História da Igreja

Avivamento Polissêmico: uma análise crítica do “The Send”

A cultura da presente geração é o que é definido como pós-modernidade ou, como alguns sugerem, modernidade moderna. Existem diversos componentes que definem este novo período histórico no qual estamos inseridos. O desafio de cada geração consiste em reconhecer o “espírito da época” em que vivem e irem além de alguma forma. A fim de desempenhar tal tarefa, identificar as características culturais torna-se indispensável. De acordo com José William, a quebra da continuidade histórica, a fragmentação e a superficialidade são características que, inevitavelmente, permeiam todas as esferas sociais. …

Zebulom: tribo de guerreiros

Zebulom foi o décimo filho de Jacó e o sexto de sua primeira esposa, Lia, filha de Labão. Seu nome e o da tribo gerada por sua descendência, em hebraico, significa “casa exaltada” ou “honrada”. Era uma tribo numerosa na época da peregrinação dos hebreus pelo deserto rumo à Terra Prometida. Quando a tribo de Zebulom partiu do Egito contava 57.400 homens capazes de pegar em armas. Aproximadamente 40 anos mais tarde, o número de guerreiros elevava-se a 60.500. o território cedido a Zebulom, na Terra da Promissão, ficava de certo modo entre o mar de Tiberíades e o Mediterrâneo (Gn 49.13). 

De Zebulom foram separados milhares de homens para a função de guerreiros, que protegiam os hebreus quando acampavam pelo deserto, além de terem contribuído muito na conquista da Terra Prometida contra os canaanitas. Seus combatentes eram frequentemente elogiados pela bravura e eficiência. Os zebulonitas também foram muito importantes na formação do exército de Israel quando Davi se tornou rei. Eram 50 mil os soldados daquela tribo nessa época (1 Crônicas 12.33), que se destacavam por sua perícia.

Notáveis Guerreiros. A tribo de Zebulom produziu guerreiros corajosos. Dez mil homens de Naftali e de Zebulom atenderam a convocação de Baraque para lutar contra as forças sob o comando de Sísera. (Jz 4:6, 10) Depois da vitória, Baraque e Débora cantaram: “Zebulom era um povo que desdenhava a sua alma até a morte.” (Jz 5:18) Entre os que apoiaram Baraque havia zebulonitas “que manejam o equipamento de escrevente”, evidentemente encarregados de contar e alistar os guerreiros. (Jz 5:14; compare isso com 2Rs 25:19; 2Cr 26:11.) Zebulonitas também se juntaram ao juiz Gideão em resposta à sua convocação de guerreiros. (Jz 6:34, 35) Entre os apoiadores de Davi havia 50.000 zebulonitas, homens leais que não tinham “coração dúplice”. (1Cr 12:33, 38-40) Durante o reinado de Davi, os zebulonitas evidentemente tiveram uma participação notável na subjugação dos inimigos de Israel. — Sl 68:27.

Atitude Para com a Adoração Verdadeira. Na segunda metade do oitavo século AEC, alguns da tribo de Zebulom humilharam-se e acataram o convite do Rei Ezequias, de Judá, para participar da celebração da Páscoa em Jerusalém. (2Cr 30:1,10, 11, 18, 19) Séculos mais tarde, em cumprimento da profecia de Isaías (Is 9:1, 2), Cristo Jesus pregou no território do antigo Zebulom e parece ter encontrado ali ouvidos atentos. — Mt 4:13-16.

Mencionado em Visões. Na visão de Ezequiel, a designação de território de Zebulom ficava entre Issacar e Gade (Ez 48:26, 27), e um dos portões da cidade “O Próprio Senhor Está Ali” levava o nome de Zebulom. (Ez 48:33, 35) O apóstolo João, em visão, ouviu que haviam sido selados 12.000 da tribo (espiritual) de Zebulom. — Rs 7:4, 8.

À tribo de Zebulom foram dadas as terras do norte do vale de Jezreel, à beira do Mediterrâneo. A proximidade com o mar fez dos zebulonitas exímios navegadores mercantes, o que os enriqueceu bastante, além da prática da pesca – daí, no centro de seu brasão, haver o desenho de grandes barcos:

“Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom.” Gênesis 49.13

Além da questão portuária, outro trecho bíblico sobre a tribo diz algo bem interessante em relação à exploração dos recursos naturais litorâneos:

“De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas.

Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia.” Deuteronômio 33.18,19

A “abundância dos mares” é facilmente relacionada à pesca. Já os “tesouros escondidos na areia” referem-se a um fato curioso: as areias das margens de um rio local chamado Belo eram apropriadas como matéria-prima na fabricação do vidro. Os fenícios, também grandes navegadores mercantes e fabricantes de vidro, podem ter passado aos zebulonitas a arte da fabricação do produto, já que ambos os povos tinham uma intensa troca comercial e cultural.

Uma Igreja Missionária Mundial

Somos uma igreja de alcance mundial

 

1. ESTAMOS PRESENTES EM 54 PAÍSES. Desde 1901, a Escola de Missões de Örebro, na Suécia, tem enviado missionários à vários países, como China, Índia, República Centro Africana, Brasil, Moçambique, veja abaixo a relação dos países:

 

Na Ásia: Índia (1908), Nepal (1955), Paquistão (1960), Tailândia (1969), Bangladesh (1973), Afeganistão (1974), Camboja e Laos (1991).

Na África: Congo (1914), República Centro Africana (1923) e Sudão (1978), Moçambique (1980), Angola (1980)

No Mundo Muçulmano: Tunísia (1983), Omã (1992)

Na Europa: França (1972), Áustria (1985), Iugoslávia (1981) e Grécia (1992).

Na Oceania: Papua Nova Guiné (1977).

Na América do Sul: Brasil (1912), Paraguai (1984) e Peru (1992).

Os campos acima são os que ainda possuem missionários enviados pela Missão, existindo ainda alguns países onde há cooperação com outras organizações missionárias sem pessoal sueco (como a Argentina e Uruguai, com os noruegueses) e outros com pessoal brasileiro.

  

2. A CIBI (BRASIL) investe em 8 campos missionários no exterior: Paraguai, Peru, Portugal, Tunísia, Israel, Japão, Índia e Espanha. No Brasil, são mais de 46 campos missionários.

 

3. BRASIL 2010 – Participamos ativamente deste desafio, que é plantar 200 novas igrejas até 2010 (já plantamos a metade). Aqui no Paraná a meta é 20 novas igrejas.

 

 

 

4. DÍZIMOS DOS DÍZIMOS – nossas igrejas destinam mensalmente 10% das suas receitas para as convenções e 90% deste montante é utilizado diretamente no investimento em campos missionários, com ajuda de custo para aluguel de igreja e casa pastoral e prebenda pastoral. SEU DÍZIMOS, além de contribuir para a Igreja Local, investe em missões – NÃO DEIXE DE DIZIMAR.

 

 

 

5. SOMOS FRUTO DE MISSÕES – A IBI Pato Branco é uma igreja que nasceu de missões. Homens e mulheres largaram o conforto das suas casas para vir pregar a palavra nesta cidade, investiram aqui tempo e recursos para que hoje possamos estar nesta igreja. Portanto missões é uma realidade para nós.

 

 

 

Vamos investir em MISSÕES! – neste mês de setembro, vamos levantar um salário mínimo para missões! É a nossa forma de gratidão ao Senhor por tudo que as nossas convenções (CIBI e CIBIPAR) já investiram nesta igreja. CONTO COM VOCÊ!

 

 

 

 

 

 

 

 

Origem do Trabalho Batista Independente no Brasil

Os Batistas Independentes são originários da Missão de Örebro-Suécia. A Missão de Örebro foi fundada por John Ongman (que viveu de 1845 à 1931) em 1892, com a finalidade de despertar um maior interesse por missões transculturais. Esta missão, que por sua vez era de origem Batista, aceitava o movimento pentecostal e também dava abertura para o ministério feminino. Hoje a Missão de Örebro é uma organização que congrega cerca de 22.000 membros em 250 igrejas e sustenta aproximadamente 200 missionários em 20 países espalhados pela Ásia, África, Mundo Muçulmano, Europa e América do Sul, além da cooperação em projetos de outras organizações missionárias. Clique aqui para visitar o site da CIBI Nacional.

 

A primeira tentativa missionária da recém organizada Missão de Örebro foi para a América do Sul.

 

Em 1894 enviaram seu primeiro missionário para o Brasil, Adolf Larsson, o qual morreu logo após sua chegada, vítima da febre amarela, na cidade do Rio de Janeiro. Passaram-se 18 anos e então, uma carta chegada de uma colônia sueca na Vila Guarani, interior do Rio Grande do Sul, move o coração de John Ongman, presidente da Missão, sendo então enviado o missionário Erik Jansson, o qual desembarcar com sua esposa em Porto Alegre em 15 de junho de 1912. Em 1919 é fundada a Convenção Evangélica Batista Sul-Rio-Grandense. Durante 40 anos o trabalho desenvolveu-se lentamente devido às dificuldades dos missionários estrangeiros com a nossa língua, sendo que o trabalho ficou restrito ao Rio Grande do Sul, sendo que, durante este período, apenas em 1938 a presidência da Convenção e também a secretaria foram exercidas por brasileiros: Astrogildo Pacheco e Francisco da Silva. Em 1952, na cidade de Ijuí-RS, é fundada, com cerca de 3.000 membros a Convenção das Igrejas Evangélicas Batistas Independentes do Brasil, com o objetivo de expandir a obra missionária no Brasil, tendo em vista que já haviam trabalhos missionários em São Paulo, Sorocaba e Jundiaí, liderados pelos missionários: Alfredo Winderlich John Waldemar Sjoberg, Olavo Berg e também da missionária Ester Danielsson. O primeiro presidente da Convenção foi o pastor Pedro Falcão. Nesta ocasião é enviado pela recém organizada convenção, o primeiro casal de missionários, Alcides e Annie Orrigo, para a cidade de Santa Rosa. Em 1966, também na cidade de Ijuí, a Convenção teve seu nome alterado para: CONVENÇÃO DAS IGREJAS BATISTAS INDEPENDENTES, que permanece até hoje. (Fonte: “E Deus Fez Crescer”)

 

Propósitos da Cibi na sua Organização

 

 

A CIBI, na época CIEBIB, foi organizada com a finalidade de promover a união das igrejas para o trabalho de evangelização pátria, missões, educação e obras de beneficência social. Para alcançar estes objetivos foram criados departamentos de: Jovens, Senhoras, Escolas Dominicais, Imprensa, Homens, Educação Religiosa.

