Teologia Sistemática

Quando ocorrerá o arrebatamento?

Na escatologia, é importante lembrar-se de que quase todos os cristãos concordam com estas três coisas: 1) Está chegando um momento de grande Tribulação tal como o mundo nunca viu, 2) depois da Tribulação, Cristo voltará para estabelecer o Seu reino na terra, e 3) haverá um Arrebatamento — “repentina transição” da mortalidade para a imortalidade — para os crentes (João 14:1-3, 1 Coríntios 15:51-52 e 1 Tessalonicenses 4:16-17). A única questão é esta: quando o Arrebatamento ocorrerá em relação à Tribulação e à Segunda Vinda?

Com o passar dos anos, três teorias principais sobre o momento do Arrebatamento têm surgido: Pré-tribulacionismo (a crença de que ocorrerá antes da Tribulação), Mesotribulacionismo (a crença de que ocorrerá na metade da Tribulação) e Pós-tribulacionismo (a crença de que ocorrerá no final da Tribulação). Este artigo trata especificamente do ponto de vista pré-tribulacional.

O Pré-tribulacionismo ensina que o Arrebatamento ocorre antes da Tribulação começar. Naquela época, a igreja irá encontrar Cristo nos ares e em algum momento depois disso o Anticristo é revelado e a Tribulação começa. Em outras palavras, o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo (para estabelecer o Seu reino) são separados por pelo menos sete anos. Segundo essa visão, a igreja não passa pela Tribulação.

Biblicamente, o ponto de vista pré-tribulacional tem muito a seu favor. Por exemplo, a igreja não é designada à ira (1 Tessalonicenses 1:9-10, 5:9), e os crentes não passarão pelo Dia do Senhor (1 Tessalonicenses 5:1-9). A igreja de Filadélfia recebeu a promessa de ser guardada da “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” (Apocalipse 3:10). Note que a promessa não é da preservação através do julgamento, mas de ser guardada da hora, isto é, do período de tempo do julgamento.

O Pré-tribulacionismo também encontra apoio no que não é encontrado nas Escrituras. A palavra “igreja” aparece dezenove vezes nos três primeiros capítulos de Revelação, mas, significativamente, a palavra não é usada novamente até o capítulo 22. Em outras palavras, em toda a longa descrição da Tribulação de Apocalipse, a palavra igreja é visivelmente ausente. Na verdade, a Bíblia nunca usa a palavra “igreja” em uma passagem relativa à Tribulação.

O Pré-tribulacionismo é a única teoria que claramente mantém a distinção entre Israel e a igreja e os planos distintos de Deus para cada um. Os setenta “setes” de Daniel 9:24 são decretados sobre o povo de Daniel (os judeus) e a santa cidade de Daniel (Jerusalém). Esta profecia torna claro que a septuagésima semana (a Tribulação) é um tempo de purificação e restauração para Israel e para Jerusalém, não para a igreja.

Além disso, o Pré-tribulacionismo tem suporte histórico. De acordo com João 21:22-23, parece que a igreja primitiva enxergava o retorno de Cristo como iminente, ou seja, que Ele poderia voltar a qualquer momento. Caso contrário, o boato de que Jesus voltaria durante a vida de João não teria persistido. A iminência, o que é incompatível com as outras duas teorias do Arrebatamento, é um princípio fundamental do Pré-tribulacionismo.

O ponto de vista pré-tribulacional parece ser o que mais combina com o caráter de Deus e o Seu desejo de guardar os justos do julgamento do mundo. Os exemplos bíblicos da salvação de Deus incluem Noé, que foi protegido do dilúvio mundial; Ló, que foi protegido de Sodoma; e Raabe, que foi protegida de Jericó (2 Pedro 2:6-9).

Um ponto fraco que se percebe do Pré-tribulacionismo é o seu desenvolvimento relativamente recente como uma doutrina da Igreja, não tendo sido formulado detalhadamente até o início do século 19. Um outro ponto fraco é que o Pré-tribulacionismo divide o retorno de Jesus Cristo em duas “fases” – o Arrebatamento e a Segunda Vinda – ao passo que a Bíblia não delineia claramente tais fases.

Uma outra dificuldade enfrentada pela teoria pré-tribulacional é o fato de que certamente haverá santos na Tribulação (Apocalipse 13:7, 20:9). Os pré-tribulacionistas respondem a isso distinguindo os santos do Antigo Testamento e da Tribulação dos santos da igreja do Novo Testamento. Os crentes vivos durante o Arrebatamento serão removidos antes da Tribulação, mas haverá aqueles que virão a Cristo durante a Tribulação.

E uma fraqueza final da visão pré-tribulacional é compartilhada pelas outras duas teorias: a Bíblia não dá um cronograma explícito em relação a eventos futuros. As Escrituras não ensinam claramente um ponto de vista ao outro, e é por isso que temos diversidade de opiniões acerca dos tempos finais e algumas variedades de como as profecias relacionadas devem ser harmonizadas.

A visão de Ezequiel

A visão de Ezequiel  entre os cativos da Babilônia quando viu a glória de Deus. Ezequiel era um sacerdote que viveu no tempo em que os hebreus foram exilados na Babilônia. Sendo sacerdote, a sua preocupação principal é com o templo, com a presença de Deus, com a observância da Lei. As visões também são típicas do profeta: existem 4 visões que podemos assim resumir: 1- a visão dos quatro seres vivos do carro de Javé (da qual fala a sua pergunta); 2- o culto no templo com a multidão de animais e ídolos, 3- os ossos que se reanimam; e, 4- um templo futuro do qual brota um rio que dá vida. …

Docetismo

Docetismo é uma heresia sobre a pessoa de Jesus Cristo. A palavra é derivada do dokeo grego, que significa “parecer” ou “para aparecer.” De acordo com docetismo, o Filho eterno de Deus não se tornou realmente humano ou sofrer na cruz, Ele só apareceu para o fazer. A heresia surgiu em um ambiente helenístico e foi baseada em um dualismo que afirmava que o mundo material é irreal ou positivamente mal. Tendências de espiritualizar Cristo negando sua humanidade real já estavam presentes nos tempos do Novo Testamento através dos movimentos gnósticos.

O Gnosticismo foi um movimento cuja gênese é incerta[1]. Há estudiosos que enxergam indícios primitivos dessa corrente de pensamento ainda no Evangelho de João, quando o evangelista faz uma defesa contundente da encarnação de Jesus Cristo e da sua divindade, e.g. no primeiro capítulo. Mas foi a partir do século II, ainda na era dos padres apostólicos, que esse movimento encontrou um terreno fértil dentro da igreja. Justino Mártir foi um apologeta que combateu essa heresia[2].

Resumidamente, o Gnosticismo está baseado no dualismo persa e nas filosofias orientais provenientes da Mesopotâmia. A isso também foi somado conceitos e filosofias helênicas. Dentro da Igreja o movimento gnóstico desenvolveu uma maneira muito particular de reinterpretar as Escrituras, particularmente os Evangelhos, aplicando esse dualismo em relação à Deus (impondo uma diferenciação no Deus do Antigo Testamento e do Novo Testamento), à criação e até à própria pessoa de Cristo.

O físico e o material são considerados inferiores em relação ao espírito e à gnose, o conhecimento supremo do divino que liberta a humanidade do cativeiro carnal. Há um dualismo também entre o material e o imaterial. Tudo o que é físico é mal por definição. “A grande atração do gnosticismo durante os primeiros séculos da Era Crista não deriva de suas especulações cosmogônicas, mas sim de sua doutrina e promessa de salvação”[3]. A luta da humanidade consiste, então, em libertar-se definitivamente desta “prisão” carnal. Entretanto essa libertação só seria possível através de uma intervenção divino-miraculosa: aquilo que eles chamavam de “mensageiro do Reino Espiritual”. Dentro do Cristianismo, esse mensageiro foi associado à pessoa de Jesus Cristo.

Entretanto é exatamente aqui que o gnosticismo encontrou a sua maior barreira dentro do Cristianismo. Para os adeptos desse movimento, Jesus não poderia ser a encarnação de Deus na terra, uma vez que a matéria e o corpo são essencialmente maus. Essa ideia foi levada ao extremo quando os “docetistas” afirmaram que Cristo não poderia ser um homem corpóreo, mas apenas uma aparência, “um fantasma que parecia ter corpo físico por meios milagrosos”[4]. O Cristo encarnado não era divino por estar vestido de um corpo ontologicamente mal.

Diante disso, duas reações quanto à vida na terra: alguns castigavam o seu corpo na esperança de que o poder maligno na matéria fosse debilitado; outros foram no sentido diametralmente contrário, ou seja, já que o espírito é essencialmente bom, nada que o corpo fizer poderia destruí-lo – o resultado disso era a libertinagem[5].

Que impacto esse movimento teve dentro da igreja? Essa pergunta é muito fácil de ser respondida. O fundamento do cristianismo é a crença que Deus se fez carne e veio ao mundo, nascendo de uma virgem, e que morreu na cruz, ressuscitando de maneira corpórea, à vista de centenas de testemunhas. Assim sendo, não caberia dentro da doutrina cristã uma interpretação tão mística, desencarnada e dualista como a dos gnósticos-docetistas.

Muito se tentou fazer para extirpar esse pensamento de dentro da Igreja: consolidação do cânon neotestamentário, o estabelecimento da fórmula romana (Credo Apostólico), os diversos Concílios Ecumênicos que se sucederam a partir de Nicéia, etc.

Mas uma pergunta que se pode fazer tendo em mente o gnosticimo-docetismo é a seguinte: Ela foi definitivamente extirpada do cotidiano cristão? Depois de mais de vinte séculos podemos enxergar rastros desse movimento tão antigo hoje? Ao vermos o cristianismo hoje, particularmente no Brasil, podemos dizer que o gnosticismo-docetismo é uma pagina virada da história da igreja?

A posição que defendo é que embora tenhamos vivenciado um desenvolvimento incalculável na Teologia ao longo de vinte séculos, a questão da corrupção ontológica da matéria, um pilar importante do gnosticismo, permanece como um tabu em muitas Igrejas e comunidades cristãs.

Algumas celebrações em determinadas comunidades eclesiásticas, por exemplo, enfatizam o aspecto místico-espiritual em detrimento de uma “teologia da esperança” cujo final é a redenção não somente do espírito, mas de todo o corpo e também de toda a natureza, conforme nos apresenta todo o Novo Testamento. Alia-se a isso, a introdução dentro dos ritos cristãos de elementos pagãos que acentuam o misticismo e até a superstição.

Indo um pouco mais além: se nós temos ainda essa influência gnóstica dentro do cristianismo, podemos enxergar um docetismo também? Creio que não da maneira como essa idéia foi concebida originalmente a partir do segundo século, porém, ainda é difícil para a maioria dos cristãos relacionarem, e.g., a ressurreição corpórea de Cristo com a nossa própria, ou seja, que até nosso corpo físico será redimido no final da história. Logo, o corpo não pode ser algo totalmente descartável.

Se o corpo físico fosse tão abominável o que diremos da Encarnação de Cristo, doutrina central do Cristianismo? O gnosticosmo-docetismo vai no sentido contrário do Novo Testamento, pois anula e aniquila algo que no final o próprio Deus redimirá e restaurará: o Homem, entendido na sua plenitude e, junto com ele, toda a natureza física criada.

Em último lugar, da mesma maneira que o gnosticimo-docetismo era sincrético, nosso cristianismo também o é quando assimila dentro de sua formulação doutrinaria e prática aspectos estranhos ao Novo Testamento como uma tendência a espiritualizar tudo, de dissociar de maneira clara e irreversível o corpo da alma-espírito, como se o corpo físico fosse essencialmente mal, de não entender o papel relevante e fundamental que devemos desempenhar ainda nesse mundo, que embora esteja corrompido pelo pecado, ainda é alvo da graça de Deus.

O gnosticismo-docetismo não pode ser considerado uma heresia ultrapassada. Muito pelo contrário, ela ganha nova roupagem ao longo das gerações e ainda hoje confronta-se diretamente contra à essência do Evangelho.


Notas Bibliográficas.

GONZÁLEZ, Justo L. Uma História do Pensamento Cristão. Do início até o Concílio de Calcedônia. Vl 1, Cultura Cristã, São Paulo, 2004.

___________. A Era dos Mártires. Uma História Ilustrada do Cristianismo. Vl 1. Vida Nova, São Paulo, 2003.

HURLBUT, Jessé Lyman. História da Igreja Cristã, Vida, São Paulo, 2010.

WALKER, W. História da Igreja Cristã, Aste, 4a. Edição, São Paulo, 2006.

[1] Cf. Hurbut in HIC, pág. 77
[2] Cf. Walker in HIC, pág. 75
[3] Cf. González, in UHPC, pág. 134.
[4] Cf. González in História Ilustrada do Cristianismo, Vl 1. pág. 98
[5] Cf. González, in UHPC, pág. 127.

Conceituações Teológicas do Pecado

Na criação, Deus deu à alma do homem a mente, que distingue o bem do mal, o justo do injusto, e como assistente desta a razão, e a esta mente Deus acoplou a Vontade, e nesta a Escolha. A faculdade da escolha, no ambiente da Queda, deve ser bem compreendida para que o conceito correto da queda e de sua deficiências seja igualmente compreendidos. Em Adão, A Razão, a Inteligência, a Prudência, o Julgamento não são suficientes para o direcionamento da Vida Eterna, mas por meio deste o homem original transcende até Deus e a felicidade Eterna, e assim foi acrescida ao homem a faculdade da Escolha, afim de que dirigisse os apetites e regulasse a todos os movimentos orgânicos. Dessa forma, a Vontade é inteiramente consentânea à ação moderadora da razão.

Sobre essas considerações, Calvino nos instrui:

“Nesta integridade, o homem fruía de livre arbítrio, mercê do qual, se o quisesse, poderia alcançar a vida eterna (…) Já que, entretanto, flexível lhe era a vontade para uma ou para outra direção, nem lhe fora dada a constância para preservar, por isso, veio tão facilmente a cair. Contudo, livre foi a escolha do bem e do mal. Nem apenas isto, mas ainda suma retidão lhe havia na mente e na vontade e todas as partes orgânicas lhe estavam adequadamente ajustadas a obediência, até que, perdendo-se a si próprio, corrompeu todo o bem que havia nele”.

O estudo do ponto de vista teológico evidencia o pecado muito mais como FATO do que como ATO. Assim, em função do pecado:

1. A natureza humana, de todos os homens, foi corrompida por inteiro. Todos os aspectos do homem foram pervertidos a ponto de deteriorar com o passar do tempo.
2. A Imagem de Deus foi maculada. O homem não deixa de ser Imagem de Deus, mas não pode ter a mesma.
3. A morte, tanto física como espiritual ,passou a reinar no homem. E como conseqüência, todos os descendentes de Adão sofrem com esse resultado danoso.
Em suma, a queda do ponto de vista teológico determinou a culpa judicial sobre a humanidade, o rompimento da comunhão entre Deus e o homem e a deturpação da perfeita e anterior “Imago Dei”. (Veja Gn.2.15-17 c/ 1Co.15.22 e Rm.5.12).

Definição Segundo Marcos Mendes Granconato:

“Tudo aquilo que não redunda em, ou contribui para, a Glória de Deus. É um mal orientado contra Deus, que envolve ato, natureza e culpa”. (cf. 1Jo.3.4)

Definição Segundo Strong:

“Pecado é a falta de conformidade com a Lei moral de Deus quer em ato, disposição ou estado”.

a. A definição admite que o pecado é apenas atribuído a agentes racionais e voluntários.
b. “Admite, contudo, que o homem tem natureza racional submissa à consciência e uma natureza voluntária independente da verdadeira vontade”.
c. “Sustenta que a lei divina requer semelhança moral com Deus nos sentimentos e tendências da natureza bem como nas atividades exteriores”.
d. Assim, a conclusão correta que chega-se é que a falta de conformidade com a santidade de Deus em disposição ou estado está em igualdade a um ato de violação da lei, ou um ato de transgressão.
Três princípios podem ser ressaltados aqui:

(1) A santidade pertence à Natureza de Deus;

(2) a vontade, é um estado permanente da alma;

(3) a lei exige conformidade com a santidade de Deus.

Esses conceitos sustentam a ideia de pecado como estado, pois, uma vez que, como o pecado original (que foi um ato consciente e ativo da vontade) ultrapassou de maneira negativa a santidade, que pertence à Natureza de Deus, bem como sua Lei moral preestabelecida, o homem passa a ter permanentemente a conseqüência moral dessa infração. Por conseguinte, o homem não está apenas sujeito a atos de pecado, mas imerso em um estado de pecado pela constante impossibilidade de adequar-se à Lei moral de Deus e à Sua Natureza. Isso é estado, e em função dele é que decorrem os atos.

Pecado original

O que é pecado original? Muitas pessoas pensam que o pecado original foi a relação sexual entre Adão e Eva. Essa crendice popular cai por terra quando nos deparamos com os textos de Gênesis 1.27,28 e 2.24: “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”.

Como se pode ver, ambos os textos nos remetem a um período anterior à queda e são muito claros no tocante à relação sexual como sendo aprovada por Deus dentro do casamento (leia Sexo e casamento à luz da Bíblia). Mesmo assim, algumas pessoas insistem em ligar a imagem “do fruto proibido” com a maçã, combinando este mito com o sexo do primeiro casal. Visto que tal ideia acabou de ser desmitificada perante a Bíblia, resta a pergunta: o que é pecado original? Para responder a essa pergunta, reportar-nos-emos às três principais linhas teológicas da ortodoxia cristã: reformada, wesleyana e pentecostal clássica.

