
Neste artigo “Páscoa e pandemia 2021”, o autor reflete sobre a necessidade de ressignificar a páscoa à luz da realidade que estamos vivendo neste período tão especial. Não há dúvidas que de alguma forma, todos somos prisioneiros de circunstâncias que são maiores que nós. A pandemia do Covid-19, “bagunçou” com a nossa agenda, nossos pré-conceitos acerca das coisas, e, parece-nos, não ter fim. Olhamos para trás e percebemos que a vida não era tão ruim assim antes de pandemia.
Para o Cristianismo, cujo pilar central é a doutrina da Ressurreição, a Páscoa conserva a ideia original de libertação, não apenas no aspecto físico, mas principalmente no aspecto espiritual, notadamente a salvação do ser humano, de si mesmo, do pecado e do mundo.
Para os judeus, o cordeiro pascal simbolizava a libertação do Egito, isto é, a libertação da escravidão física, mas para os cristãos de hoje a crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo significa a salvação para a humanidade. Quando Jesus entra em cena, no batismo de João Batista no rio Jordão, ele é imediatamente identificado por este como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). É assim que João Batista liga Jesus ao cordeiro pascal do Antigo Testamento. Quem é Jesus? Como e porque nós precisamos dele?
Ano do Jubileu
É interessante que Jesus morreu numa data muito específica e particular. A cada 49 anos, se celebrava em Israel o ano do Jubileu. Era o ano das dividas canceladas, dos pecados perdoados, o ano da restituição. No Israel antigo, Sempre que uma família tinha a necessidade de negociar a sua terra, ou contrair uma dívida, o calculo era feita em cima da quantidade de anos que faltavam para chegar ao ano do Jubileu. Assim, quando mais perto deste ano, menor o valor negociado; quando mais longe, maior o valor, pois o bem, a propriedade, ficaria mais tempo na mãos do arrendatário. A terra, as casas e as propriedades podiam ser arrendadas, mas não podiam ser vendidas, pois permaneciam como uma herança para uma família.
No ano em que Jesus foi crucificado, o ano do Jubileu, celebrou-se a páscoa especial, a páscoa do zeramento das dívidas. O nome Páscoa permaneceu, pois o próprio Jesus, um pouco antes de ser crucificado, comemorou esta data com seus discípulos (Lucas 22.15). Foi justamente neste ano do jubileu que Jesus expressou: “desejei muito comer convosco esta páscoa“. Mas o foco de Jesus não era a cerimônia histórica e ligada ao passado, mas sim a realização do plano e do propósito de Deus, para nos livrar do poder da morte, zerando completamente a nossa dívida. A morte pode ser física e espiritual.
Um virus pior que o coronavirus
Fonte: vídeo: Um vírus mais mortal que o Coronavírus – vídeo produzido pelo pastor Elton Melo. Leia também a mensagem pregada na Igreja Batista Independente de Curitiba em 5/4/2020, pelo pastor Elton Melo, com o tema: Lições divinas para sobrevivermos ao Covid-19.
O Coronavírus produz deformações na estrutura celular de um corpo que tende a levar o corpo à morte. Mas não está sozinho. há outros agentes virais que infectam a nossa vida e também produzem morte. O pecado é um deles. O pecado causa morte física e também morte espiritual. E Jesus disse que a morte espiritual é pior que a morte física. Mas a morte pode ser vencida.
A morte foi vencida
Na sua ressurreição, Jesus, o nosso cordeiro pascal, conquistou para nós:
- Um novo começo – 2Coríntios 5.17: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” – Nossos erros, pecados e fracassos do passado foram completamente pagos e perdoados e não nos comprometem mais.
- Uma nova família – Agora fazemos parte da nova família: a família de Deus. É uma nova genealogia, uma nova aliança, onde temos um pai provedor por excelência e um irmão primogênito que reina e intercede por nós, junto ao pai; nosso irmão Jesus Cristo, o justo.
- Vida dígna e de respeito – A libertação do poder do pecado, do mundo e de Satanás produz muito mais que mudança de posição ou lugar. Produz em cada filho de Deus (João 1.12), o resgate completo da dignidade humana. O ser humano escravizado pelo pecado tem sua vida marcada pelo pecado, pela escravidão, pela opressão; mas em Cristo, somos libertos para viver a nova vida de paz e perdão. Nada mais pode oprimir a nossa mente ou a nossa alma. Em Cristo e com Cristo, somos convidados para reinar em vida.
- A morte foi definitivamente vencida – a morte nada mais é que um poder maligno que impôe sobre nós uma terrivel realidade: o pecado tem um alto preço. Nenhum ser humano consegue escapar das terriveis consequências do pecado de Adão. Mas Jesus, Deus-encarnado, morreu a nossa morte, atraindo a si os nossos pecados. Jesus foi morto no madeiro, na CRUZ do CALVÁRIO, mas ressuscitou ao terceiro dia, e vivo está, assentado à direita de Deus Pai e reina para todo o sempre.