 

 

Desenvolvimento

 

 

  1. No ano de sua organização (1952) a Cibi tinha trabalhos no Rio Grande do Sul, algumas congregações no litoral catarinense e início em São Paulo, Jundiaí e Sorocaba. À partir daí o trabalho passou a expandir-se para outras cidades paulistas, oeste de Santa Catarina e Curitiba. Criou-se também o Instituto Bíblico Batista Independente para a preparação de obreiros, sendo esta uma iniciativa do missionário Nils Angelin, o qual, sentindo-se “pequeno” para o grande desafio da evangelização do Brasil, compreendeu que, a única forma da tarefa ser cumprida era ter obreiros nacionais para a realização do trabalho.
  2. Até 1975 o trabalho alcançou muitos outros Estados do Brasil, estabelecendo-se campos missionários em Goiás, Bahia, Paraíba, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso.
  3. Em 1976 a CIBI iniciou o trabalho missionário no Paraguay, com um projeto que visava atender os colonos brasileiros que haviam emigrado para aquele país. Este foi o primeiro campo no Exterior.(Hist. Missões-Bertil, pg.72).
  4. Na década de 80 o trabalho consolidou-se em vários Estados no País, ocorrendo um despertamento maior para missões transculturais, sendo enviado missionários para o Peru (Pr. Clerisnan do Costa e família); Portugal (Getulio Costa da Silveira e família) e Angola (Pr. José Aldoir Taborda e família), este último num acordo de cooperação entre CIBI e a Primeira Igreja Batista do Huambo, para a implantação de um Seminário Teológico naquele País. Em 1988, ao cabo de dois anos, ao término do contrato de cooperação, o casal retornou ao Brasil deixando o Seminário funcionando com 20 alunos no curso básico de teologia e 8 no curso de Bacharel. O Seminário foi passado para a Associação das Igrejas Batistas do Huambo e após para a Convenção Batista Angolana. Neste período também o trabalho no Paraguay recebe um novo impulso com o envio de novos missionários, realização de escolas bíblicas e abertura de trabalho missionário entre paraguaios na cidade de San Lorenzo-Assuncion. Nem tudo foi vitória na década de 80. A Convenção sofreu um grande revés com a divisão promovida por um grupo de pastores de linha mais conservadora na questão de usos e costumes, organizando-se a denominação chamada UCBI (União Conservadora Batista Independente), desestabilizando dessa forma as finanças da CIBI, bem como afetando a estatística numérica da denominação com a saída de aproximadamente 5.000 membros, liderados pelo Pr. Anarolino da Luz Leão. Igrejas importantes como a Batista Salém de Ijuí, berço do trabalho denominacional, e Betel de São Leopoldo, ficaram nas mãos do grupo revoltoso.

 

  1. Nesta última década do século XX a denominação tem progredido pouco numericamente, porém tem alargado sua visão missionária e está tentando fortalecer sua estrutura. Vão se consolidando os trabalhos regionais iniciados em 1989 quando a CIBI, na Assembléia Geral realizada em São Leopoldo aprovou o plano de descentralização, criando as convenções regionais. O trabalho missionário no Brasil ficou sob a responsabilidade das Convenções Regionais enquanto que as missões transculturais e informações missionárias bem como o apoio aos trabalhos no Brasil tem ficado à cargo do Secretário Executivo de Missões da Cibi. Isso tem originado maior progresso, melhores possibilidades de supervisão e aproximação das igrejas mantenedoras.

 

Fonte: https://www.ibivaires.org

Conheça a CIBI

A CIBI, Convenção das Igrejas Batistas Independentes é hoje uma organização que reúne mais de 800 igrejas autônomas, congregações e campos missionarios espalhadas por todo o território nacional e também em vários países, tanto na América Latina, África, Ásia, Europa e Janela 10/40. É entidade membro da Aliança Batista Mundial e coopera com outras agências missionárias e denominações na plantação de Igrejas, Seminários e Projetos Sociais.

Fruto do trabalho missionário da Missão de Örebro-Suécia (hoje Interact) iniciado em 1891, que em 1912 enviou o missionário Erik Janson ao Brasil, a CIBI foi organizada em 1952 como uma entidade religiosa de caráter não econômico, constituída de igrejas que reconhecem a Bíblia como a infalível Palavra de Deus e aceitam como regra de prática cristã o manual “Princípios de Nossa Fé”.A CIBI é uma organização que se adapta ao modelo congregacional de administração, através do qual a assembléia geral é o órgão maior para todas as decisões, prestação de contas e relatórios de atividades e as igrejas membro têm o direito de enviar delegados, os quais podem votar e serem votados para cargos administrativos.

A função primária das Igrejas filiadas à CIBI é promover o reino de Deus na terra, começando pelo Brasil visando alcançar cada povo, língua e nação, mediante ações evangelísticas realizadas tanto pela pregação do evangelho como pelo desenvolvimento de programas de ação social e educacional.Entendemos que a GRANDE COMISSÃO é tarefa da igreja local, e a CIBI age como ponte de ligação entre a igreja que envia, o missionário que vai e o povo que recebe a ação.Para que isso se realize, cada igreja membro da CIBI tem o compromisso de enviar mensalmente o dízimo dos dízimos, além do envolvimento voluntário nos demais projetos missionários, seja nos programas de adoção, como através de ofertas periódicas. Outra função da CIBI é promover a fraternidade e a integração entre as igrejas com ela aliançadas, o que o faz mediante os órgãos de comunicação e através da realização de encontros de liderança, congressos variados, simpósios, cursos, intercambio, e convenções.

O Nome Independente não se originou de uma divisão, mas da união de várias igrejas “independentes” e que desejavam manter-se autônomas quanto ao seu sistema administrativo, estabelecendo-se como vínculo dessa união, o manual princípios de nossa fé.

Primórdios Batista Independentes no Paraná

TUPINAMBA – 1951
O Norte do Paraná – Tupinamba, distrito de Astorga, fica a 20 km de Maringá – foi, por muito tempo, denominado de A terra da promissão, dado a abundância dos seus frutos e a fertilidade de seu solo. Do Rio Grande do Sul, especialmente, emigraram pra la muitas dezenas de famílias, colonos do interior, que de­mandaram novas terras em busca de novos ganhos.
Entre esses se acharam muitas famílias crentes que não desejavam esconder a sua LUZ e por isso resolveram come­çar um trabalho de evangelização, ali mesmo no sertão.
O INICIO DO TRABALHO – Deu-se com uma visita feita pelo Rev. Alfred Winderlich, a convite de um grupo de irmãos, em 1951, sendo então, organizada a Igreja, na casa do irmão Leon Ziemermann. Desde então o trabalho tem sido atendido por a­quêle missionário, com ex­ceção dos anos de 1952 e 1953, quando o atendeu o Rev. João Sjóberg.

MONTE ALEGRE (TELÊMACO BORBA) – 1954
Foi no ano de 1954 que chegou ao conhecimento de alguns crentes, residentes em Monte Alegre, a existência da Convenção Batista Independente. Desejando conhecer as doutrinas que ensinamos, esses irmãos solicitaram a vinda de um pastor, no que foram atendidos. A primeira visita foi feita pelo Rev. Pedro Falcão, realizando o culto em Lagoas. Antes, porém, os irmãos se reuniam na casa da familía Andrade, onde é considerado o início do trabalho.
INAUGURAÇÃO DO TEMPLO E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA – No dia 12 de junho de 1955, os irmãos, com gran­de alegria, se reuniram para inaugurar a sua casa de Oração, contando com a presença do Rev. Bertil Olausson, do Rio Grande do Sul, representando a Sociedade Missionária e o Rev. Pedro Falcão, de Santa Catarina, como representante da Convenção.
À tarde, o Rev. Pedro Falcão, manifestando a sua grande alegria por ser essa a primeira Igreja Batista Independente a organizar-se no estado do Paraná, juntamente com o Rev. Bertil Olausson, que presidia os trabalhos, declararam organizada a Igreja Batista Independente Betel, de Monte Alegre. Contava, a nova Igreja, com 24 membros, sendo eleito pastor o Rev. Pedro Falcão. OBREIROS – Serviram, como obreiros desta Igreja, os pastores Pedro Falcão, Olavo Berg e o atual (1961) Nils Ervin Persson. A Igreja de Monte Alegre, tem sido batalhadora na obra de evangelização, cooperando ativamente no desenvolvi­mento e propagação do Evangelho.
Foi grande entusiasta da instalação da filial da Casa Editora Batista Independente, livraria que vem atendendo com eficiência o evangelismo local e as redondezas. A Igreja conta, atualmente, (Junho de 1961) com 97 membros em plena comunhão.