Louis Berkhof, teólogo reformado, explica que a doutrina foi denominada “pecado original” por três motivos: (1) porque deriva-se da raiz original da raça humana; (2) porque está presente na vida de todo e qualquer indivíduo, desde a hora do seu nascimento e, portanto, não pode ser considerado como resultado de imitação; e (3) porque é a raiz interna de todos os pecados concretizados que corrompem a vida do homem.1

Orton Wiley, teólogo wesleyano, aceita a definição da Igreja Anglicana: “O pecado original é o defeito e a corrupção de todo homem por meio da qual o indivíduo está muito distanciado da retidão original e é, por sua própria natureza, inclinado para o mal, de maneira que a carne sempre tem desejos contrários ao Espírito; e, portanto, em cada pessoa nascida neste mundo ele (o pecado original) merece a ira de Deus e a Sua condenação”.2

Bruce Marino, teólogo das Assembleias de Deus nos EUA, declara que o pecado original é o ensino escriturístico de que o pecado adâmico afetou a humanidade em 4 aspectos: solidariedade, corruptibilidade, pecaminosidade e punitividade. No primeiro aspecto, Marino ressalta como a raça humana está vinculada (ligada) a Adão; no segundo, ele enfatiza que o alcance da queda é total e alude à total depravação; no terceiro ponto ele enfatiza a universalidade do pecado, isto é, toda a humanidade foi atingida pela queda de Adão; e no último, integrado aos demais pontos, ele mostra que baseado em tais premissas, toda a raça humana é merecedora de castigo, inclusive as crianças, assunto que abordaremos com mais calma adiante.3

Desta forma, podemos concluir que, o pecado original é a herança pecaminosa que a humanidade adquiriu de Adão. É a propensão para o mal, a inclinação para o pecado. Depois da queda, portanto, o homem passou a viver com tendência intrínseca para o mal, nossa natureza foi corrompida e se tornou propensa para o pecado. Elucidando ainda mais essa concepção, podemos citar Sproul, presidente da Reformation Bible College e pastor auxiliar da Saint Andrew’s Chapel na cidade de Sanford, na Flórida. Ele disse que não somos pecadores porque pecamos, mas que pecamos porque somos pecadores, pois herdamos de Adão uma condição corrupta de pecaminosidade.4

Quais são as origens dessa doutrina?

Embora alguns autores deem a Agostinho o primado por esse ensino,5 podemos verificar com destreza que tal doutrina remonta ao período apostólico. Apesar de tal nomenclatura não ser encontrada na Bíblia, seu conceito é integralmente exposto nela, conforme podemos verificar nos axiomas infracitados:

  1. A herança de Adão: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Rm 5.12).
  2. A universalidade do pecado: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).
  3. A solidariedade adâmica: “Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados” (1 Co 15.21,22).
  4. A depravação total: “…já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.9-12).
  5. A punição da humanidade: “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.1-3). 

Além dos textos bíblicos supracitados, há inúmeras passagens que atestam o estado totalmente depravado do homem, sua inabilidade natural e, consequentemente, a natureza corrompida da humanidade, bem como a universalidade do pecado: Gn 8.21; Sl 51.5; Is 64.6,7; Jr 17.9; Jo 1.13,29; 3.5,6; 5.42; 6.44; 7.17-24; 8.34; 15.4,5; 16.8,9; Rm 7.18,23,24; 8.7,8; 1 Co 2.14; 2 Co 3.5; Gl 5.17; Ef 2.1-3; 4.18; 8-10; 2 Tm 3.2-4; Tg 1.15; Hb 3.12; 11.6; 1 Jo 1.7,8.

Ainda que tenhamos evidências escriturísticas a esse respeito, encontramos pessoas que questionam tal ideia, afirmando que o homem peca apenas quando tem entendimento do bem e do mal, isto é, quando alcança a idade da razão.6 Negar o pecado original significa dizer que o homem é bom em sua essência e que nasce neutro, isto é, sem pecado. Tal busca pela pedo-justificação acaba fazendo seus proponentes caírem numa antiga heresia, condenada pelo cristianismo histórico: o pelagianismo.

Agostinho x Pelágio

Pelágio foi um austero monge e popular professor em Roma. Sua austeridade era puramente moralista, ao ponto de não conseguir conceber a ideia de que o homem não podia deixar de pecar. Ele estava mais interessado na conduta cristã e queria melhorar as condições morais de sua comunidade. Sua ênfase particular recaía na pureza pessoal e na abstinência da corrupção e da frivolidade do mundo, resvalando no ascetismo.7

Ele negava a ênfase de Tertuliano ao pecado original, sob a argumentação de que o pecado é meramente voluntário e individual, não podendo ser transmitido ou herdado. Para ele, crer no pecado original era minar a responsabilidade pessoal do homem. Ele não concebia a ideia de que o pecado de Adão tivesse afetado as almas e nem os corpos de seus descendentes. Assim como Adão, todo homem, segundo o pensamento pelagiano, é criador de seu próprio caráter e determinador de seu próprio destino.

No entendimento pelagiano, o homem não possui uma tendência intrínseca para o mal e tampouco herda essa propensão de Adão, podendo, caso queira, observar os mandamentos divinos sem pecar. Ele achava injusto da parte de Deus que a humanidade herdasse a culpa de outrem e desta forma negava a doutrina do pecado original.8 Para Pelágio, portanto, o homem pecava por socialização e não pela natureza corrompida.

Agostinho, por sua vez, rebateu as ideias de Pelágio e defendia a doutrina do pecado original. Para o Bispo de Hipona, uma vez que o homem havia cedido ao pecado, a natureza humana foi afetada obscuramente pelas consequências do mesmo, tornando-se desordenada e propensa para o mal. Sendo assim, sem “a ajuda de Deus é impossível, pelo livre-arbítrio, vencer as tentações desta vida”. Essa ajuda divina para escolher o certo, ou retornar para Deus, era Sua graça, a qual Agostinho define como “um poder interno e secreto, maravilhoso e inefável” operado por Deus nos corações dos homens.9

Após tal discussão, outro grupo quis equilibrar ambas as posições e eles ficaram conhecidos como semi-pelagianos. Esta antiga heresia é oriunda dos ensinos dos massilianos, liderados principalmente por João Cassiano (433 d.C), o qual tentou construir um elo entre o Pelagianismo, que negava o pecado original, e Agostinho, que defendia que todos os homens nascem espiritualmente mortos e culpados do pecado de Adão.10

Cassiano acreditava que as pessoas são capazes de se voltarem para Deus mesmo à parte de qualquer infusão da graça sobrenatural e que “restou poder suficiente na vontade depravada para dar o primeiro passo em direção à salvação, mas não o suficiente para completá-la”.11 As ideias semi-pelagianas foram condenadas pelo Segundo Concílio de Orange no ano de 529.

O que é depravação total?

Berkhof explica que “Em vista do seu caráter impregnante, a corrupção herdada toma o nome de depravação total”.12 Mas o que vem a significar essa expressão? A palavra depravação, segundo qualquer dicionário de português, significa, nada mais nada menos, do que corrupção ou perversão. Como estaria o homem não regenerado submetido a um estado de corrupção integral?

Ronald Hanko clareia o uso dessa expressão ao dizer que que a palavra “depravação” associada ao uso de “total”, quer dizer três coisas: 1) que todos os homens, exceto Jesus, são depravados e ímpios; 2) todos os atos, pensamentos, vontades, desejos, escolhas e emoções de todos os homens são completamente ímpios aos olhos de Deus e 3) que todos os homens são ímpios em sua totalidade (atos, pensamentos, vontades, desejos, escolhas e emoções).13

Quando algumas pessoas leem essa definição, não compreendem como um homem que nunca matou, nunca roubou e que nunca fez nenhum mal aparente ao próximo, poderia, mesmo sendo não regenerado, ser enquadrado nesse estado.

Berkhof elucida essa questão explicando que, muitas vezes a expressão “depravação total” é mal compreendida, e, portanto, requer cuidadosa discriminação. Dessa forma, ele mostra que tal ensino, em consonância com o pecado original, não afirma:“que todo homem é tão completamente depravado como poderia chegar a ser” (cf Lc 11.11-13), “que o pecado não tem nenhum conhecimento inato de Deus, nem tampouco tem uma consciência que discerne entre o bem e o mal”, “que o homem pecador raramente admira o caráter e os atos virtuosos dos outros, ou que é incapaz de afetos e atos desinteressados em suas relações com os seus semelhantes” e nem “que todos os homens não regenerados, em virtude da sua pecaminosidade inerente, se entregarão a todas as formas de pecado”.14

Em contrapartida, a “depravação total” indica que “a corrupção inerente abrange todas as partes da natureza do homem, todas as faculdades e poderes da alma e do corpo” e que “absolutamente não há no pecador bem espiritual algum, isto é, bem com relação a Deus, mas somente perversão”.15

Crianças estão debaixo do pecado original?

Mas, e as crianças? Elas também se encontram neste estado de “depravação total”? Será que elas herdam de Adão a concupiscência e estão debaixo do pecado original? Por mais que seja difícil para a mente humana aceitar esse fato diante de uma criatura aparentemente inocente, é o que a Bíblia afirma. As Escrituras não fazem distinções etárias: “… todos pecaram” (Rm 3.23).

Uma criança já nasce com a inclinação para o pecado (Sl 51.5). Podemos testificar essa verdade empiricamente. Qual é o pai que ensina seu filho de dois anos a mentir? Mesmo assim, quando tal criança apronta alguma travessura, ela trata logo de mentir para se livrar da bronca. Quem ensina as crianças a serem desobedientes, egoístas, briguentas, pirracentas e rebeldes? Entretanto, naturalmente, essas mazelas aparecem livre e espontaneamente, cabendo aos pais educar tais crianças. Essas atitudes caracterizam a inclinação natural que o homem tem para o pecado.

Mas, e em relação à salvação das crianças?16 Este seria tema para outro artigo, porém, visto que o assunto puxa automaticamente esse questionamento, vale a pena comentar, ainda que de forma não confessional e panorâmica, visto não ser esse o objetivo do presente artigo, que existem várias posições a esse respeito na teologia, dentre as quais podemos destacar a eleição incondicional dentro do calvinismo;17 o pedobatismo no sistema sacramentalista; a fé preconsciente; a presciência de Deus a respeito de como a criança teria vivido, dentro de alguns círculos arminianos; a graça preveniente na crença armínio-wesleyana; e a graciosidade específica para crianças e incapazes.18

Considerações finais

A doutrina do pecado original é inquestionável. O homem pende para o mal, inclina naturalmente para a carnalidade e suas decisões são malévolas, embora não tão más quanto poderiam ser. Essa pecaminosidade deixou o homem num estado de separação de Deus, totalmente depravado e morto em seus delitos e pecados, o que torna-o por conseguinte, filho da ira. A Bíblia é clara: “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Rm 5.12).

Entretanto, há uma boa notícia, pois “não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou para com muitos (…) assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também veio a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” (vv. 15,21). Por Adão veio a morte, mas por Cristo a ressurreição! Por Adão entrou o pecado, mas por Cristo a vivificação! O primeiro Adão, alma vivente. Mas o último… Espírito vivificante!


Notas
1BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Cultura Cristã, 2012, p. 227.
2WILEY, Orton H. Introdução à teologia cristã. Casa Nazarena de publicações, 2009, pp. 187,188.
3 MARINO, Bruce. Origem, natureza e consequências do pecado. In: HORTON, Stanley (Org.). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. CPAD, 1996, pp. 269-271.
4 SPROUL, R. C. Boa Pergunta! Cultura Cristã, 1999, p.98.
5 Conferir a expressão Péché originel na Encyclopædia Universalis.
6 Conferir FISHER, Gary. As Crianças nascem no pecado? Acesso em 12 de Junho de 2014; Igreja Monte Sião. A natureza do pecado infantil e suas explicações. Acesso em 12 de Junho de 2014; RUFINO, Natan. Realidades da nova criação. Apostila.
7 MCGIFFERT, Arhur Cushman. A History of Christian Thought, Volume 2. Charles Scribner’s Sons, 1953, p. 125.
8 KELLY, J. N. D. Patrística: Origem e desenvolvimento das doutrinas centrais da fé cristã. Vida Nova, 1994, p. 270.
9 COUTO, Vinicius. Livre-arbítrio: uma introdução ao conceito histórico do arminianismo. Acesso em 12 de Junho de 2014.
10 KELLY, J. N. D. Op. Cit., pp. 289-291.
11 WILEY, H. Orton. Christian Theology. Beacon Hill Press, 1941. p.103
12 BERKHOF, Louis. Op. Cit., p. 229.
13 HANKO, Ronald. Doctrine According to Godliness. 2004, Reformed Free Publishing Association, pp. 113,114.
14 BERKHOF, Louis. Idem.
15 Vale a ressalva de que, tanto a teologia calvinista quanto a teologia arminiana (clássica e wesleyana) acreditam na depravação total do homem. As ideias de que o homem está doente espiritualmente e que ele foi parcialmente afetado pelo pecado de Adão correspondem ao semi-pelagianismo, heresia já comentada acima e que ganhou grande popularidade entre os evangelicais através dos ensinos do avivalista Charles Finney. Atualmente muitos cristãos que se intitulam arminianos defendem equivocadamente a ideia semi-pelagiana da depravação parcial, confundindo esse ponto na teologia arminiana. Para uma melhor compreensão da doutrina da depravação total, conferir COUTO, Vinicius. Conhecendo o arminianismo (parte 3) – Depravação Total. Acesso em 12 de Junho de 2014.
16 As principais bases bíblicas para salvação das crianças são 2 Sm 12.22,23; Mt 18.1-6 e 19.13-15.
17 Apesar da crença na eleição incondicional, alguns calvinistas interpretam-na de forma diferenciada em relação à salvação infantil e dos incapazes. A diferença não reside no fato da condicionalidade. Na visão dos que aceitam a salvação de todos os infantes, toda criança que morre era, na verdade, eleita. Nomes como John MacArthur, Charles Hodge, A. A. Hodge, J. Oliver Buswell, Charles Spurgeon, B. B. Warfield, e Loraine Boettner creem/criam que todos os que morrem na infância, bem como os mentalmente incapazes são salvos. Conferir em SANTOS, João Alves dos. Os que morrem na infância: são todos salvos? Uma avaliação teológico-confessional reformada. Fides Reformata, 1999, 4/2; MACARTHUR, John. A salvação dos bebês e outros “incapazes”. Acesso em 12 de Junho de 2014; SPURGEON, Charles. Infant Salvation. Sermão pregado na Metropolitan Baptist Church em 29 de Setembro de 1861; LYONS, Gordon. O Pecado original. Acesso em: 12 de Junho de 2014.
18 MARINO, Bruce. Op. Cit., p. 271.

Origem da alma

Traducionismo é uma doutrina atribuída a Tertuliano, segundo a qual a alma do filho seria gerada pela alma dos pais, da mesma forma que os corpos destes geram o corpo do filho. Opõe-se-lhe o criacionismo. “De onde veio a alma deste indivíduo?“. Tentar responder essa pergunta não é uma atitude recente. Cristãos antes de nós já o tentaram fazer, mas todos de maneira insuficiente. Assim, é importante reconhecer as diversas opiniões sobre o assunto.

A. Preexistencialismo

A teoria da preexistência é uma tentativa de responder a pergunta em pauta de uma perspectiva especulativa. Para os defensores do preexistencialismo, as almas dos homens já existiam em um estado anterior, e qualquer deficiência moral que demonstrasse neste estado, teria grande implicação na vida material desta alma (espiritismo, panteísmo). Alguns ícones teológicos desse pensamento são: Orígenes, Scotus Erígena e Júlio Muller.

Em alguns dos representantes da filosofia grega que adotavam esse ponto de vista, como Platão e Filo, pode-se encontrar razões diferentes. Platão tinha em mente explicar que a Alma possui informações e conhecimentos não derivados dos sentidos. Filo, pretendia compreender a prisão de sua vida, o corpo. Esses pensamentos acabaram por influenciar Orígenes, que tentou explicar a disparidade de condições em que os homens entram no mundo.

Nas formas mais modernas desse pensamento, podemos encontrar Kant e Júlio Müler. Para eles a depravação da vontade, ou sua deficiência moral, só pode ser real a partir de um ato pessoal de autodeterminação em um estado anterior ao da vida material. Assim, todos os homens que vivem materialmente, tem suas definições finais determinadas por esse ato pré-temporal.

Objeções à teoria da preexistência. Podemos fazer as seguintes objeções à este pensamento:

Em primeiro lugar essa corrente ideológica é vazia de bases bíblicas e filosóficas (Berkhof);
Esse pensamento tem origem na visão dualista entre matéria e espírito, ensinado pela filosofia pagã; (Berkhof)
Se a alma é preexistente, e apenas um ato consciente de autodeterminação poderia explicar as deficiências morais do homem, como não temos a menor lembrança desse estágio? (Strong)
Se a alma é preexistente, mas não é consciente de sua existência nem pessoal para tomar decisões, ela deixa de explicar as deficiências morais do homem; (Strong)
A existência anterior não tem qualquer fundamento escriturístico;
Conflitante com a perspectiva bíblica sobre punição eterna;
B. Criacionismo

A teoria criacionista afirma que Deus cria diariamente almas para acoplar em corpos que estão sendo gerados. A tentativa desta teoria é responder a pergunta em pauta de uma perspectiva filosófica, mas com fundamentação bíblica. Alguns teólogos que defendem tal posição são: Berkhof, Hodge, Jerônimo e Pelágio. Os dois últimos são símbolos de uma geração antiga de pensadores cristãos, que influenciados pelos pensamentos de Aristóteles, chegaram a conclusão que Deus criou imediatamente a alma de cada ser humano e a uniu a um corpo, na concepção, no nascimento, ou em algum momento entre esses dois eventos. Hodge e Berkhof tem pensamento semelhante ao demonstrado acima. Sobre isso Berkhof afirma que “cada alma individualmente deve ser considerada como uma imediata criação de Deus, devendo sua origem a um ato criador direto, cuja ocasião não se pode determinar com precisão“.

