Jovens

Suicídio na juventude!

Tratado como tabu, o tema ganhou visibilidade por conta dos recentes suicídios de estudantes em colégios privados da elite paulistana, da polêmica série 13 Reasons Why e pelo famigerado jogo Baleia Azul. Estudiosos cogitam motivos para o crescimento de suicídios entre adolescentes e jovens, já que, no mundo, o suicídio é a 2ª. maior causa de mortes entre pessoas de 15 a 29 anos e, no Brasil, é a 4ª. maior.

 

 Os fatores de risco para adolescentes e jovens são: bullying, cyberbullying, maus tratos na infância, discriminação por conta da orientação sexual, dependência das redes sociais e empobrecimento das relações reais, transtornos mentais entre eles a depressão, bipolaridade, de personalidade, esquizofrenia e a dependência de álcool e drogas.

Pesam também o desafio de lidar com um corpo e cérebro em transformação, impulsividade natural desta idade, conflitos familiares, dificuldades interpessoais, pressão escolar e a futura escolha de uma profissão. É comum que em muitos momentos a sensação de solidão, inadequação, desesperança e questionamentos sobre o sentido da vida apareçam.

Sobre depressão, vale citar publicação recente da Revista Veja, publicada em 25 de abril deste ano, informando que “no Brasil, estima-se que 10 milhões de meninas e meninos sejam acometidos por ao menos uma crise de depressão ao longo da juventude.”

Esse conjunto de fatores nos leva a crer que adolescentes e jovens podem ter problemas emocionais na vida real e o ocultamento pode contribuir para alguém se suicidar.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, 90% dos casos de suicídio teriam sido evitados se as causas tivessem sido tratadas adequadamente. Para isso acontecer, precisamos estar mais conscientes quanto aos fatores de risco para suicídio e ventilá-los nas nossas comunidades, o que resultará em prevenção, uma vez que nossos filhos ou membros de nossas igrejas não estão imunes às enfermidades emocionais.

Entretanto, temos por um lado, uma sociedade que cada vez mais, vê no suicídio uma resposta para o sofrimento e por outro, comunidades religiosas que sonegam informações preciosas por conta de tabus ou da equivocada interpretação que as moléstias emocionais são fruto apenas de demonização. É lamentável!

Mas afinal, é o suicídio uma resposta para o sofrimento?

Êxodo 20.13 nos alerta que não. Certamente outras respostas resilientes podem ser construídas mesmo quando imersos em pensamentos mórbidos não às vemos mais, daí a importância de buscarmos auxílio pois alguém poderá nos ajudar a enxergá-las novamente.
Salmo 50.15 nos encoraja a invocar Deus no dia da angústia e Ele nos trará livramento. Jovem, busque apoio! Rompa o silêncio! Vá a Deus! Procure também ajuda profissional como o Centro de Valorização da Vida, (disque 188, 141, ou pelo site www.cvv.org.br) por exemplo.

Reduza o tempo de entretenimento digital. Invista nos relacionamentos reais. Fortaleça os vínculos familiares e entre amigos. Está mais que demonstrado que vínculos protegem contra o suicídio. Pratique atividades físicas. Descubra um hobby. Exercite sua fé!
Não desista! Há um propósito em sua vida, sonhado por Deus desde a eternidade. A fé em Cristo o ajudará a passar pela angústia do viver e reencontrar alegria e esperança em sua adolescência e juventude e num futuro a ser construído com as peculiaridades que só você possui.

Deus o abençoe!

Débora Fonseca é graduada em Direito e Psicologia, membro da Igreja Presbiteriana em Jardim Camburi e coordenadora do Ministério Luz na Noite

Tatto, piercings e alargadores

Tatoo –A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) ou dermopigmentação (“dermo” = pele / “pigmentação” ato de pigmentar, ou colorir) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e utilizadas do mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversível (embora dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele). A motivação para os adeptos dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a sua existência de vida.