PONTA GROSSA – 1957
O inicio do trabalho do Senhor, em Ponta Grossa, da­ta do ano de 1957, quando o Rev. Pedro Falcão residia na cida­de de Monte Alegre e fazia visitas periodicamente a essa cidade.
Naquele tempo, unia congregação de umas 30 pessoas, desejosas de se unirem com a Convenção das Igrejas Batistas Independentes do Brasil, solicitou auxílio à Sociedade Missionaria Batista Independente, a qual enviou, para lá, o missioná­rio Bertil Andersson, com sua família. Imediatamente o Rev.Andersson iniciou seu trabalho, organizando a Igreja no dia 8 de junho de 1957, sendo eleito como seu primeiro pastor.
CONSTRUÇÃO DO TEMPLO – Depois de realizar os cultos, em salão alugado, por algum tempo, a igreja adquiriu num arrabalde, um terreno, onde iniciou a construção do seu templo próprio.
Com a retirada do pastor Andersson, para a Suécia, em gôzo de férias, assumiu o pastorado o Rev. Stig Johansson, o qual, com dedicação e entusiasmo, lançou-se no trabalho, tan­to de evangelização como o da construção, possibilitando, em curto tempo, a mudança do trabalho para a sua nova sede, mui­to embora o prédio não estivesse ainda concluído.
EVANGELIZAÇÃO – No setor de evangelização, a Igreja mantem trabalho na Vila Santa Rita, onde o diácono Pedro Lopes doou um terreno para uma casa. Ali, se realizam cultos duas vezes por semana. Há outros trabalhos na cidade, assim como em Ipiran­ga, cidade vizinha.
Além desses, há cultos especiais para a Mocidade, en­saios para o côro, sob a direção da espôsa do pastor, além de uma bem freqüentada Escola Dominical. Através das lutas, a Igreja do Senhor marcha para novas vitórias, em nome de Jesus.

NOVO SARANDI – 1958
Para amainar a terra virgem do novo e próspero município de Toledo, no oeste paranaense, chegou do Rio Grande do Sul, em 1953, a família Julio Wengrant, composta de 11 pes­soas, fixando residência no lugar denominado Novo Sarandi.
O INICIO DO TRABALHO – O irmão Wengrant logo construiu uma serraria. Quando o irmão Albert Pydd, de Marechal Candido Rondou, ficou sabendo da chegada dos irmãos Wengrant, foi visitá-los, levando, consigo, alguns jovens Realizou-se, assim, o primeiro culto na serraria, seguindo-se logo outros com maior regularidade e organizando-se uma Escola Dominical. Estava iniciado o trabalho naquele novo campo.
ORGANIZACÃO DA IGREJA – Para atender o trabalho, foi convidado o missionário Alfredo Winderlich, de Ro­lândia que, em janeiro de 1958, organizou a Igreja Batista Filadélfia, de Novo Sarandi, ficando como seu primeiro pastor.
INAUGURAÇÃO DO TEMPLO – Somente alguns dias após à organização da Igreja, tiveram os irmãos outra fes­ta espiritual, com a inauguração do seu próprio Templo. Na ocasião foram também batizados os primeiros 14 convertidos, no novo trabalho do Senhor.
O jovem pastor, Sigvard Driesner, assumiu o pastora­do no ano de 1959. Entretanto, em junho de 1960, pediu demissão de seu cargo, como pastor, dedicando-se a outras atividades seculares.
Atualmente, a Igreja mantém trabalho em Maripá e na sede Marechal Candido Rondon. Em cada um desses lugares já cons­truiu o seu próprio templo. Uma pequena orquestra coopera, ativamente, no tra­balho da Igreja. Atualmente (Junho de 1961) o número de membros é de 53.

ROLÂNDIA – 1959
O TRABALHO EM ROLÂNDIA – Com a volta dos missionários Winderlich, da Suécia, abriram-se novas portas em Rolândia, onde o casal fixou residência. Ali, um grupo de crentes, com a cooperação financeira dos irmãos de Tupinam­bá e do Rio Grande do Sul, construíram uma capela, a qual foi inaugurada com grande alegria, no dia 26 de abril de 1959, com a presença do Secretário Geral da Sociedade Missionaria de Örebro, Suécia, Rev. Dr. Joel Boström.
A Igreja de Tupinambá conta, assim, com duas cape­las, orquestra e côro misto, duas Escolas Dominicais e uma União de Mocidade. O rol de membros é, atualmente, (junho de 1961) de 43 membros.

NOVA SANTA ROSA – 1960
Até o ano de 1960, a Igreja Batista Filadélfia, de Novo Sarandi, mantinha um ponto de pregação em Nova Sta. Rosa. Mudando-se para lá muitas famílias do Rio Grande do Sul, especialmente da Igreja Zoar, de Tucunduva-RS, achou-se por bem organizar a Igreja naquele lugar. No dia 27 de novembro de 1960, foi festivamente organizada a IGREJA BATISTA INDEPENDENTE, com 69 membros. Estavam presentes os Revs. Olavo Berg, Ernesto Gerstberger e Alfredo Winderlich.
Antes mesmo da sua organização, já a Igreja contava com o seu próprio templo, uma boa orquestra, um côro misto e uma fer­vorosa mocidade estão co­operando, ativamente, na obra do Senhor. Atualmen­te, (Junho de 1961) a Igre­ja conta com mais de 100 membros e está esperanço­sa de crescer cada vez mais marchando para a frente em nome dAquele que nos confiou a grande tare­fa de levar o Evangelho à toda a criatura.

CURITIBA

A Assembleia Geral da Convenção (na época Convenção das Igreja Evangélicas Batistas Independentes – CIEBIB), sob a presidência do Pastor João Batista da Silva, em 1960 decidiu abrir uma frente de pregação em Curitiba. O pastor Noé Valêncio da Silva, então pastor da igreja em Rio Grande (RS), sensível ao apelo missionário veio juntamente com o missionário Lars-Olof (Olavo) Berg e em 19 de março de 1960 iniciaram uma série de conferências na tenda armada que contava com a presença do Pr. Pedro Falcão, então Presidente da Convenção, e do Missionário Stig Johanson da cidade de Ponta Grossa.  

No mês de maio de 1960 o pastor Noé veio de mudança para Curitiba e retomou o trabalho em sua casa. Em janeiro de 1961 alugou um salão na rua Guararapes quase esquina com a rua Sebastião Paraná. Já em 16 de novembro de 1961 iniciou um novo período de conferências com a vinda do Missionário Nils Peter Skåre, que armou sua tenda na Av. República Argentina (perto de onde hoje está o supermercado Festval). E foi durante esta campanha que no dia 3 de dezembro de 1961 que foi organizada a Igreja Batista Independente de Curitiba, com 14 membros, tendo sido eleito como primeiro pastor Noé Valêncio da Silva que permaneceu na função até abril de 1963, quando se mudou para Campinas, passando então ao Missionário Nils Peter Skåre a direção da Igreja.

Os primeiros membros desta Igreja foram: a) por carta: Noé Valêncio da Silva (pastor fundador), Signe Lídia Persson da Silva, Ercílio Diniz, Mariz Diniz, Glaci Diniz, Nilza Diniz, Walter Fuchs, Eva Fuchs e Judite Fuchs; b) por batismo – Samuel Persson da Silva, Rita Raquel Persson da Silva, José de Lara Pereira, Maria Antônia dos Santos e Loise Martins. (este batismo foi realizado na Igreja Pentecostal Filadélfia de Curitiba (Pr. João Ludgren) no dia 03 de dezembro de 1961, às 10h, pelo missionário Nils Skåre). A primeira diretoria da Igreja foi composta dos membros: Pr. Noé Valência da Silva, presidente; Eva Fuchs, secretária e Walter Fuchs, tesoureiro.

A partir da igreja no bairro Portão surgiram igrejas nos bairros de Vila Rosinha, Vila Santa Amélia (atual Fazendinha), São Bráz, Vila Guaíra, Sitio Cercado e Bairro Novo, assim como iniciou o trabalho Batista Independente no litoral do Paraná, em Guaratuba.

 Fonte: Extraido do livro “Quem somos… O que fazemos… Em que cremos…” e https://www.ibivaires.org

Primeiras Igrejas Batistas Independentes no estado de São Paulo

ORIGEM E DESENVOLVIMENTO NO ESTADO DE SÃO PAULO  – Em 1947, decorridos 35 anos da presença missionária no Rio Grande do Sul, a então Sociedade Missionária Sul-Riograndense vê um de seus representantes, o saudoso missionário Alfred Winderlich, deslocar-se, a convite, para conferências na Igreja Zoar (Batista Alemã) em São Paulo – Capital. Dessa visita resultou o convite de um grupo de irmãos ao missionário Alfredo, para que este se mudasse da cidade de Santa Cruz do Sul (RS), onde residia, para São Paulo. Até essa época não havia nenhuma Igreja de nossa Missão no Estado de São Paulo.

FASE PIONEIRA  – A chegada do casal Elisabeth e Alfredo Winderlich à Capital de São Paulo deu-se em 22 de outubro de 1948. A organização da Igreja Batista Filadélfia, em São Paulo/Capital, com cerca de 40 membros, aconteceu no dia 10 de maio de 1949, sendo eleito presidente o irmão Guilherme Burger. A partir do ano 1950, a presença missionária no Estado de São Paulo foi ampliada, com a chegada dos casais Stina e Olof (Olavo) Berg a Jundiaí e Gertrud e John Waldemar Sjöberg à cidade de Sorocaba.

