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Um encontro que atravessa gerações: Pastor Elton Melo encontra o Irmão Yun

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Há encontros que duram poucos minutos, mas carregam décadas de história. Foi assim para mim ao encontrar pessoalmente o Irmão Yun, cristão chinês conhecido internacionalmente pelo testemunho registrado no livro O Homem do Céu. O encontro aconteceu durante o Núcleo de Pastores, em um ambiente de comunhão, aprendizado e fortalecimento entre líderes cristãos.

Ao apertar sua mão e conversar com ele, pensei não apenas em um livro que alcançou leitores ao redor do mundo. Pensei, sobretudo, nos cristãos que servem a Jesus em lugares onde professar publicamente a fé pode significar rejeição, perseguição e sofrimento.

Quanto vale Cristo para nós?

Quem é o Irmão Yun?

Liu Zhenying, conhecido como Irmão Yun, tornou-se mundialmente conhecido como evangelista ligado às igrejas domésticas chinesas. Sua história ganhou projeção principalmente por meio de O Homem do Céu, escrito com Paul Hattaway e publicado no Brasil pela Editora Betânia.

A obra apresenta uma trajetória marcada por evangelização, prisões, perseguição e sofrimento por causa da fé. Entre os episódios narrados está um extraordinário jejum de 74 dias sem alimento e água durante uma de suas prisões. Por se tratar de um acontecimento extraordinário, é importante registrá-lo precisamente como parte do testemunho relatado pelo próprio Yun sobre sua experiência.

Entretanto, talvez o aspecto mais importante de sua história não seja simplesmente aquilo que Yun sofreu, mas aquilo que decidiu não abandonar: sua fé em Jesus Cristo.

O Homem do Céu e uma identidade que não pode ser tirada

O título pelo qual Yun ficou conhecido aponta para uma verdade espiritual muito maior. Nossa identidade mais profunda não está em posição, nacionalidade, patrimônio ou reconhecimento. Pertencemos ao Reino de Deus.

“Pois a nossa pátria está nos céus.” — Filipenses 3.20

Talvez seja justamente por isso que a história do Irmão Yun continua impactando cristãos de tantas culturas diferentes.

Quando a perseguição coloca nossa fé diante do espelho

Encontrar o Irmão Yun também me levou a uma reflexão pessoal. No Brasil temos liberdade para abrir nossas igrejas, carregar nossas Bíblias, anunciar o Evangelho, produzir conteúdos cristãos e realizar cultos publicamente.

Às vezes, porém, justamente porque temos liberdade, podemos deixar de perceber o extraordinário privilégio que recebemos. O testemunho da igreja perseguida nos coloca diante de uma pergunta incômoda: se seguir Jesus me custasse alguma coisa, eu continuaria seguindo?

Essa pergunta não deve produzir culpa. Pelo contrário, deve produzir gratidão, compromisso e missão. Se temos liberdade para anunciar Cristo, então precisamos utilizar essa liberdade para anunciá-lo ainda mais.

Uma igreja sem fronteiras

Ao estar ao lado do Irmão Yun, outra verdade ficou muito presente em meu coração: a Igreja de Jesus Cristo não possui fronteiras.

Somos brasileiros, chineses, africanos, europeus, asiáticos ou latino-americanos. Falamos línguas diferentes e vivemos realidades profundamente distintas. Entretanto, confessamos o mesmo Senhor.

“Há um só corpo e um só Espírito […] um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” — Efésios 4.4-5

Por isso, quando um cristão sofre em alguma parte do mundo, não estamos falando simplesmente sobre “eles”. Estamos falando sobre nossos irmãos.

Da China para as nações

Outro aspecto marcante da trajetória do Irmão Yun é sua ligação com a visão missionária Back to Jerusalem. Ele se tornou uma das vozes internacionais mais conhecidas dessa visão, que mobiliza cristãos chineses para levar o Evangelho a povos e nações ainda pouco alcançados.

Isso muda a maneira como olhamos para a igreja chinesa. Ela não deve ser vista somente como uma igreja que sofre perseguição, mas também como uma igreja que envia missionários. Ela não deseja apenas sobreviver. Deseja cumprir a Grande Comissão.

O que trouxe deste encontro

Voltei desse encontro com convicções renovadas. Não devemos tratar nossa liberdade religiosa com indiferença. Precisamos orar pelos cristãos perseguidos, fortalecer a obra missionária e ensinar às próximas gerações que seguir Jesus não significa procurar uma vida sem dificuldades, mas descobrir por quem vale a pena viver.

“E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação do século.” — Mateus 28.20

Essa promessa atravessou os séculos. Chegou à China. Chegou ao Brasil. E continua sustentando a Igreja.

Uma fotografia e uma história muito maior

Olho para estas fotografias e vejo duas pessoas sorrindo. Entretanto, vejo algo mais. Atrás delas existe a história da Igreja de Cristo atravessando países, culturas, perseguições e gerações.

Guardarei esse encontro com carinho. Não simplesmente porque conheci o autor de um livro conhecido mundialmente, mas porque tive a oportunidade de estar diante de um irmão cuja história me recordou uma verdade que jamais podemos esquecer:

Jesus Cristo continua sendo digno de tudo.

E enquanto houver uma geração disposta a crer nisso, haverá homens e mulheres dispostos a anunciar: Cristo vive. Cristo salva. Cristo é Senhor.

Para conhecer mais

Para conhecer a trajetória do Irmão Yun com mais profundidade, uma excelente porta de entrada é o livro O Homem do Céu, escrito por Irmão Yun com Paul Hattaway e publicado no Brasil pela Editora Betânia. A leitura nos aproxima do testemunho da igreja perseguida e, sobretudo, nos desafia a viver com maior fidelidade o chamado de Cristo.


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