Argumentos a favor do criacionismo

Normalmente são encontrados três grandes argumentos em prol deste pensamento:

1- Na criação é demonstrada que existe diferença entre a origem do corpo e da alma. No decorrer das evidências bíblicas é possível notar que sempre existe algum tipo de separação entre esses dois aspectos (Is.42.5, Nm.16.22; Hb.12.9); Este pensamento esmera-se em manter una a alma, visto que é indivisível; No tocante a Jesus Cristo, como homem completo, o pensamento responde de melhor maneira o fato de que Cristo não participou do pecado;

Objeções à teoria Criacionista

Como observado, o criacionismo é, em síntese, a declaração da criação direta de Deus para cada alma. Sobre isso pode-se objetar que:

Se Deus é o responsável pela criação das almas, e estas tem tendências depravadas, faz com que Deus seja diretamente autor do mal moral;
Se as almas são criadas absolutamente puras, Deus é culpado indiretamente pela criação do mal moral, pois permite que uma alma pura venha a se perverter em um corpo depravado que, com obviedade, a corromperia;
Se o pai natural é apenas responsável pelo corpo, os animais tem maior dignidade que os homens, pois reproduzem segundo sua própria imagem;
A atividade criadora de Deus parece ter sido interrompida após a criação do homem, completo com alma.
A criação de Eva é bem demonstrada pelo escritor bíblico. Nesta criação não se fala nada sobre a origem da alma da Eva;
C. Traducionismo

O traducionismo responde a pergunta em pauta a partir de uma perspectiva tanto bíblica como filosófica. Entretanto, as considerações do traducionismo encontram mais fortes evidências na literatura bíblica, ao contrário do criacionismo. Porém é valido demonstrar que o traducionismo e o criacionismo são opções encontradas na história da igreja, e em ambos lados é defendida por cristãos. O criacionismo foi a teoria grandemente aceita pelo oriente, enquanto o traducionismo, pelo ocidente. Segundo Chafer, “a questão sempre foi de opinião pessoal e não tem como base uma separação teológica” (Vol. II, pp.582).

O traducionismo afirma que “a raça humana foi criada imediatamente em Adão e, com relação tanto ao corpo como à alma, propagou-se a partir dele por geração natural, e todas as almas desde Adão são apenas mediatamente criadas por Deus, o sustentador das leis de propagação que foram originariamente estabelecidas por ele[1]“. Ou seja, a alma tem origem a partir do momento da concepção, em um processo natural, e são transmitidas de pais para filhos. Alguns dos representantes dessa corrente são: Tertuliano, Rufino, Apolinário, Gregório de Nissa, Lutero, H.B. Smith, Augustus Hopkins e Charles Ryrie.

Argumentos a favor do traducionismo

Vários argumentos poderiam ser demonstrados, tais como:

Está em harmonia com o relato da criação, pois Deus soprou uma única vez o fôlego da vida no homem, e deixou que ele se reproduzisse (Gn.1.28, 2.7); a criação da alma de Eva estava incluída na de Adão (Gn.2.23; cf. 1Co.11.8);
A bíblia afirma que os descendentes foram formados da carne de seus pais (Gn.46.26; Hb.7.9, 10; cf. Jo.3.6, 1.13; Rm.1.3; At.17.26)
Explica de maneira mais satisfatória a transmissão da depravação moral e espiritual, que é assunto da alma, e não do corpo;

Objeções à teoria Traducionista

Vários argumentos poderiam ser demonstrados, tais como:

Se Deus só age mediadamente em relação a sua obra criativa, após a criação, que será, então a regenereação?
“A teoria leva a dificuldades insuperáveis a cristologia. Se em Adão a natureza pecou globalmente, e esse pecado foi, portanto, o verdadeiro pecado de cada parte dessa natureza, não se pode fugir a conclusão de que a natureza humana de Cristo também foi pecadora e culpada, porque teria pecado de fato em Adão” (Berkhof, pp.183).

D. Um convite à Cautela

Como foi demonstrado, dentre as variantes consideráveis como resposta à questão que reporta-se à origem da alma, apenas uma é completamente descartável, a preexistência, visto ser repleta de falácias filosóficas e raízes lançadas em um panteísmo oriental, que em formas modernas atinge o espiritismo. Entretanto, o traducionismo e o criacionismo tem formas mais aceitáveis, embora sejam contraditórias entre si.

É notório que não existe respaldo bíblico suficiente e definitivo em favor nem de uma nem de outra teoria, e que logicamente ambas podem ser sustentados com louvor, o correto é apelar para uma tentativa de cautela no estudo destes fatos. Charles Swindoll, em seu livro “O mistério da vontade de Deus” afirma que “o problema dos jovens teólogos é que eles querem desvendar o inescrutável“. Uma vez que não temos tamanha clareza a partir dos relatos bíblicos, não devemos buscar sabedoria além do que por Deus foi dado a conhecer em sua revelação.

Entretanto, deve-se ressaltar que o traducionismo merece maior consideração visto que reporta-se melhor ao testemunho das escrituras a respeito deste fato. As explicações a favor do traducionismo são superiores às suas objeções. E suas objeções tem resposta bíblica, sem que seja necessário interpolação teológica para obtê-la.


[1] STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. Vol. II, pp.59

Livre-arbítrio: uma introdução ao conceito histórico do arminianismo

Introdução – Salvação é um tema que sempre gerou e continua a gerar curiosidades e anseios no cerne da alma humana. Certo jovem abastado procurou Jesus e perguntou: “Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?” (Mc 10.17). Em outra ocasião, um dos doutores da Lei, querendo experimentar a Cristo, questionou: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Lc 10.25). Alguns sistemas de crença dizem que a salvação se dá por meio de boas obras, atribuindo mérito ao ser humano e invalidando o sacrifício de Cristo por meio de uma auto salvação. Outros sistemas pregam uma esperança baseada em constantes reencarnações, nas quais o esforço humano as proporcionará melhores condições em suas vidas subsequentes. 

Há, ainda, o sistema universalista, o qual prefere ludibriar a consciência do homem sob o falso entendimento de que no final das contas todos serão salvos, independentemente da Obra Vicária de Cristo e sua eficácia para com aqueles que O receberam (Jo 1.12). Todas essas posições são contrárias à perspectiva da Palavra de Deus (cf Ef 2.8,9; Hb 9.27; Jo 3.16).
Neste artigo poderemos observar os dois principais sistemas que discorrem sobre a salvação do homem dentro do protestantismo. O primeiro se baseia na predestinação divina, cuja atuação é unicamente monergista, e o último no sinergismo entre Deus e homem, cuja atuação se dá através da graça preveniente e do livre-arbítrio humano.
Antecedentes históricos

Esses dois conceitos paradoxais remontam aos dias de Agostinho, o qual defendia que o homem é predestinado por Deus e, portanto, não possui capacidade de escolher Cristo e Sua obra salvadora. Para que o homem seja salvo, é necessário que Deus atue com sua graça irresistível e o regenere. As doutrinas soteriológicas de Agostinho foram formadas antes e durante o embate da controvérsia pelagiana. Pelágio foi um austero monge e popular professor em Roma. Sua austeridade era puramente moralista, ao ponto de não conseguir conceber a ideia de que o homem não podia deixar de pecar.
Pelágio estava mais interessado na conduta cristã e queria melhorar as condições morais de sua comunidade. Sua ênfase particular recaía na pureza pessoal e na abstinência da corrupção e da frivolidade do mundo, resvalando no ascetismo.
Ele negava a ênfase de Tertuliano ao pecado original, sob a argumentação de que o pecado é meramente voluntário e individual, não podendo ser transmitido ou herdado. Para ele, crer no pecado original era minar a responsabilidade pessoal do homem. Ele não concebia a ideia de que o pecado de Adão tivesse afetado as almas e nem os corpos de seus descendentes. Assim como Adão, todo homem, segundo o pensamento pelagiano, é criador de seu próprio caráter e determinador de seu próprio destino.
No entendimento pelagiano, o homem não possui uma tendência intrínseca para o mal e tampouco herda essa propensão de Adão, podendo caso queira, observar os mandamentos divinos sem pecar. Ele achava injusto da parte de Deus que a humanidade herdasse a culpa de outrem e desta forma negava a doutrina do pecado original.
Desta forma, Pelágio passou a ensinar uma doutrina exageradamente antropocêntrica e focada no livre-arbítrio, ensinando que, ao criar o homem, Deus não o sujeitou como fizera com as outras criaturas, mas “deu-lhe o privilégio singular de ser capaz de cumprir a vontade divina por sua própria escolha”.
Como Pelágio baseava suas teorias em uma abordagem moralista, entendia que a desobediência do homem vinha do exemplo e dos costumes observados ao redor, podendo pela própria força, alcançar a perfeição mediante grande esforço de sua própria vontade.
Em contrapartida, Agostinho sustentava que Adão fora criado em um estado original de retidão e perfeição e estaria, em seu estado original, isento de males físicos, dotado de alta intelectualidade, bem como num estado de justificação, iluminação e bem aventurança inigualáveis, além de ter a inclinação de sua vontade para a virtude.
A gravidade do pecado de Adão foi tal, que a consequência foi uma tragédia para a humanidade, a qual se tornou uma massa de pecado (massa damnata), isto é, um antro pecaminoso e propagador de pecadores. As bases agostinianas para a doutrina do pecado original se encontravam em passagens como Sl 51; Ef 2.3; Rm 5.12 e Jo 3.3-5.
Uma vez que o homem havia cedido ao pecado, a natureza humana foi afetada obscuramente pelas consequências do mesmo, tornando-se desordenada e propensa para o mal. Sendo assim, sem “a ajuda de Deus é impossível, pelo livre-arbítrio, vencer as tentações desta vida”. Essa ajuda divina para escolher o certo, ou retornar para Deus, era Sua graça, a qual Agostinho define como “um poder interno e secreto, maravilhoso e inefável” operado por Deus nos corações dos homens.
Para Agostinho, a graça divina antevê e provoca cada impulso na vontade do homem. Essa graça é expressão da soberania de Deus, não podendo ser resistida. Para explicar o antagonismo da irresistibilidade frente ao livre-arbítrio, o Bispo de Hipona diz que a liberdade do homem é baseada nas motivações. Sendo as decisões do homem, portanto, um fruto do meio, o homem não regenerado que vive em uma atmosfera de concupiscência escolherá o mal. A graça divina, porém, cura o homem e restaura seu livre-arbítrio, substituindo seu sistema de escolhas.
Outros referenciais históricos

A questão do livre arbítrio é um tema que sempre teve seu espaço na teologia, fosse na antiguidade clássica, na era patrológica ou na contemporaneidade. Normalmente no embate predestinação x livre-arbítrio, o nome mais lembrado é o do eminente teólogo supracitado Agostinho, cuja notoriedade contra a controvérsia de Pelágio é consabida, entretanto, outros nomes também são dignos de consideração.
Justino Mártir (100-165) dizia que, embora não tenhamos tido escolha alguma no nascimento, em virtude dos poderes racionais que Deus nos deu, podemos escolher viver ou não de modo aceitável a Ele, não havendo desculpas quando agimos erroneamente. Ele dizia, ainda, baseado na pré-ciência divina que, Deus não predetermina as ações dos homens, mas prevê como irão agir por sua própria vontade, podendo inclusive, anunciar antecipadamente esses atos.[viii] Concordavam com a livre escolha do homem os apologistas Atenágoras (133-190), Teófilo (?-186) e Taciano (120-180).
Vale a pena comentar a opinião de Tertuliano (160-220). Ele cria que o homem é como um ramo cortado do tronco original de Adão e plantado como uma árvore independente. Sendo assim, o homem herdou através da transgressão de Adão a tendência ao pecado. Como resultado do pecado de Adão, carregamos mácula e impureza. Apesar disso, o homem detém livre-arbítrio e é responsável por seus próprios atos.[ix]
Muitas controvérsias em torno do livre-arbítrio se deram por equívocos exegéticos. Clemente de Alexandria (150-215), negava o pecado original baseado, por exemplo, em Jó 1.21. Segundo ele, a declaração de que Jó havia saído nu do ventre de sua mãe, deixava implícito que as crianças entram no mundo sem pecado. Essa má interpretação e ênfase exagerada no livre-arbítrio, levava-o a professar que “Deus deseja que sejamos salvos por nossos próprios esforços”.[x]

Outros esforços na defesa do livre-arbítrio também se deram nas disputas contra os maniqueístas. Estes questionavam a benevolência de Deus e lhe outorgavam a autoria do pecado. Se o homem herda de Adão a culpa e o pecado, não possuímos poder de escolha. Logo, raciocinavam eles, Deus é o autor do mal. Contra esses argumentos, levantaram-se homens como Cirilo de Jeusalém (313-386), Gregório de Nissa (330-395), Gregório de Nazianzo (329-389) e João Crisóstomo (347-407). Infelizmente, eles acabaram negando o pecado original afirmando que crianças recém-nascidas estão isentas de pecado, embora cressem que a raça humana foi afetada pelo pecado de Adão.[xi]
O entendimento sobre o livre-arbítrio foi sendo amadurecido. No século V, por exemplo, temos na expressão de Teodorete (393-466), o pensamento de que, embora o homem necessite da graça divina e sem esta é impossível dar um só passo na “senda que conduz à virtude, a vontade humana tem de colaborar com tal graça”, pois existe a necessidade de um sinergismo “tanto de nossos esforços quanto da assistência divina. A graça do Espírito não é assegurada àqueles que não fazem esforço algum” ao mesmo tempo que “sem essa graça é impossível que nossos esforços recebam a recompensa da virtude”.[xii]
À semelhança de Teodorete, Teodoro de Mopsuéstia (350-428) dizia que o livre-arbítrio pertence a seres racionais. Na opinião dele, todos os homens possuem conhecimento do bem o tempo todo, bem como capacidade de escolher entre o certo e o errado. Ele não negava os efeitos da queda na humanidade e dizia que os homens possuem propensão definida para o pecado e que se for para o homem passar deste[xiii] estado caído para a vida bendita reservada por Deus é necessária a operação graciosa da dádiva divina no homem.
Saltando 8 séculos, chegamos a outra pessoa que deu sua enorme contribuição à doutrina do livre-arbítrio: Tomás de Aquino (1225-1274). Ele dizia que “em cada ser intelectual há vontade, assim como em cada intelecto”.[xiv] Seu conceito sobre vontade é de que esta é um poder para atrair ou afastar aquilo que é apreendido pelo intelecto.[xv] Apesar de Deus mover a vontade, “já que ele move todo tipo de coisa de acordo com a natureza da coisa movida… ele também move a vontade de acordo com sua condição, como indeterminadamente disposta a várias coisas, não de forma necessária”.[xvi]
Feser explica a posição Aquiniana fazendo a seguinte analogia: quando escolhemos tomar café ao invés de chá, poderíamos fazer diferente. A cafeteira, por sua vez não pode mudar sua função sozinha. Isto é assim porque nossa vontade foi a causa de tomarmos café, enquanto que algo fora da cafeteira (programações de instruções, corrente elétrica fluindo para ela da tomada na parede, as leis da física, etc) foi a causa de seu comportamento. Deus causa os dois eventos de uma maneira consistente com tudo isto, ou seja, enquanto que ao causar sua livre escolha ele causa algo que opera independentemente do que acontece no mundo à sua volta. Ele conclui dizendo que, embora seja Deus a causa última da vontade e da ordem causal natural, Ele não mina a liberdade do homem, mas a faz possível no sentido que assim como nas causas naturais, se escolhas livres não fossem causadas por Deus, elas nem poderiam existir.[xvii]
A influência calvinista

Na Idade Média as pessoas procuravam, muitas das vezes, uma solução eterna baseada em um documento assinado pelo pontífice da igreja romana. Essas indulgências prometiam efetuar um pagamento mais completo da dívida que o pecador deve a Deus e amenizar as exigências futuras em um suposto purgatório.[xviii]
Nessas condições decadentes da teologia medieval romana, emergiu a Reforma Protestante e doutrinas como Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Soli Deo Gloria[xix] foram verberadas com veemência.
A proposta do presente artigo é entendermos melhor acerca do que conhecemos como arminianismo. Entretanto, não há possibilidade de falar de Armínio sem comentarmos de Calvino.
Quando Lutero afixou as 95 teses na porta da igreja no castelo de Wittenberg, Calvino tinha oito anos de idade. Natural de Picardia, na França, Calvino nasceu em 1509 e morreu em 1564 e foi sem sombra de dúvidas, um proeminente teólogo protestante e líder eclesiástico, dono de uma mente brilhante.
Ele recebeu grau de mestre em teologia no início do ano de 1528, mas a pedido de seu pai deu inicio ao estudo de Direito, em Orleans. Com a morte de seu pai em 1531, Calvino pôde retornar às suas preferências teológicas e dedicou-se ao estudo das línguas grego, hebraico e latim.
Vendo dificuldade para que houvesse reforma em Paris, Calvino mudou-se para Basel, na Suíça. Lá, ele escreveu e publicou suas institutas no ano de 1536. Em seus comentários sobre os salmos, ele contou ter passado pelo o que ele mesmo denominou de “súbita conversão”, dizendo que outrora estava “teimosamente preso às superstições do papado” e que não era possível desvencilhar-se desse profundo lamaçal, mas que Deus havia subjugado seu coração da obstinação de sua idade para a docilidade e conhecimento da verdadeira piedade, mediante Sua providência secreta.[xx]
Outros reformadores desenvolveram pensamentos que, unidos com os de Calvino, formaram uma tradição que é chamada de Reformada. Dentre esses teólogos reformadores, podemos citar Martin Bucer, Heinrich Bullinger e Ulrico Zwinglio. Essa escola de pensamento é também chamada de Calvinismo.

