natal americana, por exemplo).

A esquerda é triste

A terceira e última razão é que a esquerda é triste. Qualquer coisa e quem quer que a esquerda influencie tem menos alegria na vida. Conheci liberais felizes e infelizes e conservadores felizes e infelizes, mas nunca encontrei um esquerdista feliz. E quanto mais à esquerda você for, mais irritadas e infelizes serão as pessoas que encontrará. Mulheres e negros felizes, por exemplo, têm uma probabilidade muito maior de serem conservadores do que esquerdistas. O Natal é feliz demais para a esquerda. “Noite Feliz” não é uma canção para ela.”


“Dennis Prager é colunista do Daily Signal, radialista e criador da PragerU. ©2019 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.” – conheça mais sobre Dennis Prager em: https://en.wikipedia.org/wiki/Dennis_Prager


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