O ano de 1961 é o da organização das Igrejas de Sorocaba e de Jundiaí. (As Igrejas de São Paulo/Capital, Sorocaba e Jundiaí são, portanto, de fundação anterior à organização da CIBI, em 1952).

Em 1953, transfere-se para Jundiaí a missionária Esther Danielsson. Em Jundiaí, ainda, teve lugar em 1967 a consagração do primeiro pastor brasileiro no Estado, o então seminarista Paulo Mendes, que assumiu nesse tempo o pastorado local, tendo como coadjuvante a missionária Esther Danielsson, em substituição ao missionário Olavo Berg. Desse período, devem ser mencionados nomes de missionários que tiveram atuação na fase pioneira de algumas igrejas no Estado de São Paulo, a saber: o Missionários Naemi e Nils Peter Skåre (Campinas) o Missionários Elli e Oliver Larsson (Santos) o Missionários Ulla-Britt e Rune Söderberg (São Paulo/Capital e Santos) o Missignários Stig Ekström (Santos e Campinas).

CAMPINAS – 1953– Princesa do Oeste paulistano, é uma cidade em pleno progresso com as suas grandes e importantes indústrias.
O trabalho do Senhor, pela Missão Batista Independente, data de Março do 1953, quando o missionário Nils Peter Skåre, com sua família, chegou ali para dar início à obra. Os cultos foram iniciados no Bairro do Bom Fim, sendo no mesmo tempo abertos pontos de pregação, em vários lugares da cidade
O Senhor aprovou e abençoou a obra. Muitas pessoas se entregaram a Cristo. Os servos de Deus sofreram até perseguições, pelo seu trabalho. Mas sem lutas não há vitórias. O Senhor, todavia, zelava por eles e pela sua obra recém iniciada.
BATISMO E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA – A 24 de janeiro de 1954, na lagoa Taquaral, foram batizados os primeiros cinco crentes. Logo após o batismo, juntamente com a família Sköre e mais dois irmãos, foi organizada a Igreja Ba­tista Filadélfia, recebendo assim o estado de São Paulo a quar­ta Igreja da Convenção Batista lndependente.
DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO – Tudo o que tem vida cresce. Embora enfrentando grandes lutas e dificuldades, a Igreja cresceu consideravelmente. Grupo após grupo de crentes eram batizados e sobre o campo sopraram os ventos do avivamento. Vários foram, também, batizados no Espíri­to Santo. Deus estava presente na sua Igreja.

A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO 

Com o desenvolvimento do trabalho fez-se também sentir a necessidade de uma sede própria. Em 1955 foi adquirido um terreno na rua Erasmo Braga, esquina Arnaldo de Carvalho, sendo, inicia1mente, construido nos fundos, um salão que serviu durante dois anos. En­tretanto, a necessidade de um templo maior era premente no mês de julho de 1957, deu-se inicio à nova construção. Sete me­ses depois, vencidas todas as dificuldades, a Igreja podia inau­gurar a sua nova Casa de Oração, no dia 23 de fevereiro de 1958. O valor da construção, na época, foi de mais de Cr$ 630.000,00, sendo possível, para a Igreja, o pagamento total.
OS OBREIROS DA IGREJA – Desde sua organiza­ção, até março de 1960, serviu como pastor da Igreja, o Rev. Nils Sköre, quando, então, assumiu o pastorado, o Rev. Stig Ekstrõm. Como pastor auxiliar, serve o irmão Aparecido Alciso Maglio desde agosto de 1960. Da Igreja sairam, como obreiros, .além do irmão Apparecido. o evangelista Gilberto Estevão, sendo que ambos passaram pelo Instituto Bíblico de Rio Grande-RS.
OUTRAS ATIVIDADES 

Desde o começo, a Igreja vem mantendo um bom trabalho entre as crianças e a Mocidade. Na Escola Dominical o ensino é ministrado por um bom grupo de professores a um bom número de alunos. A União de Senhoras, serve a Deus com os seus traba­lhos, cuja renda é revertida em benefício da obra social, auxi­liando as famílias pobres e necessitadas.
A vida musical, na Igreja, é ativa. A orquestra conta com bom número de membros, estando em organização uma banda de sopro. O trabalho de evangelização, por meio de literatura, constitui-se num setor forte da igreja, tendo sido distribuídas, cada ano, centenas de Bíblias e jornais.
A Igreja já recebeu 134 pessoas por batismo, 14 por carta e 38 por testemunho. Vários sairam, por diversos motivos, sendo que o rol de membros, em 31 de dezembro de 1960, era de 111.
Ao terminar estas notas, sente o pastor da Igreja, jun­tamente com o seu rebanho, o desejo de exclamar: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres”. En­frentamos o futuro desconhecido, confiando inteiramente nAquele que prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

SÃO PAULO – 1949– A maior metrópole do Brasil e o maior parque industrial da América do Sul, é também, sem embargo, o mais intensivo centro de atividades culturais e religiosas da Nação. Ao lado do progresso cultural e técnico, cresce, tam­bém, sob a mão de Deus, a obra do evangelismo.

FUNDAÇÃO DA IGREJA BATISTA FILADÉLFIA

A 10 de novembro de 1949, fundava-se, na capital bandeirante, a primeira igreja da Missão e da Convenção Batista Independente. Seu primeiro pastor foi o Rev. Alfred Winderlich que, dedicada e esforçadamente, conseguiu com que a Igreja pudesse adquirir, já nos primeiros anos do trabalho, uma boa proprie­dade, onde instalou a sua sede, num progressivo bairro da zona Leste da cidade.

A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO

Passados os primeiros anos de consolidação do trabalho, sempre conservado, sustentado e enriquecido pelo fiel Senhor da Seara, a pequena Igreja sentia, cada vez mais, a profundidade de sua pene­tração, ao mesmo tempo que recebia, do Senhor Jesus, visão e graça para expansão do seu campo missionário. Foi assim que viu enriqueci­do o seu patrimônio, com a construção de uma confortá­vel Casa Pastoral e a aquisi­ção de uma nova propriedade onde mantém um de seus pontos de pregação.
Um dos aspectos mais animadores do trabalho, é a Escola Dominical, pela qual a Igreja reune para mais de cento ­e cinqüenta alunos, na sede e nos pontos de pregação.
A Juventude da Igreja participa, ativamente, do trabalho, sendo muitos deles já salvos e batizados.
A União de Senhoras, mantém um serviço permanente dc assistência social, com distribuição de roupas e gêneros alimentícios aos pobres e necessitados, tanto da Igreja como de fora dela.
É pastor da Igreja, desde longo tempo, o Rev. Pedro Mendes. Muito mais de uma centena de igrejas evangélicas desenvolvem suas atividades, tornando-se dêsse modo a capital bandeirante centro estratégico para a obra de evangelização.

SOROCABA – 1950– Em meados de junho de 1950, chegavam à cidade de Sorocaba, o Rcv. John W. Sjöberg e sua família, com o objeti­vo de iniciarem, naquela cidade, um trabalho Batista Indepen­dente.
O comêço foi uma Escola Dominical, sendo que a pri­meira realizada contou com oito crianças da vizinhança, além dos filhos dos missionários. Com a realização de cultos, o tra­balho foi crescendo, até que, em 21 de janeiro de 1951, foi orga­nizada a Igreja, com a presença dos Revs. Alfredo Winderlick e Olavo Berg, sendo eleito seu primeiro pastor, o Rev. J. Sjöberg.
Os anos de 1952 e 1953, foram de grande prosperidade, sendo batizados muitos novos irmãos, estendendo-se o traba­lho de evangelização a vários lugares, cumprindo assim, a Igre­ja, a sua gloriosa missão.
Em outubro de 1953, foi consagrado como ancião da Igreja, o irmão Agripino Alves da Rocha.
CONSTRUÇÃO DO TEMPLO – Assumindo o pasto­rado da Igreja, em maio de 1954, o Rev. Ragnberth Wilnerzon iniciou logo um movimento para a aquisição de um terreno na rua Sergipe onde, apesar das grandes dificuldades surgidas, foi possível construir uma Casa de Oração, a qual foi consagrada ao serviço do Senhor, no dia 5 de agôsto de 1956.
NOVO PASTOR – Com a viagem do missionário Ragnberth Wilnerzon, para a Suécia, assumiu o pastorado o Reverendo Pedro Falcão, no dia 9 de janeiro de 1959.
A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO – Nesse tempo, (1961) a Igreja tem recebido um novo impulso do Senhor, achando-se em grande atividade evangelística, com trabalhos estabelecidos em Tatuí e Santo Anastácio. Igualmente, a Esco­la Dominical, sob a orientação do superintendente, irmão Agri­pino A. Rocha, experimenta um franco Progresso.
Entre os planos da Igreja para um futuro próximo, está o da construção de um lar para velhice desamparada.