Jacó Armínio

Armínio foi um teólogo holandês, nascido em Oudewater (1560 – 1609). Ele estudou entre os anos de 1576 e 1582 na Universidade de Leiden, na Holanda, onde posteriormente foi professor desde 1603 até sua morte.
Johann Kolmann, um de seus professores de teologia nesse período, acreditava e ensinava que o alto calvinismo tornava Deus um tirano e carrasco, o que certamente influenciou as ideias de Armínio. Em 1582, começou a estudar em Genebra e teve como um de seus mestres o reformador Teodoro Beza, sucessor de Calvino. Em 1588 foi ordenado e pastoreou uma igreja em Amsterdã.[xxi]
Segundo o Novo Dicionário Internacional da Igreja Cristã, quando Calvino morreu, “toda a responsabilidade (…) recaiu sobre Beza. Beza era chefe da Academia [de Genebra] e professor, presidente do Conselho dos Pastores, uma influência poderosa sobre os magistrados de Genebra e porta-voz e defensor da posição protestante reformada”.[xxii]
O que sabemos é que Arminio discordou das doutrinas de Calvino, baseado em duas argumentações: 1) a predestinação tal qual no entendimento calvinista, tende a fazer de Deus o autor do peca­do, por ter Ele escolhido, na eternidade passada, quem seria ou não salvo, e 2) o livre-arbítrio do ser humano é negado no ensino de uma graça coercitivamente irresistível.[xxiii]
A teologia arminiana, tal como conhecemos, não foi totalmente sistematizada durante a vida de Armínio. Após a sua morte, seus discípulos (pouco mais de quarenta pregadores) cristalizaram suas ideias em um panfleto o qual continha resumidamente, cinco pontos que rejeitavam o rígido calvinismo, intituladoRemonstrance (protesto), publicando-o no dia 19 de outubro de 1609, expondo assim, a posição arminiana.[xxiv]
O Sínodo de Dort

Esse protesto (remonstrância), ganhou o apoio de estadistas e líderes políticos holandeses que tinham ajudado a libertar os Países Baixos da Espanha. Os opositores do movimento remonstrante acusaram-nos de apoiar secretamente os jesuítas e a teologia católica romana e de simpatizar com a Espanha, embora não haja nenhuma evidência de culpa por parte dos que protestavam em relação a essas acusações políticas.
Desde então, houve muita confusão em várias cidades holandesas: sermões eram pregados contra os remonstrantes, panfletos eram espalhados a fim de difamá-los como hereges e traidores, pessoas foram presas por pensarem contra o alto calvinismo e um sínodo nacional de teólogos e pregadores foi realizado para regular tais controvérsias entre as ideias paradoxais calvinismo x arminianismo.
A primeira reunião do sínodo foi realizada em 13 de Novembro de 1618 e a última (154ª) em 9 de Maio de 1619, contando com a presença de mais de cem delegados, inclusive alguns da Inglaterra, da Escócia, da França e da Suíça. O nome “Dort” é usado em função do idioma inglês, como que transliterandoo nome da cidade holandesa de Dordrecht.
Na conclusão do sínodo, os remonstrantes foram condenados como hereges. Pelo menos duzentos foram depostos do ministério da igreja e do estado e cerca de oitenta foram exilados ou presos. Um deles, o presbítero, estadista e filósofo Hugo Grotius (1583-1645), foi confinado em uma masmorra da qual posteriormente conseguiu escapar. Outro estadista foi publicamente decapitado.
Neste sínodo, as ideias arminianas foram, portanto, rejeitadas e a doutrina reformada estabelecida em seus cinco pontos que formam o acróstico do inglês TULIP, a saber: 1) depravação total (Total depravity), 2) eleição incondicional (Unconditional election), 3) expiação limitada (Limited atonement), 4) graça irresistível (Irresistible grace) e 5) perseverança dos santos (Perseverance of the saints). Os pontos remonstrantes vão de encontro aos pontos calvinistas: 1) depravação total, 2) eleição condicional, 3) expiação ilimitada, 4) graça preveniente e 5) perseverança condicional.

Mitos sobre o arminianismo

Como podemos perceber, as ideias arminianas possuem uma disparidade considerável com o sistema calvinista. Sobre isso, Wyncoop declara que, a linha divisória entre estas duas tradições cristãs repousa sobre teorias opostas acerca da predestinação. Ela é a encruzilhada entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem, o pecado e a graça, a justificação e a santificação, a fé humana e a obra do Espírito Santo.[xxv]
Um dos principais mitos sobre o arminianismo, é que este tem sido acusado erroneamente de ser uma doutrina semipelagiana por parte de alguns eminentes teólogos calvinistas. Esta antiga heresia é oriunda dos ensinos dos massilianos, liderados principalmente por João Cassiano (433 d.C), o qual tentou construir um elo entre o Pelagianismo, que negava o pecado original, e Agostinho, que defendia a eleição incondicional sobre o fundamento de que todos os homens nascem espiritualmente mortos e culpados do pecado de Adão. Cassiano acreditava que as pessoas são capazes de se voltarem para Deus mesmo à parte de qualquer infusão da graça sobrenatural. Isto foi condenado pelo Segundo Concílio de Orange no ano de 529.[xxvi]
O teólogo nazareno H. Orton Wiley mostra que o sistema semipelagiano sustentava, erroneamente, que “restou poder suficiente na vontade depravada para dar o primeiro passo em direção à salvação, mas não o suficiente para completá-la”. Ele conclui mostrando que esse pensamento é equivocado e que o homem por si só não tem condições de se achegar a Deus, mas que “isso deve ser feito pela graça divina.” [xxvii] Essa é a graça preveniente que antecede, prepara e capacita o homem para “converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação dos pecados e a praticar obras agradáveis e aceitáveis” [xxviii], pois os seres humanos, pela queda de Adão “se tornaram depravados, de maneira que agora não são capazes de se voltar e se reabilitar pelas suas próprias forças e obras, e, desta forma, renovar a fé e a comunhão com Deus”.[xxix]
Um dos principais eruditos arminianos da atualidade, o Dr. Roger Olson, em uma defesa à centralidade da doutrina arminiana em Deus e não no homem como dizem certos calvinistas, comenta que esses críticos normalmente de baseiam em três argumentos: 1) que o Arminianismo foca demais na bondade e capacidade humana, especialmente no campo da redenção, 2) que limita a Deus ao sugerir que a vontade de Deus pode ser frustrada pelas decisões e ações humanas e 3) que coloca demasiada ênfase na realização e felicidade humana em negligência ao propósito de Deus que é glorificar a si mesmo em todas as coisas.
Olson argumenta sua defesa de forma bastante contundente nesse artigo e comenta que “muito raramente os críticos mencionam algum teólogo arminiano ou citam do próprio Armínio para apoiar essas acusações” e que a maioria desses críticos desconhece o arminianismo clássico, tendo portanto, um entendimento preconcebido e consequentemente superficial do assunto.[xxx]
Em contrapartida, o pensamento calvinista é concebido pelos arminianos como um sistema que acaba por fazer do decreto divino a causa primeira da salvação, ao passo que a morte de Cristo torna-se causa secundária e subsidiária, não sendo absolutamente essencial para a salvação, mas um elo de uma corrente predeterminada de eventos.[xxxi]

Conclusão

Nossa percepção não é diferente: muitos são os que ainda não compreenderam e não conheceram a doutrina da salvação segundo a ótica arminiana e infelizmente, alguns irmãos não conseguiram abrir a cabeça para gozarmos uma verdadeira unidade na diversidade. [xxxii]
Apesar das diferenças, ambas as posições possuem verdades essenciais que podem e devem nos unir em Cristo. Identificamo-nos com certa linha teológica e a defendemos, todavia, isso não pode criar partidarismo, ao ponto de dizermos “eu sou de Paulo; ou, eu de Apolo; ou eu sou de Cefas; (ou, eu de Armínio; ou, eu de Calvino;) ou, eu de Cristo. Será que Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado por amor de vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1.12,13 – paráfrase minha).
John Wesley dizia que “é dever de todo pregador arminiano, primeiro: jamais, nem em público, nem em particular, usar a palavra calvinista em deboche”.[xxxiii] Para ele, a norma de um metodista não estava em distinguir cristãos de cristãos, mas em distinguir-se cristãos de não conversos: “É teu coração reto como o meu? Não te pergunto mais. Se for assim, dá-me a mão. Por opiniões ou termos, esforcemo-nos juntos pela fé do evangelho”.[xxxiv]
O Dr. Augustus Nicodemus, célebre teólogo brasileiro do pensamento reformado confirma que temos pontos em comuns dizendo que “os arminianos e os calvinistas concordam que Deus tem um plano, que ele controla a história, que não existe acaso e que Ele conhece o futuro. Ambos aceitam a Bíblia como Palavra de Deus e querem se guiar por ela”.[xxxv]
Que possamos, como Igreja, cumprir a missão que nos foi ordenada, afinal, fomos todos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pe 1.2).


Fonte:
[i] MCGIFFERT, Arhur Cushman. A History of Christian Thought, Volume 2. Charles Scribner’s Sons, 1953, p. 125.
[ii] Ibid, p. 126.
[iii] KELLY, J. N. D. Patrística: Origem e desenvolvimento das doutrinas centrais da fé cristã. Vida Nova, 1994, p. 270.
[iv] AGOSTINHO, Aurelio. De civitate Dei 14.11.
[v] AGOSTINHO, Aurelio. Enarrationes in Psalmos 89.4.
[vi] AGOSTINHO, Aurelio. De gratia Christi et Peccatum Originale 1.25.
[vii] AGOSTINHO, Aurelio. De gratia et libero arbitrio liber 31; De Spiritu et Littera 52.
[viii] KELLY, J. N. D. Op. Cit., p. 125.
[ix] Ibid, p. 131.
[x] Ibid, p. 134.
[xi] Ibid, p. 263-264.
[xii] Ibid, p. 283.
[xiii] Ibid, p. 283.
[xiv] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica I.19.1.
[xv] AQUINO, Tomás de. Suma Contra Gentios IV.19.
[xvi] AQUINO, Tomás de. Questões disputadas sobre o mal 6.
[xvii] FESER, Edward. Aquinas, a Begginer’s Guide. One World, 2009, pp. 150-151.
[xviii] SWEENEY, Charles. Indulgences. Enciclopédia do site newadvent.org. Disponível em: https://www.newadvent.org/cathen/07783a.htm. Acesso em 04/04/2013 às 16:46.
[xix] Os cinco solas foram expressões surgidas durante a Reforma Protestante e significam, respectivamente, somente a fé, somente as Escrituras, somente Cristo, somente a graça e somente a Deus a Glória. As frases, que foram escritas em latim, sintetizam os rudimentos fundamentais dos reformadores.
[xx] CALVINO, João. Comentário de Salmos. Volume I. Fiel, 2009, p. 32.
[xxi] CHAMPLIN, R. N.; BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, volume 1. Candeia, 1991. p. 288.
[xxii] SCHNUCKER, Robert. Theodore Beza, in: The new international dictionary of the Christian church. Grand Rapids, Zondervan, 1974, p. 126.
[xxiii] HORTON, Stanley (Org.). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. CPAD, 1996, pp. 54-55.
[xxiv] Infelizmente, não possuímos muito material arminiano em idioma português. Para maiores informações biográficas sobre Armínio consultar BANGS, Carl. Arminius: a study in the Dutch reformation. Grand Rapids, Zondervan, 1985.
[xxv] WYNKOOP, Mildred Bangs. Fundamentos da Teologia Arminio Wesleyana. Casa Publicadora Nazarena, 2004, p. 17.
[xxvi] KELLY, J. N. D. Op. Cit., pp. 289-291.
[xxvii] WILEY, H. Orton. Christian Theology. Beacon Hill Press, 1941. p.103.
[xxviii] Manual da Igreja do Nazareno, p. 29
[xxix] Ibid. p. 28
[xxx] OLSON, Roger. Arminianism is God-centered theology. Disponível em: . Acesso em 05/04/2013.
[xxxi] WYNKOOP, Mildred Bangs . Op. Cit., p. 33.
[xxxii] Para um estudo mais aprofundado sobre a doutrina arminiana, ver a recém-traduzida obra de Olson, na qual ele trata de desmitificar pelo menos dez pressupostos equivocados acerca do pensamento de Armínio: OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão, 2013.
[xxxiii] WESLEY, John. What is an arminian?, Sermões
[xxxiv] WESLEY, John. The Character of a Methodist, Sermões.
[xxxv] NICODEMUS, Augustus. Paganismo versus Cristianismo – Acaso ou Desígnio Divino? Revista Defesa da Fé. Ano 12, n° 89 – Janeiro/Fevereiro de 2011, p.55.
“As opiniões e textos aqui publicados são de total responsabilidade dos autores”


autor: Pr. Vinicius Couto é ministro da Igreja do Nazareno. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Castelo Branco, Bacharel em Teologia pela FAETESF e pós-graduado em História da Teologia e em Ciências da Religião. É professor de Teologia Sistemática, articulista da Revista Defesa da Fé e autor dos livros “Os três Choros de José do Egito” e de “A Verdade Sobre o G-12”.

A impecabilidade de Cristo

Impecabilidade significa que Jesus jamais fez qualquer coisa que desagradasse a Deus, que violasse a lei ou que tenha deixado de demonstrar a glória de Deus em sua vida (Jo 8.29). As Escrituras dão testemunho da vida sem pecado de Jesus. Ele foi chamado santo desde seu nascimento (Lc 1.35). Jesus desafiou seus inimigos a provarem que ele tinha pecado (Jo 8.46). Nada que Jesus falou pode acusar-lhe justamente (Mt 22.15). Ele guardava os mandamentos (Jo 15.10). Nos momentos em que precederam a crucificação foi declarado inocente onze vezes (Mt 27.4,19,24,54; Lc 23.14,15,22,41; Jo 18.38; 19.4,6). Paulo atestou a impecabilidade de Cristo (2Co 5.21), assim como Pedro (1Pe 1.19; 2.22); João (1Jo 3.5), o autor de Hebreus (Hb 4.15; 7.26,27).

O DEBATE SOBRE A IMPECABILIDADE DE CRISTO – Há uma antiga discussão sobre a possibilidade ou não de Jesus cometer pecados em seu ministério terreno. O conceito de que Jesus não podia pecar se chama “impecabilidade” (non posse peccare) e o conceito de que ele podia pecar, mas não o fez se chama “pecabilidade” (posse non peccare). Quem defende a pecabilidade de Cristo o faz com base na afirmação de que, se ele foi tentado, é porque poderia pecar; e, se isso não fosse possível, não poderia ser dito que a tentação foi real (um defensor desse ponto de vista é Charles Hodge). Quem rejeita essa ideia e defende a impecabilidade refuta argumentando que a impecabilidade não anula o ato da tentação assim como a impossibilidade de um couraçado ser vencido por uma jangada não invalida os ataques da minúscula embarcação. Segundo esse ponto de vista, a impecabilidade não depende da “ausência de tentação”, mas da “ausência de vontade de pecar” (um defensor desse ponto de vista é William Shedd).

A NATUREZA DAS TENTAÇÕES DE CRISTO – A Bíblia afirma que Cristo foi tentado como um ser humano (Hb 4.15). A dificuldade de algumas linhas aceitarem isso é o fato de Tiago afirmar que Deus não pode ser tentado (Tg 1.13). Aparentemente, diante disso, ou Cristo não é Deus ou não foi tentado. Como nenhum teólogo conservador está disposto a atacar a divindade de Cristo, a discussão é sobre se Cristo foi ou não tentado e se ele podia ou não ceder à tentação. São dois debates distintos que se entrelaçam e repousam sobre os mesmos fundamentos.

As tentações de fato ocorreram e foram apropriadas ao Deus-homem, visto que um homem qualquer não é tentado a transformar uma pedra em pão. Mesmo assim, Jesus foi tentado à semelhança dos homens. Para melhor compreensão da natureza das tentações de Cristo, é bom comparar o texto de 1Jo 2.16 com Mt 4.1-11, onde é possível perceber que, apesar de Jesus não ter sido tentado com cada tentação do mundo (como ser tentado a assistir um mau programa de televisão), ele foi tentado em todas as áreas comuns ao ser humano.

OS PROBLEMAS DO CONCEITO DA PECABILIDADE DE CRISTO – Várias implicações indesejáveis surgem da defesa da pecabilidade de Cristo:

a) A imutabilidade – Se Cristo pudesse pecar, sua divindade estaria em xeque antes mesmo do pecado, pois não seria “imutável” (Is 9.6; Ml 3.6; 2Tm 2.13; Hb 13.8).

b) A soberania – Se Cristo pudesse pecar, temos de levar em conta a real possibilidade de isso acontecer. Se Jesus acabasse por cometer um pecado, nem ele seria Deus (devido ao mal nele), nem o Pai seria soberano, pois ficaria patente que não tem poder para controlar a história e manter seus planos (At 4.27,28).

c) As profecias – Caso Jesus cometesse algum pecado, a onisciência e a presciência de Deus não poderiam existir e todas as profecias sobre a obra de Cristo e a redenção dos homens cairiam por terra. No caso de Cristo poder pecar e não fazê-lo, tais profecias não passariam de otimismo (Mq 5.2; Is 53.6-9). Também perderiam completamente o sentido todos os textos que falam de determinações prévias de Deus sobre os redimidos (Mt 25.34; Ef 1.4). Por fim, sem plena certeza de que tais prenúncios realmente aconteceriam, Deus seria enquadrado entre os mentirosos (Tt 1.2; Hb 6.18).

d) A confiabilidade da redenção – Se Jesus pudesse realmente pecar, ser humano algum pode alguma vez ter uma justa confiança na redenção divina e ela correu o risco de falhar. Isso foge da clara esperança nas promessas de Deus (Gn 12.3).

Cristo poderia ter pecado?

Impecabilidade: O significado em inglês da palavra impecável é: ser limpo, completo, consumado, sem defeito (Nota do Tradutor: impecável em português: Não sujeito a pecar; imaculável. Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI ver. 3.0, nov 1999). Você provavelmente já sabe que ninguém realmente pode construir uma doutrina sem entender o significativo das palavras usadas na Escritura. Mas, não pode corretamente construir uma doutrina apenas pelo significado de palavras. As palavras isoladas não significam nada ! e eu não importo se for em grego ou hebraica ou inglês ou qualquer outra! as palavras não têm significado definitivo fora do contexto em que se encontram, ou seja, a construção gramatical das frases. Então, quando falamos sobre a impecabilidade de Cristo, tratamos além de somente a Sua caráter quando perguntamos: Ele foi completo? Ele era sem defeito? Mas estamos tratando da pergunta: Cristo poderia ter pecado? Sei que este pode parecer algo acadêmico. Mas a realidade do assunto enquanto tratamos disto, o ponto tratado é: a capacidade hipotética de Cristo. Não há muita gente que afirmariam que Cristo pecou. Contudo eu lembro de um homem que disse Cristo pecou o Seu primeiro pecado quando tinha doze anos na ocasião que Ele não seguiu Seus pais de Jerusalém. Mais estúpido disso impossível. Mas não existem muitos que afirmariam que Cristo realmente pecou ou mesmo que Ele quase pecou, mas hipoteticamente dizem que poderia, então a afirmação do meu assunto hoje é que era absolutamente, indubitavelmente impossível para Cristo a ter cometido pecado. Agora você sabe do que eu estou falando. Sabemos o alvo da mensagem.