Piercings

  • Embora o cultivo do piercing como adorno corporal seja moda na sociedade contemporânea, esta prática de transformar o corpo físico, perfurando-o, com o objetivo de inserir fragmentos metálicos assépticos, é uma tradição que remonta há pelo menos 5000 anos na história da humanidade.
    • Historicamente ele tinha uma conotação similar à da tatuagem, no sentido de exprimir escolhas individuais, de traduzir um rito sagrado, ou de conferir status nobre a determinadas pessoas. No mundo contemporâneo ele também adquiriu outro sentido, mais estético, menos existencial, tornando-se mais um item fashion.
    • Entre os habitantes da Nova-Guiné eles têm a finalidade de conceder a quem os usa as qualidades do animal do qual estes enfeites são extraídos. Eles adornam especialmente o nariz e também estão presentes na arte corporal. Os Kayapós também recorrem aos piercings para furar as orelhas dos bebês e enfeitar o lábio inferior das crianças. Seu líder se destaca dos demais membros ao exibir, nos eventos privados, um objeto de quartzo nos lábios.
    • A história deste adorno tem início com as primeiras comunidades e clãs das raças ancestrais. Ele estava presente nas tribos de todo o planeta, nas castas indianas, entre os faraós egípcios e legionários romanos. Nos séculos XVIII e XIX este hábito se disseminou entre os aristocratas, porém foi relegado à obscuridade no século XX. A partir de 1970, porém, eclodiu mais uma vez através dos ícones da moda londrina e dos criadores artísticos que frequentam o circuito alternativo. Seu retorno atinge o ápice nos anos 90.
    • O piercing historicamente mais usado é o inserido no lóbulo da orelha; normalmente ela conferia a quem o usava o status da fortuna; hoje é o meio mais comum de exibir um objeto de adorno precioso. Os romanos acreditavam que este artefato lhe proporcionaria vastos recursos financeiros e sensualidade.
    • No nariz o piercing passou a ser usado há pelo menos 4000 anos, no Oriente Médio, depois se disseminou pelas terras indianas no século XVI. Aí o nostril, como era conhecido, foi absorvido pelos mais ilustres. Desta forma este adorno ganhou conotações de status social. Nas décadas de 60 e 70 este enfeite foi importado pelos hippies para o Ocidente; nos anos 80 e 90 foi rapidamente assumido pelos punks e outras tribos. Ainda hoje preserva sua popularidade.
    • O piercing utilizado na língua era muito comum entre Astecas e Maias, distinguindo os sacerdotes dos templos. Eles acreditavam que, através desta prática, poderiam interagir melhor com as divindades. Atualmente os jovens modernos continuam a adotá-lo, mesmo que seu sentido original tenha se perdido. Estes mesmos povos cultivavam o uso destes enfeites na boca e nos lábios, considerados órgãos repletos de poder e sensualidade. Por esta razão eles optavam por objetos de ouro puro.
    • São igualmente comuns os piercings nos mamilos, simbolizando vigor e energia, antigamente sinais de passagem para o estágio da masculinidade entre os aborígenes americanos, e moda feminina adotada pelas vitorianas inglesas em 1890; e os de umbigo, outrora valorizados no Antigo Egito, acessíveis somente aos faraós e seus familiares, e atualmente os mais usados em todo o Planeta.
    • Os piercings podem ser produzidos com os mais diversos metais, tais como Titânio ou Teflon, por provocarem menos reações orgânicas e, portanto, uma menor incidência de alergias ou inflamações. Apesar do que indica a história deste artefato e mesmo a crença moderna, o ouro não é o material mais indicado, pois em algumas pessoas pode produzir respostas alérgicas

Alargadores

    • Um acessório que adquiriu grande espaço na moda atualmente é o alargador, mas ele não tem nada de novo, pelo contrario, o alargador é um dos acessórios mais antigos da América e existem diversas lendas e teorias sobre sua origem.
    • Nosso país retrata este assunto com a lenda de “Kamukuaká”, uma criatura divina que era muito famosa entre os nativos do Mato Grosso, de acordo com a lenda o Kamukuaká não possuía umbigo devido não ter sido gerado apenas ter vindo de um lugar desconhecido e para compensar este fato ele decidiu furar suas orelhas em uma grande festa.
    • A festa foi tão grandiosa que o sol ficou com inveja desta criatura, logo no meio da festa ele resolveu matá-la atirando-lhe flechas, mas como Kamukuaká era muito rápido ele desviou e as flechas furaram apenas suas orelhas, quando o povo viu a habilidade daquele ser ao se esquivar do próprio sol resolveram furar suas orelhas em homenagem a ele e até hoje os indígenas mato-grossenses realizam uma festa onde praticam uma cerimonia que lembra este episódio.
    • Com o tempo esses buracos começaram a ser preenchidos com joias e em pouco tempo os índios começaram a utilizar alargadores, é claro que o uso deles tinha um significado, na tribo Kayapó por exemplo, o Botoque (alargador colocado no lábio inferior) é uma forma de demostrar que a pessoa tem o dom da oratória e quando colocam um alargador na orelha é porque acreditam que os ouvidos se tornam mais receptivos com ele e logo a pessoa se tornará mais sabia.
    • Os incas também foram grandes utilizadores dos alargadores de orelha, seus alargadores eram inseridos apenas nas pessoas de grande prestigio social, por causa disto os espanhóis apelidaram os nativos superiores de “orejones” (orelhudos) devido ao tamanho das orelhas alargadas. Muitas outras civilizações utilizaram esse adereço com a intenção de se distinguir socialmente, infelizmente é impossível saber quem foram os primeiros a iniciarem está cultura, mas os nativos americanos e africanos estão entre as opções mais prováveis, o que demostra mais uma vez o quão rica era a cultura desses povos.
    • O uso do alargador de orelha pode ter começado no antigo Egito antes mesmo da criação da escrita. Tribos indígenas acreditam que os alargadores de orelha melhoram sua audição e também os usam como adorno ou símbolo de virilidade. Waurá, Caiapós e Botocudos são algumas das tribos ainda existentes no Brasil que fazem uso das peças.