“Pai! — ao próprio Deus não podemos dar um nome mais santo.” (William Wordsworth).
Deus é nosso Pai, portanto, não somos mais órfãos. Essa verdade deve motivar todas as nossas atitudes, pois, quando não a reconhecemos, temos deformações no nosso caráter, lacunas em nossas emoções e uma vida incompleta. Inclusive, a causa de termos perdido a direção do que é correto aos olhos de Deus, ficando confusos sobre como administrar nossas vidas, é a falta de conhecimento de Sua paternidade.
De órfãos a filhos.
Para entender melhor essa ideia, imagine uma pessoa que cresce sem mentoria familiar. A tendência é que ela tome, desde a infância, decisões que acarretarão prejuízos por toda a vida. Fica evidente que a paternidade é um grande plano divino que deve ser trabalhado em nosso caráter todos os dias. Da mesma forma como uma criança cresce em estatura física e mental, nosso espírito, quando nascido de novo, também passa por um processo de crescimento. É assim que aprendemos quem somos e quem é nosso Pai.
O que você fez para nascer do seu pai e da sua mãe naturais? Nada, não é mesmo? Você simplesmente foi gerado. Assim, tudo o que fazemos na nossa vida deve fluir da convicção de que somos criados e amados por Deus, o nosso Pai, mesmo sem ter feito nada.
Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foi escrito todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. (Salmos 139.16).
Dessa maneira, quando somos afirmados no Seu amor, não precisamos de outras aprovações, porque confiamos na paternidade que está sobre nós. Somente com essas lentes enxergarmos o Senhor como nosso Pai, Aquele que nos amou de tal maneira que deu Seu Filho, para que ter uma vida abundante e autossustentável.
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome. (João 1.12).
Partindo desse entendimento, a fé em Jesus nos habilita para sermos aceitos como filhos de Deus, e que agora só precisamos experimentar (viver) Seu amor para uma vida conforme seu plano e propósito.
1. O criador da Familia.
Deus, o Pai da primeira família no universo Deus é um Pai Criador, não apenas do nosso corpo, mas da nossa alma e do nosso espírito também:
Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. (Gênesis 2.7).
2. O pai amoroso.
Um Pai amoroso corrige. Corrigir é um ato de amor! Quando Deus nos corrige, somos levados ao Seu plano original para nós. É por esse motivo que o Senhor repreende a quem se relaciona com Ele, pois é em um contexto de intimidade e confiança que sabemos que a correção vem por amor. Este é um ensino de grande sabedoria, encontrado no livro de Provérbios:
Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem. (Provérbios 3.11-12).
Se rejeitamos a correção de Deus, nos tornamos filhos ilegítimos; mas quando somos obedientes, construímos uma ponte de relacionamento com Ele.
3. O Pai de um filho pródigo.
E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. (Lucas 15.20).
Contada pelo próprio Jesus, relata a história de um filho que pediu a herança ao seu pai antes do falecimento deste. Com um ato de desprezo pelo pai, o filho pródigo partiu para uma terra distante, esbanjando a herança recebida, chegando a perder tudo. Vivendo na miséria, decidiu voltar para a casa do pai, visto que já havia recebido seus direitos naturais de filho.
No contexto dessa estória, o que gostaríamos de destacar é a reação que o pai teve ao ver de longe seu filho voltando para casa. Quebrando muitos paradigmas, o pai deixou sua posição para correr até o filho que se aproximava. Naquela época, um homem maduro jamais correria em direção a alguém, isso seria humilhante para ele. Ainda assim, o pai não se importou com a vergonha (Hebreus 12.2), abraçando e beijando seu filho.
4. O Pai tem uma família.
O Pai deseja uma família. Quando o Pai olha para a humanidade, não nos enxerga apenas como meios para cumprir Sua vontade à força. Pelo contrário, Ele deseja que, por meio do Seu amor derramado em nós, sejamos unidos como família, vivendo com alegria os Seus planos.
Em Salmos 127.3, lemos que Deus considera os filhos como galardão de uma herança. Então, para que esse sonho de Deus se concretizasse, ele enviou Jesus, por meio do qual faríamos parte dessa família. Assim, aprendemos com o Filho Primogênito a ver nosso Senhor como Pai. Quando andamos em relacionamento com Ele, desenvolvemos maior intimidade. Jesus é a porta pela qual somos capazes de nos achegar ao Pai. Prova disso é este diálogo do Mestre com um de Seus discípulos:
Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14.7-9).
Desse modo, à medida que conhecermos o Filho (Jesus Cristo), participaremos de níveis mais profundos de relacionamento com o Pai. Consequentemente, as pessoas ao nosso redor também verão a paternidade de Deus refletida em nossas vidas, e isso acontecerá de maneira espontânea.
Elton Melo é pastor titular da Primeira Igreja Batista Independente de Curitiba desde 12/12/2015. Se você precisar conversar sobre este assunto, marque um horário para atendimento com a equipe pastoral. consideramos que o assunto é relevante e essencial para uma vida saudável. Neste site há muitos outros artigos sobre o tema paternidade.