Argumentos para Pecabilidade

Então, quais são as razões afirmadas por aqueles que afirmam pecabilidade? Os argumentos que eu tenho ouvido vieram de uma lógica humana e afirmam isto: não teria glória na Sua inocência. Em outras palavras, argumentam a Sua inocência. Mas isto não é impecabilidade. Isto não é o que diz a doutrina Bíblica da impecabilidade de Cristo. A doutrina vai além disso e afirma que Ele nem tinha a capacidade. E eles dizem, !Mas se Ele não tivesse a capacidade, não teria glória na Sua perfeição?. Isto quer dizer que Ele lutou contra todos os pecados contra quais nós lutamos, e Ele venceu tal guerra. Louvado seja Deus! Temos a salvação nEle porque Ele lutou e venceu. Basicamente, isto é o argumento. Eles afirmarão que Ele foi tentado em todos os pontos como somos tentados, e se eles experimentam tentações e, presta atenção aqui, eles reconheçam que ! segue o meu pensamento cuidadosamente e não pula na frente de mim ! a capacidade de ser tentado não só implica, mas prova que temos uma falha inata. E isto está correto. Não é completa a argumentação, mas é correta até aquele ponto. Então eles argumentam isto. Não só este, argumentariam que sem a capacidade a pecar, ou em outras palavras, se Ele não tivesse a capacidade para pecar, a tentação seria inexistente e Ele não poderia Se compadecer com as nossas fraquezas como a Bíblia indica que Ele compadece. Eles também afirmam que se Ele não tivesse a capacidade a pecar, Ele realmente não tinha uma natureza humana, porque junto com a natureza humana há a capacidade de pecar. Pr. Justice claramente, também Pr. Smith, os dois, introduziram este assunto ontem à noite quando trataram do primeiro Adão e o último Adão. A diferença, ou o pensamento tratado aí por Paulo é que não estamos tratando da natureza caída de Adão quando pregamos sobre Cristo tornando carne. Mas eles não entendem isso.

Há dezenas mais destas argumentações e, quero ser gentil quando digo que existem alguns pregadores que estão alunos apurados da Bíblia que absolutamente afirmam a pecabilidade de Cristo. Eu creio que eles são absoluto e inteiramente errados. É a minha opinião que eles tenham tal posição é porque têm lido livros demais antes que consultaram as suas Bíblias; ou seja, escolheram um livro escrito por alguém influenciado pelos homens, como Pr. Justice mencionou ontem à noite, que realmente duvidem a divindade de Cristo mas são eruditos e tenham a capacidade boa para produzir um livro. Os outros absorvem aquele erro antes mesmo a entender o que a Bíblia ensina. Daqui para frente, lêem as suas Bíblias com uma mente preconceituosa. Eu não quero ser menos do que gentil, mas creio que essa avaliação é correta.

Problemas com Pecabilidade

Agora, vamos examinar rapidamente alguns problemas com a idéia hipotética de pecabilidade. Em outras palavras, eles dizem que Cristo hipoteticamente poderia ter cometido pecado. E alguém outro dirá, !Bem, porque estamos estudando assuntos hipotéticos?? Bem, em essência, este é um caso hipotético e creio que o seu estudo é válido porque em quase todos os casos, o argumento não é que Cristo pecou, mas que hipoteticamente poderia ter cometido pecado. Portanto isso torna hipotético em si mesmo.

A Profecia

Agora, deixa-me afirmar: qualquer pecado na parte de Jesus Cristo ! pense disto; é somente lógica, mas não há nada errada com lógica ! qualquer pecado na parte do Senhor Jesus Cristo violaria necessariamente centenas de profecias. Portanto a Escritura seria anulada e o Senhor afirmou que a Escritura não pode ser anulada, não pode ser anulada. Pensem das profecias que não seriam cumpridas se o Senhor Jesus Cristo teria cometido pecado. Eu estou tratando o problema com a hipótese que este povo apresentam. Não somente isto ! isto não é para confundi-lo, mas segue o meu raciocínio comigo ! se a ação foi possível, ou seja, qualquer ação de pecado, se fosse possível, necessariamente o evento ou a eventualidade dela seria possível. Presta atenção: neste caso, não seria consumada a obra da nossa salvação ! e está só consumada no Calvário ! mas ela seria indeterminada; a obra da salvação seria incerta. Está me seguindo? Se fosse possível para nosso Senhor ter cometido pecado, a certeza da salvação de todos os eleitos seria em dúvida e incerta até que Ele de fato tornou vitorioso das tentações que foram diante dEle. Em outras palavras, tal argumentação diria que a salvação não foi feita até a cruz, mas a própria salvação era incerta até a cruz. Não é a verdade? Qualquer outra conclusão é impossível, na minha opinião.

Os Tipos do Velho Testamento

Não somente isto, tratando do Velho Testamento ! ou seja, por exemplo: milhares de ovelhas imaculadas foram imoladas. Qual diferença seria se fossem imaculadas ou não? Uma ovelha morta é simplesmente uma ovelha morta! O que? Com certeza, não! O Senhor deu instruções exatas que este tinha que de ser um cordeiro do primeiro ano, um macho sem mancha e sem mácula. Por que? Foi por causa de ser o único tipo de cordeiro que poderia tirar os pecados dos filhos de Israel? Nenhum cordeiro tirou seus pecados. Não é possível que o sangue de touros e bodes tirassem pecados! Por que tinham que ser imaculados? Porque foram um tipo, ou a figura, do Senhor Jesus Cristo. Se tivesse pecado nEle, todos aqueles tipos, cada um sem exceção, teriam falhado. Isto é lógica hipotética. Eu entendo isso. Mas o assunto em pauta é hipotético em essência.

O Que É Tentação?

Creio eu que é importante que reservamos um tempinho para tratar dos usos da palavra ?tentado?. É necessário, pois tentação é muito importante neste assunto. (Hebreus 4.15) Este grande sumo sacerdote que compadece-Se da nossas fraquezas foi tentado em tudo como nós. E eu penso que justamente aqui é o problema, não em definir a palavra corretamente, mas em nosso entendimento do próprio assunto de tentação. O que é tentação? Tem sido sugerido por alguns que a palavra aqui traduzida ?tentado? devia ser traduzida !provado?. Não fará diferença nenhum se damos um novo nome ao veneno. Chamando o veneno de canja será a mesma. Trocando ?tentado? pela palavra !provado? não ajudaria pois a verdade é que !tentar? significa: provar a fé ou virtude ou caráter pela indução a pecar. Isto é o que estamos tratando.

Tentação Objetiva

Tentação é objetiva e subjetiva. Segue o meu raciocínio, por favor. Quero fazer isto tão simples como posso, ou seja, o Diabo sai para tentar os homens e ele apresenta diante deles atrativos para fazer o que é vil. Mas estes atrativos a fazer bem ou mal, quaisquer que sejam, tem nenhum efeito a não ser em relação aquele que está dentro daquele homem. Está pegando a idéia do que estou falando? A natureza do homem vai ser o fator determinante se algo é uma tentação ou não. Por exemplo, alguém se refere a um certo prato de comida e dirão, !Não é uma tentação?? Todavia, aquele mesmo prato não é uma tentação a todos. Eu gosto de espinafre; mas alguns não gostam de espinafre. Eu gosto muito de brócolis; meu irmão mais velho não gosta de brócolis. Mas eu gosto de brócolis; mas existe alguns que não são tentados pelo brócolis. Eu gosto de brócolis. Especialmente quando tem muito queijo derretido nele. Está percebendo o que eu quero dizer? Mas existem alguns que não são tentados pelo brócolis. Em outras palavras, a nossa natureza faz a diferença. Sabe, existem pessoas que Deus entregou a um sentimento perverso e estes são tentados pelos assuntos acerca da homossexualidade. Mas contrariamente, eu me revolto, e posso tornar-me violento até ferir alguém pela simples sugestão deste assunto. Quando era moço, de vinte anos de idade, um homem sentou-se ao meu lado num cinema e começou a me tocar. Eu conheci este homem e não tive idéia nenhuma que era dessa persuasão. Ele me seguiu até o cinema e sentou-se ao meu lado. Eu virei a ele e afirmei claramente: !Se você me tocar de novo, eu te mato.” Este levantou-se e saiu, que era uma boa idéia. Entende? Nem todos reagem desta maneira. Entendam, eu tenho uma natureza pessoal que se revolta por tais coisas. Todavia, como posso ser tentado por uma mulher, nunca posso ser tentado por um homem.

Tentação Subjetiva

Agora o assunto da tentação não é somente objetivo, mas subjetivo. O Diabo ronda e procura objetivamente a tentar outros. Mas ele só pode incentivar ou somente pode sujeitá-los a si mesmo somente na medida que houver uma natureza que possa se submeter a tal provação. Está podendo seguir essa linha de lógica?

O Senhor Jesus Cristo disse, !se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim?. Você pode afirmar o mesmo? Eu não posso. Amado, quando Satanás aparece, eu preciso orar! Isto porque ele pode achar todo tipo de fraqueza e falha comigo. Mas não no Senhor Jesus Cristo. Está vendo, quando a Bíblia afirma, !como nós, em tudo foi tentado? ela se refere a todas estes atrativos que Satanás apresenta diante nós, ele apresentou diante do Senhor Jesus Cristo. Mas! Existe uma natureza caída dentro de nós que não existe no Senhor Jesus Cristo.

A Natureza Divina de Cristo

E agora chego a meu último e, creio eu, o ponto mais importante. Penso eu que a grande lição necessário está no entendimento da natureza do Senhor Jesus Cristo. Agora, quase todos que querem afirmar a pecabilidade de Cristo dirão: !Com certeza, não cremos que Cristo pudesse ter pecado na Sua natureza divina. Mas na Sua natureza humana que poderia ter cometido pecado.” Este é o cerne do seu argumento. A encarnação não incluía o esvaziamento da Sua divindade imutável. Eu quero dizer disso de novo: A encarnação de Jesus Cristo em nenhuma forma, negava a Sua divindade imutável. Temos que de ser cuidadosos em nosso estudo, que sejam assuntos soteriológicos, proféticos, qualquer que sejam, temos que de ser cuidadosos a relacioná-los à pessoa de Deus.

Deus é Imutável

Por exemplo, a os que fiquem dizendo: !Deus olhou no futuro e viu quem seria salvo.” Por favor, amado, acorde! Deus não olha no futuro. Ele é onipresente. Ele está em todo lugar em todo o tempo. Ele também não aprenda nada pela observação como ?viu quem seria salvo? e baseado nisso fez uma decisão. Se estes amados gastaram tempo com Deus entenderiam melhor. E quando tratamos da divindade de Cristo, ou quando tratamos a natureza de Deus, devemos entender que um dos grandes atributos de Deus é imutabilidade! Ele não só não muda, como não pode mudar, pois Ele deve mudar para o melhor, que implicaria que Ele era imperfeito antes da mudança; ou Ele deve mudar para o pior, que implicaria que Ele tornou inferior à posição prévia. Ele tem que ser imutável pela Sua natureza divina.

A União das Naturezas de Cristo

Agora, se isto for verdadeiro, quando Ele se encarnou, é completamente impossível para nós criarmos hipóteses que dizem que Ele poderia ter deixado ao lado qualquer atributo da Sua divindade. Somente se for possível para Jeová morrer ! e isto não é uma hipérbole ? somente na mesma medida que é possível o Jeová morrer, pode mudar a Sua divindade. Agora, alguém vai argumentar: !Mas este não importa, pois não estamos tratando a Sua pessoa como Deus, mas estamos tratando a Sua pessoa como homem.” Vou tratar disso daqui um pouco.

Com certeza, eu não sou um perito de qualquer forma quando tratamos esta união misteriosa (a união da natureza humana com a natureza divina) de Cristo. Às vezes brincamos entre nós que essa união misteriosa é algo além da nossa capacidade a entender, mas tal união é um fato. É um fato Bíblico. Neste homem que chamamos Jesus Cristo é ?Deus conosco?, !Jeová conosco?. Isto é o que verdadeiramente significa o Seu nome. Neste !Jeová conosco?, houve uma união da natureza de Jesus Cristo como homem e a natureza de Jesus Cristo como Deus. Houve uma união que não podemos ver, que não podemos tocar, que não podemos analisar, que não podemos definir; mas ela existe. É inconcebível e é anti-Bíblico que a natureza humana poderia de qualquer maneira violar a natureza divina. Ela não podia de qualquer forma alterar a natureza divina pois divindade é imutável. Estou enfático que isto não é possível. Então, quando tratamos disto, usamos I Timóteo 3:16: !E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade?. Como podemos aprender de Deus? !…Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” Quem é o assunto aqui? Não está tratando de um conceito ou mera manifestação de Deus! Está tratando uma Pessoa! Jesus Cristo.

Mas o fato do assunto é que quando tratamos desta união, logo entendemos que ela vai além da nossa capacidade de analisar, a defini-la completamente, entender absolutamente tudo, mas mesmo assim, sabemos que existe uma união destas duas naturezas. O Apóstolo Paul afirmou: !Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” De alguma forma, Paulo estava confessando: !eu tenho uma personalidade dupla.” Eu não gosto de usar estes termos frequentemente pois hoje em dia os psicólogos fazem bastante bagunça destes termos. Todavia freqüentemente ouvimos pessoas honestas dizerem: !Parte de mim quer fazer isto, outra parte de mim quer fazer aquilo.” Você já sentiu assim? Sabe por quê? É porque você é a descendência de Adão. Mas não é assim com Cristo. Ele não é descendência de Adão. Ele não tinha uma personalidade dupla. Eu não tenho tempo para confirmar tudo, mas nunca houve um momento na vida de Cristo quando parte dEle quis fazer uma coisa e parte dEle uma outra. Nunca. Mesmo que fosse homem, mesmo que fosse Deus, não existia conflito nEle. Não achará nada ao contrário nas Escrituras. Busque-o, acha-o, e me mostre e eu pedirei desculpas. Mas você não descobrirá nada nas Escrituras que apresenta Cristo em dúvida dizendo: !Eu não sei o que Eu vou fazer. Eu gostaria de fazer isto, mas também Eu gostaria de fazer??. Não existe isso nEle. Há união. É uma união misteriosa que vai além do meu entendimento. Ele era Deus manifesto na carne.

A Divindade Não Pode ser Comprometida

Preste bem a atenção e assenta isso como um princípio básico: deidade verdadeira não se compromete. Mas eu não estou dizendo se ela for comprometida ela cessa a ser deidade verdadeira. Existe uma diferença. Eu estou afirmando que deidade legítima não pode ser comprometida. É infalível. É imutável. Ela entende todas as eventualidades. Ela controla tudo. Está vendo, eu faço decisões que são erradas e às vezes tenho circunstâncias em dúvida; e tenho decisões quando quero fazer algo, mas às vezes tenho medo. Sabe por que? Porque existem tantas eventualidades que eu não posso controlar. Mas a mesma não é verdadeira com Deus. Existem tantas coisas cotidianas que eu não conheço, mas isto não é verdade com Deus. E existem tantas coisas das quais eu estou incerto, mas isto não é verdade com Deus. Você já fez algo e depois pediu desculpas? Deus nunca faz isso. Está vendo? A própria natureza de Deus impede toda a argumentação daqueles que promovem a possibilidade de Cristo a cometer pecado. Ele não é descendente de Adão. Pastor Laurêncio Justice tratou bem o assunto disto ontem à noite quando tratou da maneira que Cristo foi concebido no ventre de Maria. E, eu não sou um cientista. Eu tenho ouvido muitos argumentos deste assunto e eu estou maravilhado às vezes de algumas idéias apresentadas. Talvez seja do seu conhecimento de um artigo de M. R. De Haan sobre a composição química do sangue e multidões foram fisgados por este artigo. E eu até fiquei envergonhado quando alguns dos meus colegas promoveram esta idéia. Eu quero lhe dizer algo importante: tudo disso é além do nosso entendimento; e as afirmações que o M. R. DeHaan fez, nem eram de um ponto de vista médico. Não podem ser provadas de um foco médico. Mas a verdade é que tudo disso é além de nós. Ele não foi da geração de Adão; Ele foi o último Adão. Observe 1Co 15.45: !o último Adão em espírito vivificante.” Adão foi feito alma vivente e !o último Adão em espírito vivificante?. Entende-se, existe uma diferença entre !vivente? e ?vivificante?. Por exemplo, eu sou uma alma vivente. Mas eu não sou nada vivificante pois ?vivificante? significa a capacidade ou envolvimento em ativar vida. Não um ?espírito vivificado? pois, isto seria igual à uma alma vivente, entende Cristo não foi um espírito vivificado, mas um espírito vivificante. Este é um gênero completamente diferente. Cristo é o último Adão, Ele é Deus. Ele é feito na semelhança de Deus, até na Sua humanidade. O tempo não me permitirá a abrir este assunto e eu não devo, pois é um assunto diferente. Mas deixa me avançar a uma outra verdade. Adão ! preste bem a atenção ? sendo uma criatura foi absolutamente dependente na graça de Deus para manter a sua santidade. Eu estou sempre envergonhado quando escuto um pregador Batista afirmar publicamente, !Adão foi criado inocente.” Obviamente Adão foi, e também foram todas as árvores no jardim e todos os cachorros e os passarinhos e tudo demais. O que importa o fato que Adão foi criado inocente? Dizem que Adão pecou porque Deus criou nele a capacidade de fazer uma escolha. Este raciocínio iguala a afirmação que gatos sobem nas árvores porque eles têm quatro pernas. Jumentas têm quatro pernas, também, mas elas não sobem nas árvores. É um argumento estúpido. É lógica desarrazoada. Adão foi criado positivamente santo. Como poderia Adão perder aquela santidade? Me ajude aqui um pouco. Ele caiu por pecar? Ou ele pecou caindo ou porque ele caiu? Agora, eu conheço a resposta desta porque a Bíblia me dá a razão, mas sem a Bíblia eu não poderia lhe dar uma resposta. A Bíblia diz de Judas que se desviou, ou seja pelo pecado o homem caiu (At 1.25; I Jo 3.4). Mas como pode um homem não caído cometer iniqüidade? Ou, se olhasse de forma diferente, como poderia ele ter caído sem pecar? Em outras palavras, você não pode descrever a origem de pecado. A não ser que você afirma isto: Deus criou Adão com o propósito de trazer a Ele um povo eleito que seriam salvos pelo sacrifício do Senhor Jesus Cristo. Eu entendo que esta idéia entra na área de lapsarianismo e entendo que a minha afirmação me colocaria do lado de supralapsarianismo, mas realmente não me importa tanto um quanto o outro, pois creio que estamos pensando além da nossa capacidade de raciocinar quando falamos deste assunto. Por isso, se eu for errado nem mesmo me faça nervoso.