JUNDIAÍ – 1950– A capital da terra da. uva, é uma cidade bela, limpa, industrial e próspera. Foi no ano de 1950, com a chegada, ali, do casal Sti­na e Olavo Berg que teve início o trabalho. Com a inauguração, em 1951, de um salão central, o trabalho recebeu novo impulso, principalmente entre a mocidade. Com a mudança do casal Berg pa­ra São Paulo, em 1952, veio substitui-los a missionaria Ester Danielsson, mais tarde auxiliada pelos irmãos Elly e Oliver Larsson. Também serviu como pastor da Igreja, durante algum tempo, o Rev. Nils Peter Skåre.
No dia 16 de janeiro de 1954, organizou-se a Igreja Batista Filadélfia, de Jundiai, com 16 membros.
Em 7 de abril de 1957, foi consagrado ao ministério, assumindo o pastorado da Igreja, o Rev. Paulo Mendes e a 15 dc junho de 1958, a Igreja, com grande júbilo, inaugurava o seu novo Templo. Era mais uma grande vitória, para a pequena Igreja, ali. Por aquêle mesmo tempo, chegava da Suécia de vol­ta, a missionária Ester Danielsson, continuando o seu trabalho junto à Igreja. Com a mudança da família Mendes, para Santa Maria-RS, assumiu o pastorado o Rev. Stig Ekström.
Ano após ano tem o Senhor acrescentado novos mem­bros à Igreja. Em janeiro de 1961 o número de membros era de 72.

SANTOS – 1958– A bela cidade do litoral paulista, é o maior porto marítimo do Brasil. Ali chegou, em 1958, a famí­lia John Sjóberg, com o propó­sito de iniciar um trabalho da nossa missão. No dia 8 de julho do mesmo ano foi inaugurado, à Av. Pinheiro Machado, um salão de cultos. Almas foram ganhas para Cristo e no dia 16 de janeiro do ano seguinte, desceu às águas do batismo, o primeiro grupo de salvos. A Igreja foi organi­zada no mesmo dia, com 9 membros.
Com a mudança, para Porto Alegre-RS, da família Sjöberg, em outubro de 1959, foi substitui-los, em Santos, o casal missionário Margit e Stig Ekstróm, ali permanecendo até 21 de abril de 1960, quando então chegou da Suécia, assumindo o pastorado da Igreja, o Rev. Oliver Larsson, que juntamente com sua esposa, D. Elly, estão fazendo um trabalho esforçado em prol da Causa do Senhor, naquela cidade.
Últimamente, com a aquisição de uma propriedade pe­la Sociedade Missionária, para residência e sede do trabalho, a igreja tem recobrado animo, sendo que em fevereiro de 1961, possuia 18 membros.


Fonte: https://www.cibiesp.org/quem-somos.html

Porque Somos Batistas

São três as teorias sobre a origem dos batistas. A primeira afirma que descendem em linha reta dos que foram batizados por João Batista do Rio Jordão, mantendo até hoje uma sucessão histórica ininterrupta. É a chamada teoria JJJ (Jerusalém – Jordão – João). Rotularam de batistas os grupos dissidentes em que se verifica algum tipo de parentesco especial. como por exemplo, os Montanhistas do século II e os Jornalistas do século IV.

Uma Segunda teoria aponta os anabatistas como origem dos batistas atuais. Desde o inicio da reforma, em diversas partes da Europa, surgiram grupos, que entre outras peculiaridades rejeitavam o batismo de crianças e por isso exigiam o rebatismo de seus adeptos. Eram chamadas de anabatistas, isto é, os que batizam de novo.

A terceira teoria, e a mais difundida delas, afirma que os batistas se originaram dos separatistas ingleses, cujos adeptos, por via de regra, recebem o batismo na idade adulta, e isto pelo ato da imersão total do corpo na água. Da Inglaterra os batistas se expandiram rumo aos Estados Unidos, onde dividiram em torno da questão da escravatura. Os batistas, também, são uma dissidência da Igreja Anglicana.

As primeiras congregações foram fundadas na Inglaterra (1611) e na Holanda. Seu surgimento no Brasil se deu por volta do ano de (1882), e atualmente de acordo com a CBB (Convenção Batista Brasileira), abriga aproximadamente 5,6 mil igrejas da denominação, com quase 6 mil pastores e mais de 1 milhão de membros.

Ser membro da igreja é um privilegio, dado exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado fiel, segundo o preceito cristão.

VISAO PARA COM DEUS

Baseado na Doutrina da revelação de Deus através da Bíblia, crêem em Deus segundo o que Jesus Cristo falou, é espirito pessoal perfeitamente bom, que em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo. Não é uma idéia, mas sim, uma pessoa que sente, age, pensa harmoniosamente, tem direção própria e consciência de si mesmo, é amor, santidade e justiça.

A supremacia de autoridade é o Senhor Jesus Cristo, e toda a esfera da vida está sujeita a sua soberania.

0 Espírito Santo é o próprio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade.

VISAO PARA COM 0 HOMEM

É uma pessoa a imagem e semelhança de Deus. porém desarmonizado no pensar, sentir e agir, dirigir-se e ter consciência de si próprio.

VISAO PARA COM O MUNDO

Os batistas não acreditam que o mundo será um paraíso, que segundo teó1ogos liberais, antes de (1919) disseram que seria, os homens cresceriam na compreensão, iriam se amar, mas quando veio a primeira e a Segunda guerra mundial ficou comprovado que não era bem como imaginavam, o paraíso tornou-se um inferno, segundo a Bíblia a ciência se multiplicará assustadoramente e devido a isto o homem cada vez mais distante de Deus ficará. Mais maldade surgirá 0 mundo vai de mal a pior devido a avanços tecnológicos.

Os batistas acreditam em algumas divisões deste apogeu. em primeiro lugar crêem no volta de Jesus Cristo a este mundo. Jesus Cristo realmente voltará. Quando veio na primeira vez Jesus Cristo surgiu como cervo sofredor para morrer por nós para satisfazer a justiça de Deus e a Segunda vez surgirá como rei, é a Segunda pessoa da trindade e profeta pregador. Hoje Jesus Cristo vive em reinado espiritual no coração das pessoas que acreditam nele. Depois deste período então Jesus Cristo descerá com a igreja e reinará por 1000 anos de muita paz, Satanás será preso e no final deste período será solto e levará as nações a serem lançados no lago de fogo, parte mais profunda do inferno, local de tormento. havendo o juízo final.

Deus, no entanto, fará um novo céu e uma nova terra no lugar onde foi destruída pela contaminação do pecado, a terra será ligada ao trono de Deus e teremos um novo universo, sem pecado. viveremos sempre na presença de Deus, é isto que chamamos de paraíso.

A igreja tem uma posição de responsabilidade no mundo; sua missão é para com o mundo. mas seu caráter e ministério são espirituais.

PECADO

Origina-se na escolha livre e voluntária do homem pelo mal, seria um estado mau do homem que o faz desobedecer as leis de Deus.o pecado é um governo de fora que dominou o homem por dentro.

JUSTIÇA

A justiça de Deus surge quando alguém ofende sua santidade, ausência de imperfeição. A justiça de Deus é permitida e foi para com os homens satisfeita em Jesus Cristo.

ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS

A Igreja não é um sistema Episcopal, é soberana, autônoma e democrática onde os fiéis juntamente com o pastor discutem onde serão empregados as finanças, com idade mínima para a participação do grupo e poder para votar e ser votado de 16 anos.

A forma de arrecadação, chamada de Mordomia, não é estipulada valor mínimo, é recolhido um dizimo, que os membros participantes do culto doam a igreja para que sejam sanadas as despesas (água, luz, salário do pastor, benfeitorias, etc.), sendo que não é obrigatória a doação, porque tudo que se dá a Deus não deve ser forçado, deve ser dado de livre e expontânea vontade, independente de valor. A mordomia cristã concebe toda a vida com um encargo sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego responsável de vida, tempo, talentos e bens, pessoal ou coletivamente, no serviço de Cristo.

Uma igreja é um corpo autônomo, sujeito unicamente a Cristo, cabeça. Seu governo democrático, no sentido próprio, reflete a igualdade e responsabilidade de todos os crentes, sob a autoridade de Cristo.

O CULTO

0 Culto é bem simples, não obedecem a uma ordem, é baseado no Bíblia reúnem-se na igreja, iniciam o culto salientando sempre o nome do Senhor Jesus Cristo, cantam, oram pelos enfermos, o pastor faz algumas pregações, fazem uma comunhão para os que precisam e ajudam as pessoas a solucionarem as dificuldades. Os batistas não admitem imagens, nem outros mediadores além de Jesus. Certos preceitos são vistos como aberrantes: o culto a Maria e os Santos, a Transubstanciação e o purgatório, a infalibilidade do Papa e o Sistema hierárquico. Não ha necessidade de obras meritórias que não salvam, mas apenas manifestam a fé. A cruz, sempre vazia, é adotada em algumas igrejas. A maioria, entretanto, dispensam mesmo esse símbolo. Os batistas tem apenas duas ordenanças (sacramentos): batismo e ceia. Não batizam crianças, a idade mínima para receber o batismo é de 16 anos e isto para ocorrer o crente deverá ser puro, ter somente Jesus no coração, e após arrepender de todos os pecados.

O culto, que envolve uma experiência de comunhão com Deus, vivo e santo exige uma apreciaçao maior sobre a reverência e a ordem, a consciência e a humildade, a consciência da santidade, majestade, graça e propósito de Deus. 0 batismo e a ceia do Senhor, as duas ordenanças da igreja, são símbolos da redenção, mas sua observância envolve realidades espirituais na experiência cristã.

A Bíblia, como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, é nossa regra autorizada de fé e prática.

O INDIVIDUO

O seu valor. Cada indivíduo foi criado a imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita.

Sua competência Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas próprias decisões e questões morais e religiosas.

