Blog

4 falhas que minam um Discipulado Profundo

Legibilidade 52,9
Tempo de leitura 4 min
Palavras 753

Compreenda as quatro falhas que minam um discipulado profundo.  O discipulado superficial e imaturidade espiritual são amplamente considerados normais. Muitas pessoas aceitam sem questionar, uma fé que promete liberdade e abundância em Jesus, e ainda assim nunca parecem notar como eles permanecem presos, especialmente em maneiras de se relacionar consigo mesmo e com os outros.
Existem quatro falhas fundamentais que minam o discipulado profundo e mantêm as pessoas da sua equipe, Igreja ou organização espiritualmente imaturas. Veja quais são elas:

1. Tolerar a imaturidade emocional.

Fazemos isso porque não medimos mais nosso amor a Deus pelo grau em que amamos os outros, e porque elevamos o espiritual e desvalorizamos emocional. O grande desafio cristão e nor tornamos mais amorosos uns com os outros e com Deus. A imaturidade emocional tende a tornar normal falhas nos relacionamentos, e pior, revela nossa precariedade em compreender Deus como doador de todas as coisas. Quanto maior o nível de responsabilidade e liderança, maior deve ser o desafio da maturidade emocional e devemos usar os dons de liderança para construirmos pontes sólidas para que outros possam transpor.

2. Enfatizar o “fazer para Deus” ao invés de “estar com Deus”.

Em nossos esforços para servir a Deus, a maioria de nós acaba perdendo o relacionamento com Deus. Como pastores e líderes, um dos maiores desafios é como equilibrar nosso “estar com Deus” e nosso “fazer para Deus”. Quando discipulamos ou lideramos outros, essencialmente entregamos quem somos especificamente, quem somos em Deus. Isso significa que podemos dar apenas o que possuímos, que é  a vida e a fé que realmente vivemos a cada dia. Como você descreve o que é que você tem para dar?

3. Ignorar os tesouros da história da igreja.

A igreja evangélica tem sido moldada por concepções teológicas e ainda há muita ignorância sobre sua própria história. Os cristãos, de maniera geral, não se importam muito com o passado, nem com a história. Na busca por novidades, teologias que possam dar respostas rápidas, os cristãos negligenciam a história e outros ainda não percebem que o mundo e o ambiente em seu redor estão em contínua mudança e viveem, assim, com saudades do passado e olhando mais para trás do que para frente. A história não deve ser esquecida, nem menosprezada, mas o foco da Igreja é olhar para frente, para o que ainda precisa ser feito. Parte-se da história, para fazer história.

4. Definir o sucesso de forma errada.

Definimos nosso sucesso pelos números e ser maior, ter mais é sempre o objetivo. No entanto, de acordo com as Escrituras, o sucesso está se tornar a pessoa que Deus o chama para ser (propósito) e fazer o que Deus nos chama para fazer, da forma de Deus e de acordo com a sua agenda. Em uma palavra simples, sucesso, é obedecer a Deus!
A nossa falha em obedecer nos leva a sentimentos de frustração e menosprezo daquilo que o Senhor nos tem dado. Pior ainda, leva-nos a inverter as prioridades do nosso ministério, revelando distorções na atividade pastoral, criando um enorme contigente de pastores frustrados, oprimidos e esgotados. É tempo de reestabelecer o foco.

Discipulado emocionalmente saudável

A vida espiritual dos líderes é reproduzida naqueles que eles lideram. O modelo tradicional de discipulado espera que as pessoas amadureçam espiritualmente à medida que se conectam em pequenos grupos, sirva em vários ministérios e doe financeiramente. Muitas vezes, porém, a abordagem tradicional de discipulado resulta em vidas que têm a aparênciade maturidade espiritual, mas permanecem praticamente inalterados sob a superfície (iceberg). O modelo transformador do discipulado espera que as pessoas amadureçam espiritualmente à medida que experimentam uma experiência profunda e duradoura para transformar aquilo que está superfície de suas vidas. O objetivo do discipulado emocionalmente saudável (DES) é experimentar uma mudança profunda, tanto pessoal quanto organizacional na vida do cristão e na comunidade de fé.
Aplicação: Reserve um tempo em oração para refletir sobre como você se sente bloqueado ou gostaria que as coisas fossem diferentes – em sua vida, em sua liderança e em sua organização. Para cada ponto travado, escreva uma declaração “eu preciso” correspondente. Por exemplo: preciso de uma descoberta; preciso que essas montanhas se movam; preciso manter a esperança, etc. Seja específico, anotando quantas afirmações vierem à mente para cada ponto travado. Confie  sua lista a Deus em oração, pedindo-lhe que ele venha suprir a sua necessidade. Lembre-se: você só pode dar para os outros o que você tem!


Fonte: pesquisa do pastor Elton Melo, curso Discipulado Emocionalmente Saudável de Pete Scazzero, – resumo de leitura.


Leia mais

  1. Depois da campanha, quem vai caminhar com você?
  2. Quatro Amigos, Uma Fé: quando a igreja carrega pessoas até Jesus
  3. A presença que vence o isolamento
  4. Nem toda dor aparece no rosto
  5. Nada é difícil demais para Deus: 3 Passos para ver milagres