O Propósito do Decreto Eterno de Deus

Eu creio que Deus reteve a graça de Adão para Se glorificar pela redenção que está em Jesus Cristo. E eu creio que a Bíblia provaria isso se tivesse tempo a desenvolvê-lo. A Bíblia confirmará isso. O cerne do assunto é que, como este assunto desenrola, a queda de Adão foi decretado por Deus. Isto não quer dizer que Adão não era culpado. O decreto não justifica o seu pecado, mas a sua queda foi decretada por Deus. Se você não crê nisso, o problema é que você não entende os desígnios de Deus. O decreto de Deus inclui todos os eventos que virão a acontecer. Adão transgrediu porque foi decretado; por que o decreto de Deus incluiu a queda? Porque Deus fazendo isso nos mostra que somos dependentes totalmente na graça de Deus por tudo. Quero dizer, você cairia da graça depois de ter entrado no Céu se não fosse a graça de Deus. Se não existisse a natureza da graça não existiria a segurança eterna.

Quem Peca São os Pecadores

Preste bem a atenção: Adão tornou um pecador por pecar. Você não torna um pecador por pecar. Adão sim, mas você não. Você peca por ser pecador. Agora se segue este princípio ? que você peca por ser um pecador; quer dizer, você faz o que você faz por ser o que você é. Agora pergunto: como Cristo poderia ter pecado se não fosse um pecador? Você entende o que estou afirmando. Em outras palavras, porque a própria natureza de Cristo de não ser pecadora nos afirma que Ele não poderia ter pecado. Jesus Cristo não poderia ter cometido pecado porque Ele não era a descendência de Adão. Ele era a descendência da Divindade. Escuta as Suas palavras a Sua mãe em Caná: !Mulher, que tenho eu contigo?? Você já quis saber o que esta frase significava? Eu não sei o que significava; quando você descobre, me diga. Mas eu acho que tem a ver com este assunto.

Conclusão

Grave isso na sua mente ! e eu estou terminando ? grave na sua mente a natureza de Cristo: Quem Ele foi; o que Ele era; O que Deus é; e, fazendo assim, necessitará a rejeitar a idéia de qualquer pecabilidade hipotética do nosso Senhor Jesus Cristo. Ele era o Cordeiro sem mancha e mácula. Ele era !o santo? que de Maria havia de nascer sem qualquer efeito e influência da natureza pecaminosa de Adão. Pastor Laurêncio Justice mencionou ontem à noite que seria tolice a pensar que Maria foi nascida sem pecado ou veio ao tempo de dar a luz sem ter cometido pecado. Eu concordo plenamente com ele. Ela era uma pecadora; Ele era o Salvador dela. Somente pecadores necessitam de salvadores. Portanto, a idéia que ela não era pecadora é tolice. Mas a verdade é, tanto mais se reconheça Quem Cristo é, quanto entenderá que é indubitavelmente necessário a impecabilidade absoluta. Obrigado por seu tempo.


Transcrito de cassete: Joy Ellaina Gardner 10/2006 – Tradução: Joy Ellaina e Calvin Gardner 04/2007 – Autor: Pr Forrst Keener – Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Cristo virá de novo?

(Arquivo em tradução) Uma exposição da loucura, falácias e falsidades de Shailer Mathews – De RA Torrey, 1918 – Nota do Tradutor: (Shailer Mathews foi um teólogo progressista, defendeu as preocupações sociais, como parte da mensagem do Evangelho Social, e submetendo os textos bíblicos ao estudo científico, em oposição aos cristãos conservadores da sua época. Ele incorporou a teoria evolucionista em seus  pontos de vista religiosos, observando que os dois não eram mutuamente exclusivos). R.A. Torrey, escreveu em 1918 um livro para refutar os ensinos de Shailer Mathews. Ele introduz assim a importância do tema: “Um dos panfletos e livros mais perigosos e prejudiciais publicados nos últimos dois anos (1916-18) é o folheto de Shailer Mathews, intitulado “Will Christ Come Again?” (Cristo virá de novo?).

O Instituto Americano de Literatura Sagrada (American Institute of Sacred Literature – 1880-1943), com os grandes recursos sob seu comando, parece ter envidado seus mais fortes esforços para colocar este panfleto nas mãos de todos os ministros e proeminentes obreiros cristãos na terra. Nesta tentativa eles tiveram a sincera e ativa cooperação de muitos ministros influentes e corpos religiosos. Quando o panfleto apareceu pela primeira vez, pareceu a muitas pessoas ponderadas como se o raciocínio do panfleto fosse tão fraco e muitas das declarações tão manifestamente falsas que o panfleto faria bem ao invés de prejudicar servindo para abrir os olhos de muitos para a fraqueza de a causa dos pós-milenaristas, que se sentiram compelidos a recorrer a métodos como os ilustrados no panfleto para sustentar sua causa em declínio. Na verdade, este panfleto teve esse efeito esperado em muitos; mas, por outro lado, muitos estavam tão determinados que não seriam pré-milenaristas que estavam prontos a receber cordialmente qualquer coisa que atacasse o pré-milenarismo, embora estivesse cheio do veneno da incredulidade. Além disso, não poucos foram cegados pelas sutilezas do panfleto.

Uma ilustração marcante disso é encontrada no fato de que a Sociedade Missionária Estrangeira das Mulheres da Igreja Metodista Episcopal, uma das sociedades missionárias mais honradas e influentes neste país, enviou um cópia deste panfleto a cada um dos quinhentos missionários que eles apóiam em diferentes partes do mundo, elogiando seriamente o panfleto, e a esposa de um dos Bispos da Igreja Metodista Episcopal, uma mulher talentosa e influente, Sra. Clotilda L. McDowell escreveu uma carta para cada um desses missionários, enviando-a com o panfleto e dizendo: “O folheto anexo, declarando com grande precisão, a posição da Igreja Metodista Episcopal sobre esta importante questão”. Certamente é surpreendente quando uma sociedade missionária estrangeira, liderada por uma mulher da influência da Sra. McDowell, apóia oficialmente um panfleto que não apenas ataca a teoria pré-milenista do retorno de nosso Senhor, mas nega nos termos mais claros que Ele jamais virá de novo. pessoal e corporal, e além disso, desacredita e zomba do claro ensinamento de nosso Senhor Jesus Cristo e dos Apóstolos,, e constantemente procura minar a confiança na absoluta confiabilidade das Escrituras tanto do Velho quanto do Novo Testamento.

Na página 21 deste panfleto, encontram-se estas palavras: “Será que Cristo voltará? Respondemos com toda a reverência, não no sentido em que os primeiros cristãos (e de todo o panfleto é evidente que” os primeiros cristãos” Shailer Mathews inclui Jesus Cristo e os Apóstolos) […] esperados Nunca no sentido que os pré-milenistas de hoje afirmam (isto é, como o contexto imediato no panfleto deixa claro, pessoalmente, visivelmente, corporalmente). Somos informados por outro Bispo da Igreja Episcopal Metodista de que a Sra. McDowell e a Diretoria não tinham o direito de tomar essa medida, e presumimos que este Bispo esteja correto em sua declaração, mas, a menos que a Diretoria a tenha tomado, é um ilustração marcante do perigo que há no panfleto.

Não é agradável dizer sobre qualquer homem, mas especialmente sobre um homem que ocupou uma posição tão alta no mundo educacional e na igreja organizada como aquela ocupada pelo Dr. Shailer Mathews, as coisas que seremos forçados a dizer nesta revisão de seu panfleto, mas o próprio Dr. Mathews o obrigou. Porque ele atacou, não abertamente, é verdade, mas não menos verdade, insidiosamente, a honra da Palavra de Deus, a Bíblia, e do Filho de Deus, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Ele disse as coisas mais contumazes e caluniosas sobre ambos, como mostraremos mais adiante, e o homem que ataca a honra e a veracidade de meu Senhor Jesus Cristo, ou que procura minar a fé nesse livro que eu sei ser a Palavra de Deus, sinto-me compelido a lutar contra e a falar nos termos mais francos, não importa quem ele seja e que posição ele possa ocupar. Ao falar dele como “Shailer Mathews”, sem o uso dos títulos que lhe pertencem, nenhum desrespeito é pretendido, mas ele assina a si mesmo. Ele não usa títulos na página de rosto de seu panfleto. Confessamos que o respeitamos ainda mais por isso. Um grande homem não precisa de títulos. Mas Shailer Mathews, como qualquer homem, tem o direito de usar títulos. Ele recebeu o grau honorário de DD por três faculdades: Colby, Oberlin e Brown University. Ele recebeu o grau honorário LL.D. da faculdade estadual da Pensilvânia. De 1899 a 1908 ele ocupou o cargo de reitor da Faculdade de Divindade, e de 1908 até a atualidade da Universidade de Chicago. Shailer Mathews é na verdade um homem muito mais capaz e um estudioso muito melhor e um raciocinador muito mais inteligente do que aparece neste panfleto.

Nesse panfleto, ele tentou escrever sobre um assunto para o qual não deu um estudo completo e honesto. De fato, sua ignorância dos pontos de vista e ensinamentos daqueles a quem ele ataca os pré-milenares é às vezes surpreendente. Além disso, ele se permitiu, neste caso, ser governado por seus preconceitos violentos e amargos, e não por suas faculdades de raciocínio , e, portanto, foi traído nas falácias e falsidades que caracterizam o panfleto do começo ao fim. Há razão para pensar que o seu preconceito mais profundo não é tanto contra a visão pré-milenarista da Segunda Vinda de Cristo quanto contra a autoridade e a inerrância Divinas de nosso Senhor Jesus Cristo e as Apóstolas Inspiradas, e que este proferiu o ataque contra o pré-milenista pretende, na verdade, ser um ataque camuflado à autoridade e confiabilidade de Jesus Cristo e dos escritores do Novo Testamento, que ele não ousou atacar direta e abertamente.

Deixe-me dizer no início que a grande falha do panfleto e o grande perigo que reside nele não é que ataca a visão pré-milenista do retorno de nosso Senhor, mas que persistentemente e constantemente procura desacreditar os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo. e os homens santos de Deus a quem Deus, pelo Seu Espírito Santo, inspirou para escrever o Novo Testamento. Se Shailer Mathews está certo em suas declarações, então Jesus Cristo, como mostraremos mais tarde, foi ou um tolo notório ou uma fraude consumada. Veremos mais adiante que não há como escapar a essa conclusão. 

Para mim, a questão de saber se o nosso Senhor Jesus está vindo antes do milênio ou após o milênio, ou mesmo a questão de se Ele está voltando a esta terra visivelmente e corporalmente a qualquer momento, é uma questão totalmente secundária. A questão de saber se os apóstolos inspirados eram professores infalíveis ou não e, acima de tudo, a questão de saber se o nosso Senhor Jesus Cristo foi ou não um mestre infalível, é da primeira importância. Que Jesus Cristo afirmou ser um professor enviado por Deus, que falou as próprias palavras de Deus, não admite nenhum questionanmento (ver João 12.48,49; 14.24, e 7.16). 

Se nosso Senhor Jesus não foi um professor enviado por Deus, que falou as próprias palavras de Deus, um professor divinamente inspirado e absolutamente infalível, então Ele era um fanático, infelizmente iludido, ou um mentiroso deliberado. Se Ele fosse um ou outro eu devo me recusar a acreditar Nele e me tornar um infiel. Não há meio termo para qualquer pensador lógico tomar. Não há o suficiente do trapaceiro intelectual sobre mim, mesmo se há sobre Shailer Mathews e sua escola, para acreditar que Jesus foi ou infelizmente fanático iludido ou um mentiroso deliberado e ainda afirmam acreditar n’Ele como meu Salvador e Senhor. Mas nosso Senhor Jesus não era nem um fanático tristemente iludido nem um mentiroso deliberado.

Ele (jesus) era o que afirmava ser, um professor enviado por Deus, que falava as próprias palavras de Deus, um professor inspirado absolutamente infalível. Sim, ele era mais que isso; Ele foi tão completamente, mesmo durante a sua vida terrena, Deus manifesto na carne, que Ele poderia dizer verdadeiramente: “Quem me viu, viu o Pai” (João 14.9), e poderia dizer novamente a respeito de si mesmo: “os homens devem honrar o Filho, assim como honram o Pai ” (João 5.23). Deus Todo-Poderoso estabeleceu o Seu selo para estas afirmações estupendas de nosso Senhor Jesus, ressuscitando-o dos mortos; e pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, o que pode facilmente ser mostrado como um dos melhores fatos comprovados da história, Shailer Mathews, ao procurar, embora de maneira dissimulada e com muita sutileza, desacreditar nosso Senhor Jesus Cristo, é provado ser um blasfemo. Isso para começo da introdução. Agora estamos prontos para um exame direto de algumas das tolices infantis e absurdas falácias e grosseiras falsidades e blasfêmias insidiosas do panfleto de Shailer Matthews .

Dr. Mathews começa seu panfleto com estas palavras: “Cristo virá de novo? Alguns dizem sim, e imediatamente. Outros dizem, quando ele foi embora? Ele está presente espiritualmente. Ele não prometeu estar conosco até o fim dos tempos? Essas duas respostas são o resultado de duas maneiras de usar a Bíblia. O que é correto? “

No que se segue imediatamente e em todo o seu livreto, Shailer Matthews deixa claro que ele acredita que o último “modo de usar a Bíblia” está correto. Assim, a principal questão que Shailer Mathews coloca em seu panfleto, e que ele implica não pode ser respondida, é: “Quando Ele (isto é, nosso Senhor Jesus) foi embora?”

Como qualquer estudante da Bíblia, mesmo de inteligência e honestidade comuns, poderia fazer tal pergunta é difícil de entender. A pergunta de Shailer Mathews não é difícil de responder. Nosso Senhor Jesus mesmo respondeu a pergunta; Ele respondeu, por exemplo, em João 14:28, onde Ele diz: “Ouvistes como te disse, vou-me embora e venho a vós. Se me amasseis, ter-vos-eis rejubilado, porque eu vou para o Pai: porque o Pai é maior que eu ” Agora, se nosso Senhor Jesus Cristo quis dizer alguma coisa com estas palavras, e Ele certamente quis dizer algo porque Ele não era tolo, Ele quis dizer que estava SE AFASTANDO ao Pai Celestial. Então o próprio Jesus Cristo nos diz quando Ele foi embora. Ele foi embora quando, depois de ter sido crucificado e ressuscitado, Ele subiu do Monte das Oliveiras, deixando este mundo para trás e indo para outro mundo, do qual outro mundo algum dia, como indicado aqui e mais claramente afirmado em outro lugar, Ele está voltando novamente . A questão de Shailer Mathews também é respondida no primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos, no nono versículo, onde lemos: “E quando Ele disse estas coisas, como elas estavam olhando, Ele foi levado para cima: e uma nuvem O recebeu de fora. sua visão “.

Nestas palavras, Lucas, que, para não falar de sua inspiração, foi um historiador muito preciso, nos diz distintamente QUANDO O SENHOR JESUS ​​FOI EMBORA. Foi quando os discípulos foram reunidos no Monte das Oliveiras e quando Ele lhes deu a ordem de despedida (versos 4-9), e então, enquanto eles olhavam, ele foi embora e foi recebido “fora da vista deles”.

O Apóstolo Pedro também responde a pergunta em Atos 3.19-21: “Arrependei-vos, pois, e voltai, para que os vossos pecados sejam apagados, e para que haja momentos de refrigério da presença do Senhor; e que ELE PODE ENVIAR O CRISTO que foi designado para você, mesmo Jesus QUANDO O CÉU DEVE RECEBER ATÉ OS TEMPOS DE RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS, das quais Deus falou pela boca de Seus santos profetas que foram desde os tempos antigos.”

Pedro aqui distintamente nos diz exatamente quando o Senhor Jesus foi embora e exatamente para onde Ele foi e quanto tempo Ele deve ficar. há. O apóstolo Paulo também respondeu à pergunta de Shailer Mathews em 1 Tessalonicenses 1.9,10, onde lemos: “Pois eles mesmos relatam a nós que maneira de entrar tínhamos para convosco; e como vos desviaste dos ídolos para Deus, para servirmos a um Deus vivo e verdadeiro, e para ESPERAR SEU FILHO DO CÉU, a quem ressuscitou dentre os mortos, sim, a Jesus, que nos livra da ira futura ”. Nos diz, de maneira sincera, que Jesus, ressuscitado dos mortos, deixou esta terra e foi para o céu, e que  um homem verdadeiramente convertido e devidamente instruído está esperando por Ele para voltar. É claro que todos nós sabemos que há um sentido em que Jesus está aqui hoje, que “Ele está aqui espiritualmente”, que Ele prometeu estar conosco pelo Seu Espírito Santo até o fim dos tempos, se formos adiante de acordo com o Seu mandamento e fazer discípulos de todas as nações ( Mateus 28: 18-20 ; cf. João 14: 15-23 ).

Os pré-milenistas insistem tanto nisso quanto nos pós-milenários, ou melhor, do que nos pós-milenaristas; mas a Bíblia faz isso tão claro, que Ele não está aqui da maneira que Ele esteve aqui durante Sua presença corpórea na terra antes de Sua ascensão corporal no Monte das Oliveiras, e da maneira que Ele deve estar aqui novamente quando vier pela segunda vez. A Bíblia deixa claro como o dia em que Jesus se afastou deste mundo, que Ele foi para o Céu, e que Ele deve permanecer no Céu até que o tempo designado venha para Ele voltar novamente. Palavras como aquelas com as quais Shailer Mathews abre seu livro são simplesmente uma tentativa, e uma tentativa fraca e tola, de jogar poeira nos olhos de homens e mulheres irrefletidos. É claro que, se alguém está determinado a não descobrir e aceitar o significado claro da Palavra de Deus, ele pode espiritualizar o sentido claro, “histórico” e pretendido, dessas numerosas passagens que citei; mas ele só pode fazê-lo através de um método de interpretação pelo qual alguém pode também fazer com que a Bíblia signifique algo que ele goste, e pode fazer com que a mentira seja tão aceitável a Deus como verdade, e ganância, cobiça e roubo tão aceitáveis ​​para Deus como abnegação, e adultério tão aceitável a Deus como o santo amor matrimonial. 