Sua Liberdade. Cada pessoa é livre perante Deus, em todas as Questões de consciência, e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como testemunhar de sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.

A VIDA CRISTÃ

A Salvação Pela Graça: A salvação é dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé em Cristo e rendição a soberania divina.

As exigências do Discipulado As exigências do discipulado cristão, baseadas no reconhecimento da soberania de Cristo relacionam-se com a vida em um todo e exigem obediência e devoção completas.

o Sacerdócio do Crente Cada Cristão, tendo acesso direito a Deus através de Jesus Cristo, é seu próprio sacerdote e tem a obrigação de servir de sacerdote de Jesus Cristo em beneficio de outras pessoas.

O Cristão e seu Lar: o lar é básico, no propósito de Deus para o bem-estar da humanidade, o desenvolvimento da família deve ser de supremo interesse para todos os cristãos.

O cristão como cidadão. o Cristão é cidadão de dois mundos – o reino de Deus e o estado – e deve ser obediente a lei do seu país, tanto a lei suprema de Deus.

A NOSSA TAREFA CONTÍNUA

A Centralidade do indivíduo: De consideração primordial na vida e no trabalho de nossas igrejas é o indivíduo, com seu valor, suas necessidades, sua liberdade moral, seu potencial perante Cristo.

O Ministério Cristão Cada Cristão tem o dever de ministrar ou servir com abnegação completa; Deus, porém, na sua sabedoria, chama várias pessoas de um modo singular para dedicarem sua vida de tempo integral, ao ministério relacionado com a obra da igreja.

Evangelismo: o Evangelismo, que é básico no ministério da igreja e na vocação do crente, é a proclamação do juízo e da graça de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceitá-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.

As missões As missões procuram a extensão do propósito redentor de Deus em toda parte, através do evangelismo. da educação e do serviço cristão. e exigem de nos dedicação máxima.

o Ensino e treinamento: A natureza da fé e experiência cristãs e a natureza e necessidades das pessoas fazem do ensino e treinamento um imperativo.

Educação Cristã : A educação cristã emerge da relação da fé e da razão, e exige excelência e liberdade acadêmicas que são tanto reais quanto responsáveis.

A Autocrítica Todo Grupo de Cristãos para conservar sua produtividade, terá que aceitar responsabilidade da autocrítica construtiva.

Fonte:https://www.ibivaires.org

Os Batistas Independentes em Vitória, ES

Nossa vinda para o Estado do Espírito Santo.

Em janeiro de 2008, recebemos um convite do Pr. José Aldoir Taborda, então secretário de Missões da CIBI – Convenção das Igrejas Batistas Independentes, com um desafio para orarmos por Vitória. Na época, o desafio era para vir já no ano de 2008, mas o momento não nos permitia deixar a Igreja Batista Independente em Pato Branco, Paraná, onde estávamos reerguendo o trabalho desde 22 de dezembro de 2004.
 
Assim, começamos a orar por Vitória. Eu passava alguns momentos por semana orando por esta cidade, coloquei fotos de Vitória na parede do escritório pastoral e fomos deixando o Senhor falar conosco sobre este desafio missionário. A CIBI precisava de um obreiro com perfil inovador, que fosse capaz de agregar e contribuir para o avanço da obra batista independente no estado do Espírito Santo. Nas palavras do pastor Taborda, “Foi na minha gestão de secretário de missões, em busca de uma visão de crescimento evangelístico em cidades estratégicas do país, que se buscou um obreiro qualificado como o pastor Elton, com vistas à expansão no Estado.”
 
Em agosto de 2008, no retiro dos pastores da Umbipar – União dos Ministros Batistas Independentes do Paraná, em Campo Mourão, o pastor Taborda, um dos preletores, fez um apelo ao meu coração. Falou das dificuldades do campo, do tamanho do desafio, das restrições financeiras do projeto missionário, da realidade local das igrejas no estado, enfim, nos pôs ao par do que poderíamos enfrentar neste novo desafio. Mas falou também da certeza que Deus colocara no seu coração, de que nós tínhamos a direção de Deus para sermos enviados. E nos perguntou se Deus tinha confirmado no nosso coração o desejo de estar nesta nova frente. Em conversa com a família, dissemos o sim para este desafio.
 
No início de outubro de 2008, viemos conhecer o estado do Espírito Santo, visitando as igrejas de Marataízes, – Guarapari, no município de Aracruz três igrejas. IBI Filadélfia em Coqueiral, IBI Betel no Bairro Água Branca (também conhecido como Praia dos Padres) e IBI Cristo Voltará no distrito de Barra do Riacho;  Igreja Batista da Graça e a IBI em Aribiri em Vila velha. Em vila Velha, conhecemos o pastor Cornélio Ambrósio, então na Igreja Batista Boas Novas,  Em reunião com a diretoria da CIBIES – Convenção das Igrejas Batistas Independentes no Estado do Espírito Santo, fomos sabatinados à respeito dos nossos sonhos e planos para o campo missionário, ficando definido que a região preferida da CIBIES era a de goiabeiras (bairros Goiabeiras Velha, Maria Ortiz, Jabour, República), para se plantar o trabalho. Em novembro de 2008, a Diretoria da CIBIES definiu pela aceitação do pastor Elton Melo para o trabalho missionário. Diante do aceite, conduzimos a transferência do pastorado na IBI Pato Branco, no dia 17 de dezembro de 2008. A Palavra que o Senhor nos deu para vir ao Espírito Santo foi Neemias 2.20a: “O Deus dos céus é que nos fará ter bom êxito, e nós, seus servos nos levantaremos e edificaremos”.
 
Chegamos à Vitória no dia 6 de janeiro de 2009. Ficamos hospedados na casa dos irmãos Anderson e Márcia (IBI da Graça – Vila Velha), até que conseguimos alugar uma casa em Vitória. Em função da restrição orçamentária do projeto, e dos custos de vida mais altos em Vitória, não tínhamos condição de alugar uma casa e um salão para cultos. Então, em família, compreendemos que o melhor seria procurar uma casa, com espaço para realizarmos os cultos na varanda.
 
Nossa mudança chegou no dia 23 de janeiro, uma sexta feira. Como já havíamos feito alguns contatos, fizemos o primeiro culto na sala da casa, na rua professor Mário Bodart, 60, no bairro Maria Ortiz, no dia 25 de janeiro de 2009, com oito participantes (a família do missionário, mais os irmãos Sergio e seu filho Gabriel, mais o casal Aquiles e Josilene Rossow), no final de janeiro, aconteceu o Congresso da Mobies – Mocidade Batista Independente, então presidida pelo irmão Anderson, que nos abençoou com 20 cadeiras plásticas; outro irmão, Roberto Costa, da IBI da Graça, nos emprestou uma caixa amplificada e assim, já a partir do terceiro final de semana, começamos os cultos na varanda da casa. O Adriano dirigia o Louvor, o André, passava a letra das músicas e a missionária Nice, recolhia as ofertas. Assim começaram a chegar pessoas, vizinhas, curiosas para saber quem eram aquelas pessoas que falavam diferente e tinham outros hábitos diferentes do capixaba. Neste período vieram a irmãs Nilza Schroeder e Josi Romanha e suas filhas, que estão conosco até hoje. Veja abaixo as fotos deste primeiro culto.

 

 
Ao longo do ano de 2009, fizemos cultos na varanda todos aos domingos, implantamos a EBD, fizemos discipulado, adquirimos uma bateria e violão, microfones, cabos, ganhamos outros equipamentos, e fomos montando a igreja. Os cultos tinham em média uma freqüência de 15 pessoas.  Terminamos o ano de 2009 com o batismo de duas pessoas.
 
Em outubro de 2009, o nosso filho Adriano Lenin, voltou para o Paraná para casar com a Suellem Spolador (IBI Betel de Cambé-PR) e, ainda hoje, mesmo permanecendo investindo no campo missionário em Vitória, reside em Londrina, onde está estudando teologia pelo STBI (Seminário Teológico Batista Independente).
 
O ano de 2009 também foi marcante, pois a missionária Nice precisou ser submetida a duas operações para extrair o câncer de pele, ficando mais de 120 dias em recuperação. Vimos o milagre de Deus operando na vida dela. O primeiro diagnóstico era melanoma maligno, mas após a segunda cirurgia, o resultado nos surpreendeu. Cremos na cura da serva do Senhor.
 
2010 – Começamos a colher os frutos do trabalho.

No começo de Janeiro de 2010, estávamos cansados de montar e desmontar o ambiente do culto e percebemos a limitação da casa, para o crescimento do trabalho.

Ficamos uns quatro meses em oração para o Senhor nos responder: a) o novo lugar para abrir um ponto de pregação, e b) um apartamento para morarmos. Assim, o Senhor nos respondeu numa manhã de sábado, em questão de menos de duas horas, as nossas orações.

