
Eu estava pregando numa grande conferência no Brasil quando uma mulher muito aflita, desesperada até, aproximou-se de mim e me disse: “Pastor, eu fui abusada pelo meu pai desde os seis anos de idade. Meu pai abusou de mim sexualmente por 15 anos. Minha alma ficou ferida, doente, enferma.”
E então ela me disse o seguinte, que seu pai a oprimia e a ameaçava ainda dizendo o seguinte: “Se você contar pra sua mãe eu mato a sua mãe”. Com as lágrimas correndo no seu rosto ela me perguntou: “Pastor, o senhor sabe qual foi o dia mais feliz da minha vida?” Eu disse: Não, eu não sei. “Ela me respondeu: O dia que eu enterrei o meu pai.”
Mas ainda ela me afirmou: “Meu pai morreu, mas a mágoa não morreu no meu coração, eu enterrei o meu pai mas a mágoa como fantasma, me assusta ainda hoje.”
Um veneno
A mágoa é um veneno, guardar mágoa no coração é tornar-se prisioneiro, é viver numa masmorra emocional, é viver prisioneiro de algemas invisíveis. Guardar mágoa no coração é como você beber um copo de veneno pensando que o outro é quem vai morrer, a mágoa é uma espécie de autofagia, de autodestruição.
A única maneira de você se ver livre da mágoa é você espremer este pus da sua alma, é você apagar essas memórias amargas, é você exercitar um genuíno e verdadeiro perdão, só assim você ficará livre e deixará as pessoas livres, só assim você viverá uma vida feliz, livre dessas amarras, desse cipoal emocional que oprime o seu coração.
Você não precisa ser prisioneiro da mágoa, você pode viver uma vida abundante em Cristo Jesus sendo livre pra amar, até mesmo as pessoas que machucaram você.