Ouça o sistema de interpretação de Shailer Mathews, descrito por  ele mesmo neste mesmo livreto. Ele diz na página 8: “A outra maneira de usar a Bíblia (isto é, a maneira que Shailer Mathews está defendendo neste panfleto), às vezes chamado de histórico, pode ser chamado de senso comum. Os evangélicos que se apegam a ela não estão além de cometer erros por esse método não é sem dificuldades de detalhes, mas eles acreditam na inspiração de profetas e apóstolos pelo espírito de Deus. (Deixe-me chamar a atenção para o fato de que Shailer Mathews soletra “Espírito de Deus” com um pequeno s. Nós pensamos que quando a primeira edição deste panfleto apareceu que isso poderia ter sido um erro tipográfico, mas é repetido nas edições posteriores, e deste e de outros fatos isso é evidentemente intencional). 

Eles sabem que essa inspiração foi progressiva, acumulativa, dependente e adequada a sucessivos períodos de inteligência humana. Evidências os compele a acreditar que  muitas das CRENÇAS DOS PRIMEIROS CRISTÃOS (pelas “crenças dos primeiros cristãos” Shailer Mathews significam os ensinamentos dos apóstolos inspirados, e até mesmo do próprio Senhor Jesus Cristo, embora ele não seja corajoso nem honesto o suficiente para sair e dizer isso, mas todo o seu panfleto mostra inequivocamente que este é o seu significado) só pode ser entendido como eles são estudados à luz dos hábitos de pensamento predominantes em seus tempos. Historicamente os estudiosos da Bíblia distinguem entre as verdades cristãs fundamentais e o método e linguagem usados pelos primeiros cristãos para expressar essas verdades. (O itálico aqui é Shailer Mathews ‘). Eles acreditam que, para realizar essas verdades, AS CONCEPÇÕES DOS HOMENS ANTIGOS DE DEUS PODEM SER TRADUZIDAS EM CONCEPÇÕES MODERNAS exatamente como a língua hebraica ou grega deve ser traduzida para o inglês. ”Shailer Mathews chama o método de interpretação da Bíblia que ele aqui defende, o “método histórico” . Não é absolutamente nada disso. O método “histórico” de interpretação bíblica tem um  sentido claramente definido. O verdadeiro método “histórico” de interpretação É isto que as palavras na Bíblia devem ser interpretadas de acordo com a sua construção gramatical e à luz do uso histórico do dia, e para esse método de interpretação nenhum estudante inteligente da Bíblia tem alguma objeção. Shailer Mathews, entretanto, substituiu por esse método realmente “histórico” um método inteiramente diferente de interpretação, e o chama de método “histórico”, o que não é de todo. Ele também o chama do jeito do senso comum”, mas se alguém olhar para ele por um momento, ele verá que, longe de ser“ o senso comum ”, é um absurdo absoluto. É um método de interpretação quenenhum tradutor fora de um asilo lunático sonharia em se aplicar a Platão, Homero, Virgílio, Horácio ou a qualquer outro livro que não a Bíblia. 

Shailer Mathews diz ainda: “As concepções desses antigos homens de Deus têm que ser traduzidas em concepções modernas exatamente como a língua hebraica ou grega deve ser traduzida para o inglês.” Alguns momentos de consideração mostrarão que essas palavras também de Shailer Mathews é um absurdo absoluto. Traduzindo palavras hebraicas e gregas, e construções gramaticais e expressões idiomáticas em suas palavras, construções e idiomas ingleses exatamente correspondentes é uma coisa, uma coisa razoável e de senso comum, mas traduzindo os PENSAMENTOS da “antiga homens de Deus”, ou qualquer outra pessoa, EM OUTROS PENSAMENTOS totalmente alheios à sua própria e muitas vezes contraditória com os seus próprios, não é tradução de modo algum, e toda essa sentença é simplesmente uma tentativa ridícula de defender a substituição por Shailer Mathews e outros de seus caprichos evolucionários (e revolucionários), pelo que Jesus Cristo e os inspirados apóstolos realmente ensinaram. Qualquer um que pare e pense deve ver que isso não é tradução, é distorção, perversão, substituição e prostituição. 

Shailer Mathews prossegue dizendo: “Assim, a questão é clara. Não é entre aqueles que acreditam na Bíblia e aqueles que não acreditam nela. É entre os modos de usar a Bíblia ”. Essa afirmação é uma falsidade absoluta. A questão é exatamente entre aqueles que acreditam na Bíblia, aqueles que traduzem palavras hebraicas e gregas em inglês equivalente palavras, e creia no que é dito pelos vários escritores da Bíblia, e naqueles que lançam ao mar o que a Bíblia diz, substituindo outra coisa por ela, simplesmente porque não acreditam no que a Bíblia diz. Se um homem deve raciocinar em um tribunal de justiça como Shailer Mathews raciocina nesta passagem, ele seria ridicularizado fora do tribunal. São apenas “teólogos” que recorrem a uma lógica tão absurda. O “modo de usar a Bíblia” que Shailer Mathews aqui defende é o de colocar a Bíblia e o que ela diz completamente de lado e substituindo por seus ensinamentos o que ele acha que é exigido pelo moderno método evolutivo de pensamento. 

Shailer Mathews confessa que, se quisermos levar a Bíblia à sua Como se toma qualquer outro livro do passado ou do presente, “o propagandista pré-milenarista” é “fiel à Bíblia”, mas ele tenta explicá-lo dizendo ao premillenarian que “ele é realmente fiel a um livro ”. maneira imprópria de usar a Bíblia. Sua lealdade à Bíblia equivale a fazer PALAVRAS E CONCEPÇÕES OUTROS OU TEMPORÁRIOS igualmente verdadeiras com o que eles tentam expressar. ”(P. 9). Para isso, diria que não há outra forma de lealdade à Bíblia ou a qualquer outro livro do que levar as “palavras e concepções” a dizer o que dizem, e chamá-las, como Shailer Mathews faz claramente nesta frase, “ PERÍODOS E CONCEPÇÕES DE OUTROS OU TEMPORAIS ”, deve ser Fiel à Bíblia e despejar desprezo na Bíblia, e mostra que, apesar de toda a sua torção e virada, Shailer Mathews descrê da Bíblia e deseja substituir o que a Bíblia ensina, algo inteiramente diferente que ele imagina que a filosofia evolucionária ensina. 

Shailer Mathews deveria ser homem o suficiente para sair e dizer isso, mas ele não é. Como alguém pode ser tão bobo e irracional a ponto de ser cegado por tais palavras falsas como as de Shailer Mathews é mais do que eu posso entender, mas centenas e provavelmente milhares de pregadores na América e muitos missionários no exterior foram cegados por eles. O que o Shailer Mathews aqui chama de “o método histórico de interpretação” é o método infiel, não um método infiel viril e corajoso, mas um método infiel covarde e furtivo. Por qualquer método de interpretação, você pode fazer o Alcorão, ou toda a literatura moralmente podre da índia, cheirando à vileza mais indizível e indescritível, tão valiosa quanto a Bíblia. 

Se Shailer Mathews deseja livrar-se do ensinamento claro e cristalino da Bíblia, como ele, sem dúvida, faz, por que ele não é honesto o suficiente para sair e dizer isso? Por que ele não vem diretamente e diz que a Bíblia é uma confusão de erros e falsidades?  A falta fundamental com Shailer Mathews e toda a sua escola de pensamento é a falta de honestidade intelectual comum e de uma quantidade decente de coragem. Quando ele se refere, como ele faz inconfundivelmente a partir do que ele diz na conexão, aos ensinamentos dos inspirados Apóstolos e do Senhor Jesus Cristo Ele mesmo nunca fala deles como os ensinamentos dos Apóstolos e do Senhor Jesus, mas fala deles repetidas vezes como “as crenças dos primeiros cristãos”. Ele sabia perfeitamente bem que qualquer homem ou mulher que tivesse até mesmo uma quantia mensurável e decente de fé em Jesus Cristo e na Bíblia, ressentiria se ele falasse tão desdenhosamente do que foi claramente exposto como os ensinamentos do próprio Jesus Cristo e dos apóstolos inspirados , por isso ele não chama esses ensinamentos de ensinamentos dos Apóstolos e de Jesus Cristo, mas “as crenças dos primeiros cristãos”. Isso ele faz repetidas vezes, e então continua imediatamente, uma e outra vez, para se referir a coisas que os apóstolos ou o próprio Jesus Cristo ensinou, e muitas vezes ele se refere ao que ambos ensinaram, no ridículo e desprezo. Todo o seu método de argumentação seria indigno de um advogado da corte policial suspeito.

Na página 4, Shailer Mathew diz: “Vamos primeiro olhar para o material bíblico”. Isso soa encorajador, mas no que se segue, nem por um momento ele olha para o material bíblico de maneira específica e honesta, ou com qualquer intenção de aceitar o ensino das Escrituras. Não há uma citação explícita das Escrituras em todo o livro. Toda a tentativa do livreto é desviar a atenção do leitor das coisas que a Bíblia diz explicitamente. Existem indubitavelmente alusões às Escrituras, mas o Dr. Mathews evita escrupulosamente citar as Escrituras, e algumas de suas alusões são caricaturas grosseiras. 

Em uma de suas alusões dadas em conexão direta com suas palavras: “Vamos primeiro olhar para o material da escritura”, de fato as palavras imediatamente a seguir, ele diz, “Os primeiros cristãos acreditavam que Jesus retornaria durante a vida de sua geração. Esta esperança está em quase todas as páginas do Novo Testamento. ”Qualquer um que esteja familiarizado com o Novo Testamento sabe que esta afirmação é uma das asserções mais ousadas e imprudentes já escritas por um homem supostamente sério. Como qualquer homem que desejasse manter a confiança de seus leitores poderia ter se deixado trair em uma declaração tão selvagem e imprudente, é difícil de entender. Há 285 páginas na cópia do Novo Testamento que eu agora segure na minha mão. Alguém acredita por um momento que existem 285 lugares que indicam, ou sugerem, que “os primeiros cristãos acreditavam que Jesus retornaria durante a vida de sua geração?” Tal esperança tão longe de ser encontrada 285 vezes no mundo. O Novo Testamento não é encontrado cem vezes, nem dez vezes, nem há um único exemplo em que se afirme que o Senhor Jesus retornaria durante a vida da geração então viva. É verdade que há algumas passagens no Novo Testamento que alguns comentaristas afirmaram que Jesus Cristo retornaria durante a vida daquela geração, os exemplos mais notáveis, aqueles mais frequentemente apelou para, sendo Matt. 24:34 e 1 Tessalonicenses 4:16 Em Matt. 24:34 nos é dito que nosso Senhor disse: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas sejam cumpridas”, mostrando que o Senhor Jesus Cristo ensinou que a geração que  vive quando Ele fala não passará até que Sua vinda seja realizada novamente. Mas se alguém estuda esta passagem no contexto, a única maneira de estudar qualquer passagem na Bíblia, ele descobrirá que “por esta geração” nosso Senhor não quis dizer a geração que viveu na terra quando Ele estava aqui, mas a geração que vive quando os sinais de que Ele tinha acabado de falar aconteceram. As palavras são imediatamente após a parábola da figueira, toda a ideia de qual é a rapidez com a qual o verão se aproxima depois que o ramo da figueira se torna tenro e “estende suas folhas”, e prossegue para diz isso estes sinais, dos quais Ele falou nos versos imediatamente anteriores , são os sinais do próximo verão, como o 
galho da figueira tornando-se terno e apresentando folhas, e que, portanto, quando todos esses sinais são vistos, enfatizando especialmente a grande tribulação e o escurecimento do 
sol que se seguirá, então se saberia que o verão de Sua vinda à terra está próximo, e que se 
pode dizer que antes que a geração viva, todas essas coisas serão cumpridas. Toda a compreensão errônea do significado dessas palavras de nosso Senhor Jesus vem 
de um dos mais cruéis métodos de interpretação, o de extrair um verso de seu contexto. É o mesmo pensamento ao qual nosso Senhor Jesus dá voz em Lucas 21:31-33: “Assim também vós, vendo estas coisas acontecerem, sabei que o reino de Deus está próximo. 
Em verdade eu te digo que esta geração (evidentemente a geração então vivendo quando eles virem estas coisas acontecerem”) não passará até que todas as coisas sejam cumpridas. ” 

E é nessa conexão imediata que Ele disse: “Quando essas coisas começarem a acontecer, olhe para cima e levante suas cabeças; porque a sua redenção está próxima. ” A outra passagem mais apelada para aqueles que querem que pensemos que os primeiros cristãos ensinaram que Jesus viria durante a sua vida, é 1 Thess. 4:15-17: “Porque isto vos dizemos pela palavra do Senhor: os que estiverem vivos, que restam à vinda do Senhor, de
modo algum precederão os que por acaso adormeceram. Pois o próprio Senhor descerá do céu com um grito com a voz do arcanjo e com a trombeta de Deus;  e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares; e assim estaremos para sempre com o Senhor”.

Sustenta-se que aqui Paulo ensinou que ele seria esteja vivo quando o Senhor vier, pois ele diz: “nós, os que estamos vivos, que restaram”. A isso se diz que Paulo, naturalmente, se inclui com os que então estavam vivos, pois certamente ainda não morrera. e como poderia, por qualquer possibilidade, se colocar com aqueles que já estão mortos? Mas ele nem por um momento afirma que ele ainda estaria vivo no momento em que o Senhor descer do céu. Ele certamente estava vivo quando escreveu. Ele pode ser que neste período de sua vida Paulo esperava estar vivo quando o Senhor veio, mas não estamos preocupados com o que Paulo esperava, ou mesmo pensamento, mas o que Paulo realmente ensinou, e ele certamente não ensina aqui nem em qualquer outro lugar que Jesus retornaria durante sua vida. Nem o Senhor Jesus ensina em qualquer lugar, nem qualquer outro escritor do Novo Testamento ensina. Todo o propósito deste argumento na parte de Shailer Mathews é, obviamente, desacreditar o testemunho do Senhor Jesus e do Apóstolo Paulo, tentando mostrar que eles estavam enganados neste ponto do tempo de seu retorno, e, portanto, pode estar enganado sobre toda a questão; mas a tentativa resulta em fracasso absoluto. Os pré-milenistas não baseiam sua visão sobre o que “os cristãos primitivos acreditavam”, mas sobre o que nosso Senhor Jesus ensinou e o que “os homens santos de Deus” foram ensinados “movidos pelo Espírito Santo”.

Seguindo essa tentativa de desacreditar as Escrituras e os ensinamentos de nosso Senhor, Shailer Mathews diz na página 5: “É difícil enfatizar que o imediatismo desses eventos, cuja expectativa era parte da herança religiosa do primeiros cristãos, era um 
elemento essencial em sua esperança
.” Esta afirmação é absolutamente falsa. A possibilidade de que o Senhor Jesus pudesse vir em breve para que os Seus o tirassem deste mundo antes da grande tribulação era um elemento em sua esperança a fim de mantê-los observando e observando, mas tão longe da “imediaticidade” daquele vindo sendo uma parte essencial de sua esperança, não há nem uma palavra na Bíblia, quando corretamente interpretada em 
relação ao seu contexto, para mostrá-la. É verdade que nosso Senhor Jesus fez, pois Seu próprio e sábio propósito, que é fácil de entender, retém do conhecimento de Seus discípulos todas as informações sobre o tempo de Seu retorno. Houve uma boa razão para isso, na qual não é necessário ir no tempo presente. E como eles não deveriam “conhecer os tempos ou as estações, que o Pai estabeleceu dentro de Seu próprio autor” (Atos 1: 7), era natural que eles esperassem que Ele viesse em sua própria vida, ou durante A vida daquela geração de crentes. Mas o Espírito Santo nunca permitiu que um ÚNICO ESCRITOR DO NOVO TESTAMENTO ENSINAR que Ele retornaria. Portanto, esta tentativa de Shailer Mathews de desacreditar o Novo Testamento cai completamente.

Que “o imediatismo desses eventos” não é “um elemento essencial em sua esperança” é ainda mais evidente pelo fato de que nosso próprio Senhor Jesus falou uma parábola com o propósito expresso de corrigir a ideia equivocada que Seus discípulos tinham naquele tempo ( que foi antes de Pentecostes, quando eles estavam qualificados para serem os escritores infalíveis dos livros da Bíblia), que “o reino de Deus” deveria “ aparecer imediatamente”. Nós lemos: “E como eles ouviram estas coisas, Ele adicionou e falou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e porque supunham que o reino de Deus deveria aparecer imediatamente. Ele disse, portanto, um certo nobre entrou em um país distante, para receber para si um reino e volte. ”(Lucas 19:11,12). Aqui nosso Senhor Jesus, em vez de insistir no imediatismo de Sua vinda, enfatizou o fato de que deve haver um período considerável de intervenção antes que Ele retornasse. De maneira semelhante em Lucas 20: 9 Ele diz: “Um homem plantou uma vinha, e a distribuiu a lavradores, e foi para outro país por um longo tempo”. Em outros parábolas do reino e de Seu retorno, O Senhor ensinou que a Sua vinda, em vez de ser imediata, deveria estar no “fim do mundo (a palavra traduzida“ mundo ” deveria ser traduzida“ idade ”)” ( Mt 13:39 ). E em um de maneira semelhante no versículo 49 do mesmo capítulo Ele ensina que os eventos relacionados com a Sua vinda devem ser “no fim dos tempos”, indicando claramente que idade iria intervir antes de sua segunda vinda. Em Matt. 24:4-8 nosso Senhor Jesus fala de uma longa série de eventos, que levariam muito tempo para o seu desenvolvimento, e diz que mesmo quando esta longa série de eventos acontece, “o fim ainda não chegou!” Em Matt. 28: 19 , 20 e Atos 1: 6-8 nosso Senhor distintamente diz a Seus discípulos que eles deveriam ir e fazer discípulos “de todas as nações” e que eles deveriam ser testemunhas “até os confins da terra”, que certamente levaria um longo tempo, e que mostra conclusivamente que a afirmação de Shailer Mathews de que “imediatismo” “era um elemento essencial em sua esperança” do
retorno do Senhor, é totalmente sem fundamento e exatamente contrário aos fatos do caso.