Começamos os preparativos para adaptar o salão da rua Antonio Nobre Filho, 162 no bairro Jabour – compramos mais 40 cadeiras e equipamentos de som; a Igreja Batista Independente Filadélfia, Coqueiral de Aracruz (Pr. Gerson Santos), nos abençoou com a mesa de som e outros equipamentos, e assim, no dia 30 de janeiro de 2010, foi celebrado o culto de inauguração e consagração deste espaço com a presença do presidente da CIBI, pastor Paulo Antonio Raimundo de Oliveira, dos pastores, José Carlos Medeiros Fiqueiredo, presidente da CIBIES, Adecildo Batista da Silva, presidente da CIBIPAR, Eliézer Correia de Souza, IBI Cascavel-PR; Gerson Gonçalves dos Santos; Marina Medeiros, IBI da Graça-Vila Velha;  Cornélio Ambrósio e Joel de Jesus Braga, da IBI Boas Novas em Vila Velha e a Ev. Regina Figueiredo, presidente da Junta Feminina da CIBI. Ao todo 58 pessoas estiveram no culto de consagração do templo em Vitória. – veja as fotos deste culto histórico:
 

Ao longo do ano de 2010, novas famílias foram se achegando, membrando e contribuindo no trabalho;  adquirimos novos equipamentos e um projetor multimídia, ganhamos mais 20 cadeiras, fizemos o rebaixamento acústico do teto e começamos a implantar os ministérios. Nas quintas feiras, iniciamos os cultos de campanha e melhoramos a EBD. O resultado é que 2010, fechou com 36 membros, 12 crianças, e 18 congregados. A freqüência média, nos domingos foi de 40 membros. E nos meios de semana, de 30 pessoas.
 
Realizamos também a Campanha dos 40 dias de Jejum e Oração, que deu excelentes resultados, e também um evento com o pastor Márcio Reimer, que teve um público de mais de 360 pessoas nos quatro dias da campanha, realizada em setembro de 2010. No ano, realizamos o batismo de mais três vidas.
 

Destacamos também a vinda da família do pastor Cornélio Ambrósio e da irmã Helena e família, que após deixar o pastorado na Igreja Batista Boas Novas em Vila Velha, em abril de 2010, vieram reforçar de forma especial o trabalho missionário na IBI Vitória e ficaram conosco até setembro de 2012, quando voltaram para pastorear a Igreja Batista boas Novas.Em tudo isso, vimos a mão do Senhor operando sobre nossa vida, nossa igreja.
 

 
 
 
Confira todas as fotos deste trabalho em: httpssss://picasaweb.google.com/ibivitoria

Período antecedente – O trabalho Batista Independente em Vitória (1981 a 1988), liderado pelo pastor Hilton Carneiro de Souza teve inicio no ano de 1981 na Avenida Jerônimo Monteiro, Centro – Vila Velha – ES. Era um pequeno salão o qual foi cedido pelo Sr. Moacyr Cypreste, Coronel da Policia Militar. Posteriormente foi adquirido um terreno situado na Av. Sizenando Pechincha, 85.- Bairro Morada de Camburi – Vitória – ES. Oficialmente, a Igreja foi organizada em 11 de abril de 1982.  Neste local, foi construído um pequeno salão e a igreja foi expandindo o seu trabalho.
 
Nesse período a igreja agregou alguns batistas Independentes que migraram para o Estado do Espírito Santo, como o pastor Gerson Gonçalves dos Santos e irmã Maria (foto)  (hoje pastor na Igreja Batista Independente Filadélfia), que por oito anos foi membro da IBI Vitória. Algumas pessoas em Coqueiral de Aracruz foram batizadas pelo pastor Hilton Carneiro. Alguns cultos foram realizados em Coqueiral de Aracruz.
 
A Saída da CIBI
 
 Em 16 de janeiro de 1988 a Igreja filiou-se a Convenção Batista Brasileira (CBB). Atualmente a Igreja Batista em Morada Camburi é uma igreja próspera e em franco crescimento – www.ibmorada.com.br
 
Historicamente, também se destacam a presença dos missionários suecos, Öve e Edite Järpehag, que até 1987 era o responsável pela 5ª Secretaria Regional (antes da criação das Convenções Regionais da CIBI), função que foi assumida a partir desta data pelo pastor Joel de Jesus Braga, que chegou no Estado do Espírito Santo em 18 de janeiro de 1983 para pastorear a Igreja Peniel, em Vila Velha; além de ser o organizador da Igreja Batista Independente em Guarapari (bairro de Santa Mônica), convidando a missionária norueguesa Ragnhild Kile, entregando-lhe uma congregação com 13 membros.
 
Assim que, por 20 anos, a CIBI ficou sem a representação de uma Igreja Batista Independente em Vitória. Uma nova igreja precisava ser organizada.

Anabatistas, precursores da reforma protestante

Os Anabatistas era um grupo de cristãos que se levantaram contra algumas doutrinas da Igreja Católica. Entre essas doutrinas, estava a do batismo infantil. Por considerar o batismo infantil sem qualquer base bíblica, os Anabatistas batizavam os convertidos que tivessem idade adulta. O nome “anabatista” surgiu por causa do costume de “rebatizar” os seus seguidores. Os Anabatistas surgiram primeiro na Suíça em função da liberdade que existia nesse país. Nem o feudalismo nem o papado tinham sido capazes de estabelecer o domínio nessa terra de intrépidos soldados mercenários.

Alguns discípulos mais ardorosos de Zuinglio desiludiram-se com a lentidão das reformas religiosas na cidade e passaram a atuar como dissidentes. O conselho (Câmara dos Representantes do Povo) de Zurique declarou que a doutrina romana da missa era infundada, mas decidiu adiar sua reforma de imediato. Zuinglio concordou com essa decisão, acreditando que o povo de Zurique tinha de ser mais plenamente preparado para as mudanças. Os dissidentes não podiam aceitar tais medidas contemporizadoras.

Um dos representantes dos dissidentes era Conrad Grebel, que pode ser considerado como o fundador do anabatismo. Membro de uma família influente da nobreza recebeu uma excelente educação nas universidades de Viena e Paris. Depois de sua conversão em 1522, trabalhou ao lado de Zuinglio até romper com ele em 1525. A atenção dos dissidentes voltou-se para um sacramento que não havia sido reformado na cidade, o batismo. Conrad Grebel, entre outros, recusou-se a submeter seu filho ao batismo, pois não encontrava no Novo Testamento justificativa para o batismo infantil. A ruptura decisiva com a ordenança oficial do batismo infantil ocorreu em 21 de janeiro de 1525, na casa de Felix Mantz, outro dos seguidores descontentes de Zuinglio. Naquela noite, após um período de oração, George Blaurock, um futuro evangelista anabatista, pediu a Grebel que o batizasse. Depois os outros presentes, igualmente quiseram ser batizados e Grebel batizou a todos, sendo depois o próprio Grebel batizado por Felix Mantz.

Quase da noite para o dia, surgiu um convento anabatista numa vila de Zurique, a apenas 6 quilômetros da cidade. Seguiram-se outros batismos em Zurique e nos arredores. O batismo era negado a crianças recém-nascidas, os sermões dos pastores oficiais eram interrompidos pelos pregadores anabatistas, as fontes batismais, derrubadas e destruídas e as congregações separatistas de cristãos rebatizados reuniam-se em desafio à lei. Muitos anabatistas agiam com violência contra a igreja oficial.

O conselho da cidade considerou tais distúrbios um desafio direto à sua autoridade. Para encerrar a crise foi decretado a morte por afogamento para quem fosse rebatizado. Em 5 de janeiro de 1527, Felix Mantz tornou-se o primeiro anabatista a ser afogado em Zurique. Enquanto Zuinglio e os outros pastores oficiais observavam, Mantz foi forçado a imergir nas águas geladas do rio Limmat. As últimas palavras que se ouviu dele foram “Em tuas mãos, ó Senhor, entrego o meu espírito”.

Zuinglio desistiu da sua primitiva concepção da falta de fundamento bíblico para o batismo infantil visto que com isso muitas pessoas perderiam sua cidadania garantida pelo batismo na infância. Os anabatistas mais radicais que se opunham ao controle da religião pelo Estado estavam pondo em perigo os esforços de Zuinglio de convencer as autoridades conservadoras ainda indecisas a passarem para o lado da Reforma. De início, Zuinglio usava a técnica do debate para persuadir os anabatistas a mudarem de ideia, mas quando o método falhou, o conselho adotou medidas mais drásticas, como multas e exílio. O movimento praticamente não mais existia em Zurique em 1535 devido aos tratamentos cruéis, e com isso os cristãos humildes que eram ligados ao grupo anabatista fugiram para outras regiões onde sonhavam encontrar segurança.

ANABATISTAS NA ÁUSTRIA
Balthasar Hubmaier foi um dos primeiros anabatistas na Áustria. De excelente formação, era doutor em teologia pela Universidade de Ingolstadt, onde foi aluno de Johann Eck, adversário de Lutero. Seu pastorado em Waldshut, perto da fronteira Suíça, permitiu-lhe um contato com os radicais suíços cujas ideias adotou. Ele e mais 300 seguidores foram batizados em 1525, pelo que teve de fugir para Zurique a fim de escapar das autoridades austríacas. De Zurique fugiu para a Morávia, onde assumiu a liderança dos anabatistas que haviam fugido de Zurique com medo das perseguições de Zuinglio. Na Morávia havia também milhares de pessoas convertidas ao anabatismo, todos aceitaram a liderança de Balthasar. Por ordem do imperador, Balthasar Hubmaier foi queimado numa estaca em 1528, e sua esposa foi afogada no rio Danúbio pelas autoridades católicas romanas. Em todo seu ministério como líder anabatista, ensinou a separação entre Igreja e Estado, a autoridade da Bíblia e o batismo dos convertidos ao cristianismo.