A pandemia e a páscoa
A pandemia alcançou todos nós. De alguma forma, todos estão sendo impactados por esta terrivel opressão que a pandemia tem causado nos lares, nas pessoas e na sociedade em geral. Mesmo que seja um simples deixar de abraçar, passando pelo home-office a distanciamento social entre amigos e parentes, percebe-se que a pandemia trouxe novos hábitos que tem mudado radicalmente a nossa vida e os nossos valores.
Por outro lado, estamos revivendo alguns dilemas: quanto vale uma vida? Como Deus está agindo em meio a esta pandemia? O que o Senhor quer nos ensinar neste processo? Estas e muitas outras perguntas estão sendo respondidade diariamente. E nesta páscoa não é diferente. a mensagem é a mesma: todos que precisam de libertação, precisam de Jesus.
Quem é Jesus?
Fonte: https://www.cvglobal.co/pt – vídeo gratuitamente disposto para servir à Igreja no Brasil.
Ele é a nossa páscoa.
Ao morrer na cruz, todos nós morremos com ele, e na sua ressurreição, todos ressucitamos com ele (Romanos 6.4). Essa verdade teológica afirmada pelo apóstolo Paulo represente muito mais que simples letras bem organizadas. Representa a verdade pela qual vale a pena a nossa vida. Jesus nos deu um maravilhoso presente: a salvação, mas este presente tem ainda um bônus maior: a vida eterna! Salvar-nos do poder do pecado, é realmente um grande presente, mas o convite para desfrutarmos da vida eterna, já, neste presente momento, é algo, inimaginavel para a mente de qualquer pessoa. O senso de automerecimento humano não consegue conceber tamanha bênção.
Em Cristo somos chamados para reinar em vida. Leia o que está escrito em Romanos 5.17-18:
“Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.
Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.”
Que notícia maravilhosa, não é mesmo? A morte reinou, desde Adão. Mas em Cristo, este reino teve fim. O ato de justiça na cruz, aniquilou o império da morte e nos introduziu na provisão da graça (favor imerecido). Em Cristo, fomos justificados, isto é, tivemos as nossas faltas abonadas, apagadas; mas também em Cristo e pelo seu ato, já começamos a reinar em vida. Essa verdade foi cantada pelo colega pastor Adehmar de Campos:
Fonte do vídeo da música:: Provided to YouTube by Onimusic Comercio de Artigos Evangelicos Ltda – Abundância Da Graça (Ao Vivo) · Adhemar de Campos – Momentos de Louvor, Vol. 1 (Ao Vivo) – ? Onimusic.
É isso que significa páscoa para nós hoje: libertação e reinado. Agora sim, o significado original da páscoa está completo. Deus não libertou o seu povo do poder do Egito e de satanás apenas para ser um povo livre. Não, o propósito original de Deus era:
“Eu os farei meu povo e serei o Deus de vocês. Então vocês saberão que eu sou o Senhor, o Deus de vocês… vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. (Êxodo 6.7; 19.6)
No novo testamento, o apóstolo Pedro em 1Pedro 2.9, confirmou estas verdades:
“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus”.
Agora, sim, a páscoa está completa. Eu e você podemos começar a viver estas grandes verdades, espalhando para todos ao nosso lado, a efetividade da vida transformada produzida em nós pela Páscoa do Senhor Jesus Cristo, o cordeiro de Deus que tirou o poder do pecado de continuar sobre nós e nos elevou à condição de reinar em vida. Um rei, não finge que reina; ele simplesmente reina. Ele usa todas as prerrogativas da autoridade investida sobre a sua vida, todo poder disponível para enfrentar e vencer todos os seus inimigos. É exatamente isso que o nosso libertador espera de nós!
Vitimas ou agentes de mudanças
Concluindo este estudo, precisamos viver o nosso papel em meio a esta pandemia que tem assolado as vidas nestes dias. No mundo sempre houve momentos parecido com este e cada povo, a seu tempo, deu respostas para enfrentar as calamidades. Não será diferente agora. Se é importante sabermos e praticar as medidas de contenção do contágio, por outro lado, é essencial que, nós cristãos, usemos as prerrogativas dadas a nós pelo Senhor Jesus.
Que tal ser um cristão proativo nesta pandemia? Seja profeta da vida e não da morte; anuncie esperança ao invés de desgraças; quebre o poder da comunicação fria e vazia para a comunicação que toca o coração das pessoas; troque a impessoalidade pelo contato personalizado. O mundo precisa de esperança, paz, alegria, curas e milagres. Tudo isso está disponivel para você, cristão amado. Você é luz do mundo e sal da terra. Use e deixe a luz de Jesus brilhar, deixe o sal fazer diferença e trazar saudabilidade para todos os que estão prostrados.
Feliz e abençoada Páscoa de 2021

Se desejar conversar mais sobre este assunto, escreva para o pastor Elton Melo, titular da Primeira Igreja Batista Independente de Curitiba, Paraná – www.ibicuritiba.org.br – usando o formullário abaixo. Deus tem algo tremendo para fazer através da sua vida!
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