Blog

Refletindo Sobre a benignidade da dor

Legibilidade 69,0
Tempo de leitura 3 min
Palavras 508

Nesta reflexão sobre “a benignidade da dor“, o autor nos mostra alguns princípios importantes: A dor é definida como uma sensação desagradável causada por lesão ou por estado anômalo dos órgãos; sofrimento físico ou moral; remorso e pena, e tem como função alertar que algo não vai bem, que algo está fora de lugar, que algo saiu do curso normal, ou seja, a dor na maioria dos casos funciona como um mecanismo de defesa

Diante da definição do que é, e de sua função principal, o primeiro passo deve ser o de agradecer pela dor, pois se não fosse por ela muitas coisas em nossa vida não faria sentido.

É a dor do remorso que nos leva a pedir perdão pela ofensa feita ao próximo. É a dor causada pela tristeza, nos dias ruins, que nos leva a chorar em silêncio, nos leva a abraçar o travesseiro, e nos faz buscar as respostas no momento do desespero. É ela que nos leva a constatar os erros, nos traz o arrependimento, e nos obriga a movimentar a vida em um sentido diferente. É a dor sentida nos dias maus que nos faz entender o quanto praticar o mal é ruim, o quanto é sem sentido obstruir a nossa vida ou a do próximo por coisas banais, o quanto fazemos dramas por coisas insignificantes, o quanto a competitividade exacerbada, o se achar melhor machuca as pessoas. É a dor causada pelo prejuízo ou pela frustração que nos leva à conclusão do quanto agimos relaxadamente no cumprimento da tarefa, e nos impede de receber cada novo dia com um imenso sorriso.

Desde o jardim do Éden, a dor faz parte do cotidiano do ser humano. Para que a mulher iniciase o reconhecimento do mal praticado ao ouvir e seguir a voz da serpente, a condenação de Deus foi: “multiplicarei as dores de tuas gravidezes, na dor dará filhos”.

Foi pela dor das chagas e do sofrimento físico, que Jó ao senti-la tanto no falar quanto no calar [Jó 16,6], pode declarar a Deus no momento em que ela cessou: “eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te veem, e por isso, retrato-me e faço penitência no pó e na cinza.”

Foi pelo sofrimento físico e moral, pela injustiça, pela angústia da alma estar triste até a morte [Mc 14,34], que Jesus Cristo, o Deus Encarnado, homem sujeito à dor, com muitas dores carregou sobre si nossas dores, e pelas feridas destas dores nos curou [Is 53, 3 e 4]. Foi pela dor de ter sobre si o pecado da humanidade, pela dor sentida na crucificação e no derramar do próprio sangue, foi que Ele nos libertou do poder do pecado, nos concedeu o direito de sermos feitos filhos de Deus, e estar ao seu lado eternamente.

Por tudo isso, tenhamos sempre gravado e escrito na mente, que em muitos momentos, de variadas formas: “a dor é algo benigno”!

“Foram as dores infligidas pelo pecado, em minha luta diária contra ele, que me possibilitou fazer esta reflexão”.


Leia mais

  1. Nada é difícil demais para Deus: 3 Passos para ver milagres
  2. Como restaurar sua identidade em Deus
  3. Quando o céu entra na guerra
  4. O chamado à plenitude em meio às feridas da alma
  5. Esperança em tempos de crise: uma decisão de fé