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Circuncisão

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Na foto acima, Silvio Santos (Senor Abravanel), testemunha a circuncisão do seu neto caçula. A circuncisão é uma pequena cirurgia feita em todos os meninos judeus, que representava sua pertença ao povo judeu e à aliança de Deus. Circuncisão é a retirada do prepúcio (pele) que recobre a glande (cabeça do pênis). Quem não fosse circuncidado não era considerado judeu. A circuncisão foi um sinal estabelecido por Deus para o povo judeu.
É a cirurgia mais freqüentemente realizada no sexo masculino. Nos EUA 64 % dos meninos nascidos em 1.995 foram circuncidados (48 % no Canadá e 24 % na Grã-Bretanha). A freqüência de circuncidados nos EUA variam entre grupos raciais e étnicos, com os meninos brancos sendo mais circuncidados que os afro-americanos, e estes mais que os hispânicos (81 % dos brancos, 65% dos afro-americanos e 54 % dos hispânicos).
Quando o menino judeu tinha oito dias de vida, era realizada uma cerimônia onde se retirava um pequeno pedaço de pele, chamado prepúcio, do órgão genital masculino.
Circuncisão: o que é, para que serve, como é feita e riscos
Esse procedimento não causava danos físicos (em alguns casos é até bom para a saúde) mas servia como sinal que a criança pertencia ao povo de Deus. Ficaria sempre uma marca no seu corpo para lhe lembrar (Gênesis 17.12-13).
Deus estabeleceu a circuncisão quando fez Sua aliança com Abraão. Deus prometeu abençoar Abraão e ser seu Deus, se ele obedecesse aos Seus mandamentos. A circuncisão era um sinal que a pessoa era descendente de Abraão e também fazia parte da aliança (Gênesis 17.9-11).
Só os homens eram circuncidados. Isso é porque o homem era considerado o líder espiritual de sua família. Quem era circuncidado tinha a responsabilidade de obedecer a Deus e ensinar seus filhos a obedecer (Deuteronômio 6.6-7).
Clique aqui para ouvir uma ministração do pastor Elton Melo sobre este assunto à luz no Novo Testamento

Jesus foi circuncidado?

Sim, Jesus foi circuncidado no seu oitavo dia de vida (Lucas 2.21). Jesus cumpriu toda a Lei e isso incluía todas as cerimônias judaicas instituídas por Deus no Velho Testamento.

O cristão deve ser circuncidado?

Não, o cristão não precisa ser circuncidado. Mesmo no Velho Testamento a circuncisão era apenas um sinal exterior, que nunca salvou ninguém. A circuncisão não tinha significado se a pessoa não obedecesse a Deus (Romanos 2.25).
No início da igreja houve muito debate se os cristãos deviam ser circuncidados, como pré-requisito para se tornaram cristãos. Os judeus que se tinham convertido achavam que sim, mas os que não eram judeus achavam que não. O primeiro concilio da Igreja Primitiva, registrado em Atos 15.1-11 revela que os  apóstolos discutiram sobre o assunto e chegaram à conclusão que a circuncisão não era necessária.
Jesus nunca ordenou a circuncisão. Essa é uma cerimônia da velha aliança que não é preciso mais cumprir. Quando Jesus morreu e ressuscitou, ele nos libertou da necessidade de cumprir todas as cerimônias exteriores de purificação.
A Bíblia explica que o mais importante é a “circuncisão do coração” (Jeremias 4.4, Romanos 2.29; Colosenses 2.11). Deus se preocupa com o interior, não com cerimônias exteriores. Quem tem o coração marcado pela presença de Jesus Cristo faz parte da nova aliança e é verdadeiramente circunciso (Filipenses 3.3). A aparência exterior não afeta o interior mas o interior afeta a vida toda. Por isso o cristão não precisa se circuncidar.
No entanto, por questões de saúde, pode ser recomendada a circuncisão. Do ponto de vista médico os benefícios da circuncisão podem ser classificados assim:

  • Diminuir o risco de infecções no pênis;
  • Diminuir o risco de infecções urinárias;
  • Facilitar a higiene do pênis;
  • Diminuir o risco de passar e pegar DST’s;
  • Prevenir o surgimento de fimose;
  • Diminuir o risco de câncer do pênis.

Fica portanto à critério de cada pessoa, ou segundo recomendação médica, quando necessário.

Mutilação feminina

Em israel, as mulheres não eram circuncidadas mas também faziam parte da aliança. Outros povos também praticam a circuncisão mas não de acordo com a Bíblia. Em algumas culturas representa uma ligação religiosa; em outras culturas é um ritual de passagem para a vida adulta. Alguns povos também praticam circuncisão feminina, que é muito diferente da circuncisão masculina. A circuncisão feminina é cruel e muito perigosa para a saúde e não tem apoio bíblico nem da medicina para esta prática que mutila as mulheres.
Do ponto de vista médico, não existe circuncisão feminina, já que esse termo é usado para referir a retirada do prepúcio do pênis. No entanto, em algumas culturas existem meninas que são circuncidadas para retirar o clitóris ou a pele que o cobre. Este procedimento, provoca alterações nos genitais da mulher que não traz qualquer benefício para a saúde e que pode, inclusive, causar complicações graves como:

  • Hemorragia grave;
  • Dor intensa;
  • Problemas urinários;
  • Aumento das chances de infecções vaginais;
  • Dor durante a relação sexual.

Por estes motivos, este procedimento não é realizado frequentemente, sendo mais presente em algumas tribos e populações indígenas de países da África e Ásia. Segundo a OMS, a mutilação feminina deve ser abolida por não trazer reais benefícios para a saúde da mulher e poder causar várias alterações a nível físico e psicológico.


Para conhecer mais sobre o assunto, leia a monografia sobre a circuncisão.


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