A CONFUSÃO DOUTRINÁRIA DOS LÍDERES ANABATISTAS
Os anabatistas não se caracterizavam nem pela homogeneidade doutrinária, nem pela eficiência organizacional. Vários líderes deixaram sua marca pessoal no movimento. Hans Hut profetizou que Jesus Cristo voltaria a terra no domingo de Pentecostes de 1528. Ele começou a reunir os 144 mil santos eleitos, os quais ele “selou”, marcando-os na testa com o sinal da cruz. Ele morreu antes de 1528. Após sua morte seus seguidores se dividiram, mas sua mensagem apocalíptica foi assumida pelo novo líder Melchior Hofmann, que estabeleceu uma nova data para a vinda de Jesus, 1534.

Com os esforços evangelizadores de Hofmann, o anabatismo chegou aos Países Baixos. Em 1530, ele batizou cerca de 300 convertidos na cidade de Emden, e também constituiu pregadores leigos para levar a mensagem anabatista a todos os lugares dos Países Baixos. Convencido de que era o Elias, uma das testemunhas narradas em Apocalipse 11, Hofmann foi para Estrasburgo, onde ele considerava que seria a Nova Jerusalém e apresentou-se as autoridades para ser preso, e esperar a vinda de Cristo. Permaneceu na prisão até a morte, cerca de dez anos depois, pateticamente esperando o fim do mundo.

Quando Hofmann foi preso em Estrasburgo, no ano de 1533, um de seus discípulos, um padeiro de Haarlem chamado Jan Mathijs, declarou-se profeta enviado pelo Espírito Santo. Como Hofmann era o Elias, ele era Enoque, a segunda das duas testemunhas profetizadas em Apocalipse 11, no entendimento do grupo. Ele passou a ordenar 12 apóstolos, entre eles Jan Beuckels, de Leyden. Todos aqueles que recusassem o batismo deviam ser mortos. Quando Mathijs morreu, no Domingo de Páscoa de 1534, Jan de Beuckels assumiu a liderança, e coroou a si mesmo como “rei da justiça sobre todos”.

Reconsiderando as profecias, Jan disse que a Nova Jerusalém não seria em Estrasburgo e sim em Münster. Por isso o grupo mudou-se para essa cidade onde continuaram batizando os adultos. Foi introduzida a poligamia numa imitação literal dos patriarcas do Velho Testamento. Mas o real motivo da instituição desta pratica foi motivada por causa do grande número de mulheres viúvas no grupo.

As práticas do batismo adulto e a poligamia causavam preocupação para as igrejas católica e protestante e eram também uma clara desobediência as leis do Estado. Jan Beuckels e seus seguidores foram cercados na cidade de Münster por tropas protestantes e católicas que haviam se unido contra os anabatistas. Quando a luta terminou quase todos os anabatistas haviam sido mortos, apenas uns poucos conseguiram fugir. Jan e dois de seus companheiros foram capturados vivos e torturados até a morte com ferros em brasa, no dia 22 de janeiro de 1536. Os corpos foram expostos em jaulas de ferro na torre da igreja de Saint Lambert, na rua principal da cidade de Münster. Essas jaulas podem ser vistas ainda hoje, lembrança sinistra da tragédia de 1534-1536.

Por causa dos problemas causados pelos anabatistas em Münster, a causa dos Reformistas ficou desacreditada na cidade. Em 1532 o conselho da cidade havia autorizado o uso dos púlpitos oficiais pelos ministros luteranos. Após os acontecimentos Imperador ordenou que todos os seguidores de Lutero fossem expulsos da cidade.

MENNO SIMONS
A destruição do movimento anabatista pelas atrocidades acontecidas em Münster foi evitada pelo surgimento da sadia liderança de Menno Simons na Holanda.

Menno nasceu em 1496 na Holanda. Foi ordenado ao sacerdócio católico em março de 1524, aos 28 anos. Como Lutero, Zuinglio e Calvino, Menno teve de debater-se com o Evangelho. Como os outros reformadores Menno também passou a contestar a eucaristia, e em 1525 confessou ter dúvidas quanto ao dogma da transubstanciação. Mesmo assim Menno poderia ter continuado na Igreja Romana se não tivesse começado a questionar mais uma tradição da igreja, o batismo infantil. Começou então a investigar o fundamento do batismo infantil. Ele examinou os argumentos de Lutero, Zuinglio e outros reformadores, mas achou que em todos faltava algo. Consultou os escritos dos Pais da Igreja e por fim pesquisou com toda atenção e afinco as Escrituras e não encontrou nada que abonasse o batismo de crianças. Chegou à conclusão de que todos estavam equivocados quanto ao batismo infantil. Ele começou a pregar a partir da Bíblia contra o batismo de inocentes crianças. Com novas convicções sobre a ceia do Senhor e o batismo, abandonou o sacerdócio na Igreja Romana em 1536.

Aproximadamente um ano depois de ter deixado o sacerdócio romano para tornar-se evangelista itinerante, alguns irmãos anabatistas que viviam perto da cidade de Griningen pediram-lhe que aceitasse o oficio de ancião ou pastor titular da irmandade. Depois de algum tempo considerando a aceitação ou não do convite ele começou a ensinar e batizar adultos.

Menno foi ordenado de maneira adequada e batizado por Obbe Phillips, o primeiro líder dos anabatistas holandeses. Alguns anos depois de ter ordenado Menno, Obbe Phillips desiludiu-se com as divisões no movimento anabatista e abandonou completamente a irmandade. Seu irmão Dirk Phillips continuou firme na fé e tornou-se grande colaborador de Menno nas mudanças operadas na teologia anabatista. Foi um trabalho árduo, mas que mostrou uma nova cara do anabatismo. As controvérsias e “loucuras” cometidas pelos antigos líderes foram totalmente apagadas. Agora o movimento tinha como base apenas os ensinamentos bíblicos não “misturado” com as profecias da liderança, como era anteriormente.

Em 1542, o Imperador Carlos V da Holanda, publicou um edito contra ele e ofereceu uma rica recompensa em ouro a quem o colocasse na prisão.

Menno disse em seu leito de morte que nada na terra lhe era tão precioso como a Igreja. Durante 25 anos ele trabalhou de um extremo ao outro dos Países Baixos e da Alemanha a fim de transformar comunidades cristãs em congregações organizadas e comprometidas umas com as outras com a missão de evangelizar o mundo. Mediante o trabalho de Menno e de seus cooperadores, o anabatismo holandês recuperou-se de suas desilusões em Münster, tornando-se a mais duradoura manifestação cristã da reforma radical.

Grande parte dos escritos de Menno foram dedicados à exposição do caráter da igreja verdadeira contra as falsas igrejas anticristãs legalmente reconhecidas e sustentadas pelo Estado.

Menno referia-se aos católicos, aos luteranos e aos zuinglianos como “as facções grandes e confortáveis”. Eles partilhavam um aspecto em comum, dizia: “É costume de todas as facções que se encontram longe de Cristo e de sua Palavra tornar válidas suas posições, sua fé e sua conduta usando a espada”. Menno e os anabatistas negavam a legitimidade do corpus chrsitianum, pela qual a igreja e a sociedade formavam uma unidade orgânica, sendo a religião envolvida pelo poder decisivo do Estado na “conversão” de novos adeptos. Essa atitude era verdadeiramente revolucionária no século XVI, levando a represálias violentas contra os anabatistas. Com muita frequência, eram os líderes das igrejas oficiais que instigavam as autoridades a perseguirem os reformadores radicais.

De sua ordenação, em 1537, até sua morte em 1561, Menno exerceu influência marcante nos anabatistas dos Países Baixos e da Alemanha. Durante a maior parte desses anos ele foi perseguido e acusado de herege, mas continuou pregando em lugares secretos e batizando novos cristãos em córregos, rios e lagos, abrindo igrejas e ordenando pastores, de Amsterdã a Colônia. Um exame dos perigos que Menno enfrentou cousa surpresa saber que ele morreu de morte natural.

OS ANABATISTAS MORÁVIOS
Um padrão comunitário baseado na Igreja Primitiva narrada em Atos dos Apóstolos foi desenvolvida por grupos de refugiados na Morávia, guiados por Jacó Hutter. A perseguição comandada pela Igreja oficial os atingiu levando-os para a Hungria e a Ucrânia e depois de 1874, para Dakota do Sul nos Estados Unidos e a província canadense de Manitoba, e para o Paraguai, onde ainda hoje praticam um comunismo agrário voluntário. Eles são conhecidos como Hutteritas.

CONCLUSÃO
É difícil sistematizar as crenças anabatistas, porque houve muitos grupos diferentes em suas doutrinas, como resultado da crença natural da convicção de que o crente tem o direito de interpretar a Bíblia como autoridade literal e final de sua fé. Mesmo assim há algumas doutrinas em que todos os anabatistas, e atuais menonitas estão de acordo: A autoridade da Bíblia como regra final de fé e prática; que a verdadeira igreja é uma associação dos regenerados e não uma igreja oficial de que participam até os não convertidos. Defendiam a total separação entre Igreja e Estado. Praticavam o batismo dos convertidos por imersão.

Os anabatistas exerceram atração especial sobre os artesãos e camponeses, não alcançados pelos outros reformadores. Esse fato, relacionado à tendência natural à interpretação literal da Bíblia pelas pessoas iletradas, levou-os a excessos místicos, mas também a uma visão mais realista dos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos.

Nem os Menonitas nem os Batistas devem se envergonhar de colocá-los como seus predecessores espirituais. Seu conceito de Igreja influenciou os Puritanos Separatistas, Batistas e Quacres.


FONTES:
O Cristianismo Através dos Séculos, Earle e. Cairns – Editora Vida Nova
Teologia dos Reformadores, Timothy George – Editora Vida Nova
www.santovivo.net