Para mostrar ainda mais a total falsidade da afirmação de Shailer Mathews de que “imediatismo” “era um elemento essencial em sua esperança (isto é, na esperança e ensino de Cristo e dos Apóstolos)” deve ser cuidadosamente observado que João nos diz claramente que Jesus dissea Pedro, o líder da companhia apostólica, que ele (isto é, o Senhor Jesus) não viria na vida de Pedro, e descreve a Pedro exatamente como ele deveria morrer, e além disso lhe diz que sua morte não deveria veio até que ele era velho, e que, consequentemente, a vinda do Senhor, necessariamente, não poderia ocorrer até que Pedro tivesse envelhecido e morrido ( João 20:18 , 19 ), e mais ainda quando João sabia que alguns inferiram das palavras do Senhor Jesus para ele que João, pelo menos, viveria até a segunda vinda de Cristo, João lhes disse categoricamente que isso era um equívoco total do significado das palavras de Jesus, e que Jesus nunca disse nem sugeriu que Sua vinda seria mesmo na vida do apóstolo João, embora ele sobrevivesse a todos os outros apóstolos. Isso mostra claramente quão completamente infundada, selvagem e imprudente, a declaração de Shailer Mathews de que “os primeiros cristãos acreditavam que Jesus retornaria durante a vida – de sua geração”, e que “essa esperança está em quase todas as páginas do Novo Testamento.”

De qualquer forma, se quisermos desacreditar os ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos, como Shailer Mathews tenta laboriosamente fazer nesta passagem e em outros lugares, a questão 
não é o que “os primeiros cristãos” podem ter “crido”, ou “esperado”, mas o que Cristo e os outros autores do ensino do Novo Testamento realmente ensinaram. Se pudesse ser provado que os escritores e oradores do Novo Testamento esperavam e acreditavam que Cristo viria novamente durante sua vida, não minaria, no mínimo, a confiabilidade e confiabilidade do ensino de Jesus Cristo e dos apóstolos inspirados, a menos que pudesse ser mostrado que eles ensinaram que Jesus Cristo viria novamente durante a sua vida. E não só não pode ser mostrado que eles ensinaram que “em quase todas as páginas do Novo Testamento”, mas pode ser mostrado que eles nunca ensinaram em um único exemplo. Declarações precipitadas, selvagens e imprudentes não podem ir mais para reforçar uma causa sem esperança do que Shailer Mathews 
foi no comunicado citado.

Na página 4, sob a mesma cabeça de olhar “para o material bíblico”, Shailer Mathews caricatura da seguinte maneira alguns dos ensinamentos de nosso próprio Senhor Jesus e dos Apóstolos. Ele diz: “Depois do fim daqueles mil anos, esse grupo acreditou que haveria uma luta poderosa entre o Cristo e as forças de Satanás, uma ressurreição geral e um julgamento, quando os espíritos seriam trazidos do Seol, uma grande caverna sob a terra, e levado para o céu, quando eles se encontrariam vivem pessoas que haviam sido “transformados”, ao justo seria dada novos corpos, e, posteriormente, iria viver em felicidade eterna enquanto o ímpio seria enviado de volta para o abismo de fogo preparado para o diabo, seus anjos e os gigantes para 
queimarem para todo o sempre”. Não há necessidade de comentários extensos sobre estas palavras. Nós simplesmente as citamos para mostrar o espírito e temperamento de Shailer Mathews em toda essa discussão. Parece que ele estava aprendendo com o coronel Ingersol.

Na página 5, Shailer Mathews diz: “Toda a expectativa messiânica, na medida em que lidou com o futuro,

não se origina com os cristãos (até agora os itálicos são Shailer Mathews ‘). Como judeus, eles herdaram isso do judaísmo. Para usar apenas um exemplo: A ideia dos mil anos vem da literatura judaica, como o Livro de Enoch, escrito após o encerramento do cânon do Antigo Testamento.

. . . Um estudo de toda a literatura dos judeus de 175 A.C mostrará onde os outros elementos do pré- milenismo se originaram. ”É claro que esta é uma tentativa de desacreditar o pré-milenarismo, e de fato todo o“ messianismo” do Novo Testamento, atribuindo a ele uma origem judaica extra bíblica. Shailer Mathews retorna a essa mesma tentativa na página 17, onde ele diz: “Judeus piedosos escreveram um número considerável de apocalipses que surgiram por volta de 175 aC e continuaram a ser escritos até aproximadamente 100 dC Esses apocalipses constituem uma literatura simbólica e alegórica. Suas figuras de linguagem são precisamente aquelas que os primeiros cristãos do Novo Testamento usavam. Com o passar do tempo, a tendência de literalizar esses figuras de linguagem tornaram-se muito pronunciadas, pois eram usadas por homens não acostumados aos métodos de homens como aqueles que escreveram o Livro de Enoque, o Livro dos Jubileus, a Ascensão de Isaías e outras obras dessa classe. Por fim, os homens chegaram a tomar muito desse simbolismo literalmente. Isso era verdade para alguns dos primeiros cristãos ”. Agora, toda essa implicação de que nosso Senhor Jesus Cristo e os Apóstolos inspirados (a quem Shailer Mathews não nomeia especificamente, mas fala apenas como “alguns dos primeiros cristãos”, mas em toda a sua folheto, suas referências aos ensinamentos que ele está procurando desacreditar como sendo de origem judaica extra-bíblica, são sugeridas pelos ensinamentos muito explícitos de Cristo e os Apóstolos) derivaram seus ensinamentos da literatura apocalíptica judaica, a literatura apocalíptica é totalmente falsa. Quer isso resulte de uma ignorância colossal ou de um 
desejo intencional de deturpar, não diremos, apesar de sermos relutantes em suspeitar de Shailer Mathews do último. Em qualquer caso, a implicação é absolutamente falsa e totalmente contrária aos fatos do caso, e se Shailer Mathews tivesse um conhecimento profundo desta literatura apocalíptica a que ele se refere, e também dos profetas do Velho Testamento, e a relação do Novo Testamento. ensinando aos profetas do Antigo Testamento, e se ao mesmo tempo ele fosse um homem completamente honesto,ele nunca teria se entregado a tais insinuações. Esta representação da origem do ensino pré-milenista no Novo Testamento é facilmente provada como sendo falsa. Algumas coisas no Livro de Enoch, e possivelmente algumas coisas em alguns dos outros escritos apocalípticos (dos quais pelo maneira não havia tal número como Shailer Mathews implica) pode ter alguma semelhança com algumas das coisas ditas por nosso Senhor Jesus Cristo e os apóstolos nos escritos do Novo Testamento , mas é raciocínio muito superficial que salta à conclusão de que, portanto, Cristo e os apóstolos os derivaram dos “apocalipses que surgiram por volta de 175 aC e continuaram dentro de aproximadamente até aproximadamente 100 dC”.

A explicação muito evidente de quaisquer semelhanças que possam ser descobertas é que os escritores desses apocalipses estavam saturados com concepções e fraseologia do Velho Testamento (A Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional, o livro mais confiável do personagem que existe, na página 164, falando desses escritos apocalípticos aos quais Shailer Mathews se refere, diz: “Todos estes levam o Livro de Daniel como modelo”), e Cristo e os Apóstolos também estavam saturados com concepções e fraseologia do Antigo Testamento, e, portanto, não havia, semelhantemente, algumas semelhanças de concepção e fraseologia entre os ensinamentos de Cristo e os apóstolos e os desses escritos apocalípticos. Que qualquer um tome as palavras de nosso Senhor Jesus e do Livro do Apocalipse e outras profecias do Novo Testamento, e consulte um bom livro de referências do Antigo Testamento (por exemplo, O Tesouro do Conhecimento das Escrituras), e elas logo irão descubrir que uma parte muito grande do que Jesus disse, e o que os Apóstolos escreveram, e especialmente do que está contido na revelação, é ou citação verbal ou clara alusão às declarações proféticas do Antigo Testamento (por exemplo, cf. Ezequiel , capítulo 1 com Apocalipse, capítulos 4 e 5, Ezequiel 3: 3 com Apocalipse 10:10 , Ezequiel 8: 3 com Apocalipse 13:14 , 15 , Ezequiel 9 com Apocalipse 
7 e Ezequiel 10 com Apocalipse 8: 1-5 ).  Jesus Cristo e os apóstolos foram inegavelmente saturados com as concepções e fraseologia do Antigo Testamento Os profetas e seus ensinamentos eram em grande parte derivados ou, pelo menos, construídos sobre seus ensinamentos. Mas não em um único exemplo foram seus ensinamentos construídos  sobre o ensino dos escritores apocalípticos extra-bíblicos a quem Shailer Mathews os atribui. 

A afirmação de ShailerMathews não é apenas absolutamente falsa, mas revela uma grande ignorância do ensino do Antigo Testamento. Nós cordialmente admitimos que muito da “expectativa messiânica, na medida em que lidou com o futuro, não se originou com os cristãos”, mas, por outro lado, certamente não se originou, como Shailer Mathews afirma com calúnia, com o apocalíptico judaico. literatura que surgiu de 175 aC a 100 dC Originou-se com aqueles homens que “falaram de Deus, sendo movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1: 21), os profetas do Antigo Testamento, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outras. Isto é, originou-se com Deus, o Espírito Santo. Neste sentido, o ensinamento de Jesus Cristo e dos Apóstolos em relação à segunda vinda de Cristo é de origem judaica, isto é, veio da Antiga Testa judaica. Escrituras, que foram dadas por inspiração de Deus. Mas isso é algo contra isso? Como acabamos de ver essas “idéias judaicas” foram dadas por inspiração de Deus (veja 2 Pe 1:21; 2 Tm 3:16, 17). Jesus Cristo era “de origem judaica”. Devemos, portanto, entregá-lo e aceitar Shailer Mathews, que é de boa e velha estirpe da Nova Inglaterra, e estudou em um Colégio Americano (Colby), e um Instituto Teológico Americano (Newton), e uma Universidade Alemã (Berlim), em Sua Lugar, colocar? Sim, neste sentido a doutrina pré-milenar é de origem judaica, e pela palavra de nosso próprio Senhor Jesus Cristo, “a salvação é dos judeus” (grego, “dos judeus”), ou seja, de origem judaica (João 4 : 22). Shailer Mathews, em sua tentativa determinada de desacreditar os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo e dos Apóstolos Inspirados, diz na página 6: “O premilenário diz que essas crenças (isto é, como aparece na próxima sentença) ,“ a crença dos primeiros cristãos ”) devem ser usados ​​como ensinamentos infalíveis. O que quer que o Novo Testamento registre como tendo sido a crença dos primeiros cristãos, ele considera o ensino da Bíblia ”. Essa afirmação também é absolutamente falsa. Nós desafiamos Shailer Mathews a mostrar qualquer lugar em que um pré-milenar respeitável diga ou sugira que “o que quer que o Novo Testamento registre como sendo a crença dos primeiros cristãos” seja considerado ensino infalível ou o ensino da Bíblia. 

Shailer Mathews teria cristãos que ensinassem o bolchevismo? Por que os pré-milenistas, para serem coerentes, “insistem” neles (como Shailer Mathews os caracteriza) “elementos das crenças do Novo Testamento” quando não são “elementos das crenças do Novo Testamento?” Ele prossegue dizendo: “Eles (ou seja, pré-milenistas) têm que recorrer a todo tipo de interpretação engenhosa e injustificada dos textos para justificar esse mau uso das escrituras”. Isso também está além de uma questão de falsidade. Se há alguém que “recorra a interpretações engenhosas e injustificadas dos textos para justificar o uso indevido das escrituras”, não são os pré-milenaristas, mas os pós-milenaristas. Deste fato, o próprio Shailer Mathews é uma ilustração notável neste mesmo panfleto em que, como já vimos, ele está tão convencido de que suas visões não podem ser mantidas tomando as Escrituras pelo seu valor aparente e em seu significado evidente, que ele diz em tantas palavras que “a concepção desses antigos homens de Deus tem que ser traduzida em concepções modernas”. Isto é, para o que o Senhor Jesus Cristo e os Apóstolos dizem, algo mais deve ser substituído, o que é exatamente o oposto do que eles dizem. Pode a “interpretação engenhosa e injustificada dos textos” ir além disso? Shailer Mathews conclui este parágrafo dizendo: “O método deles (isto é, os pré-milenaristas) é mais irresponsável do que aquele que tenta provar que Bacon escreveu as peças de Shakespeare.” Essa declaração também é uma falsidade, tão palpavelmente falsa que tudo o que precisamos fazer é citá-la.

Não é a escola pré-milenista de críticos literários e intérpretes que tentam provar por métodos “mais irresponsáveis ​​do que aquilo que tenta provar que Bacon escreveu as peças de Shakespeare”, que os livros da Bíblia não foram escritos pelos homens cujos nomes mantiveram por tantos séculos , mas a própria escola da qual Shailer Mathews é um dos principais defensores. 

Não nos lembramos de ter lido um livro, mesmo pelo mais infiel, que foi mais evidentemente, notoriamente, deliberadamente, intencionalmente injusto do que este livreto de Shailer Mathews. Deste fato, temos evidências suficientes nas frases citadas. Vamos acrescentar antes de passar que o Novo Testamento não registra meramente “a concepção dos cristãos primitivos ”, é um registro totalmente confiável do que o Senhor Jesus Cristo ensinou e o que“ foi confirmado para nós por aqueles que ouviram (ou seja, os Apóstolos); Deus também testificou com eles, por sinais e prodígios, e por múltiplos poderes, e por dons do Espírito Santo, 
segundo a Sua vontade ”( Hb 2: 3 , 4 ). No Novo Testamento, Deus nos deu como fundamento para nossa fé e prática, o ensinamento de Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo e dos Apóstolos, a quem o próprio Senhor Jesus Cristo disse: “Estas coisas vos falei enquanto ainda permanecendo com você. Mas o Consolador, até o O Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, fará lembrar de tudo o que eu te disse ” ( João 14:25 , 26 ). E novamente: “Eu ainda tenho muitas coisas para dizer a você, mas você não pode suportá-las agora. Mas quando vier o Espírito da verdade, ele te guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo; mas as coisas que ouvirdes, estas, que Ele falará: e Ele vos declarará as coisas que estão para vir ” 

Agora, que devemos aceitar, as coisas que a pessoa que Deus acreditou ser um professor enviado de Deus, que falou as próprias palavras de Deus, levantando-O dentre os 
mortos, ensinados, e que os apóstolos, que o mesmo Senhor Jesus disse, seriam guiados para toda a verdade pelo Espírito da verdade, que lhes declararia as coisas futuras, ensinadas, ou o que Shailer Mathews está muito confiante é o resultado assegurado da investigação científica moderna e da especulação filosófica? Estas declarações gravadas do O Senhor Jesus Cristo, encontrado no Novo Testamento, nos é dado por testemunhas completamente competentes, que tinham o direito de reivindicar, como um deles afirma em tantas palavras, que haviam “traçado o curso de todas as coisas com exatidão desde o princípio, ”E escreveu as coisas que eles haviam traçado a fim de que aqueles que leram o registro“ pudessem conhecer a certeza sobre as coisas em que foram instruídos ”( Lucas 1: 3 , 4 ), e a exatidão de quem se recolhem Jesus Cristo garantido dizendo: “O Consolador, mesmo o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, Ele te ensinará todas as coisas e trará para sua lembrança tudo o que eu disse a você.

E Shailer, Mathews expõe esse desafio, que é outra ilustração surpreendente de sua ignorância da literatura pré-milenarista: ele diz: “Nós desafiamos qualquer pré- milenarista a citar o dia (isto é, o dia do retorno de nosso Senhor ), e então espere até aquele dia, confiante de que ele está errado. ”É claro que nenhum pré-milenarista inteligente tentará“ nomear o dia ”; pois os pré-milenaristas, como qualquer pós-milenarista, afirmam que o Senhor Jesus Cristo nos termos mais estritos e severos nos proibiu até mesmo de tentar descobrir a data exata de Seu retorno, que o Senhor Jesus Cristo disse: “Não é para você conhecer os tempos ou as estações, que o Pai estabeleceu dentro de si. Sua própria autoridade ”Ninguém contesta mais fervorosamente contra toda essa loucura do estabelecimento de datas do que os principais 
pré-milenistas. O autor do presente trecho disse, repetidamente em discurso público e em página impressa, que qualquer tentativa de estabelecer uma data para o retorno de nosso Senhor, ou qualquer evento relacionado com isso é presunção mais ousada e um ato de desobediência grosseira à vontade revelada de Deus. 

Em seu livro “O que a Bíblia ensina”, publicado em 1898, ele diz: “O tempo exato da vinda de Jesus Cristo não nos é revelado”. “Cálculos dos dados em Daniel, pelos quais alguns tentam consertar A data exata do retorno de Cristo não é totalmente confiável. Eles tentam o impossível. As declarações não tinham a intenção de nos dar uma pista para a data exata do retorno de Cristo. Faz parte do propósito e método de Deus lidar com os homens para mantê-los na incerteza sobre este ponto. ”“ Qualquer professor, que as tentativas de fixar a data do retorno de Cristo são ao mesmo tempo desacreditadas, e é totalmente desnecessário passar por 
seus cálculos. Deus não deseja que saibamos quando o Seu Filho voltará ”(O que a Bíblia ensina, páginas 216,217). Essa tentativa da parte de Shailer Mathews de identificar o 
pré-milenarismo com o estabelecimento de data é outra ilustração da 
injustiça grosseira, escandalosa, deliberada e ultrajante de Shailer Mathews em sua discussão do assunto como um todo.

Na página 10, Shailer Mathews diz: “Os premilenistas sentem falta do espírito ao enfatizar a letra. Ao fazer uma crença judaística equivocada, eles distorcem o cristianismo. Essa distorção é caracterizada por quatro elementos principais. Primeiro, a interpretação pré-milenarista do evangelho nega que Deus seja capaz de realizar Sua vitória por meios espirituais. “Este é um dos pontos principais, se não o ponto principal no ataque de Shailer Mathews ao premillenarismo. À primeira vista Para o pensador superficial, pode parecer haver algo nesse argumento de Shailer Mathews, mas se qualquer um de inteligência e habilidade mediana e conhecimento histórico pararem para refletir sobre ele, ele verá que isso é absurdo. E tanto a experiência quanto a Bíblia, de que Deus sempre usou meios materiais, “force”, se quiser, “para trazer a Sua vitória”, a vitória da justiça. Como Deus está ensinando o Kaiser e os alemães (e através deles todos que cultivariam um espírito de condenável, assassino e auto-engrandecimento?), uma lição extremamente necessária?

É “por meios (puramente) espirituais?” Não é por “força”, as forças militares da América e nossos aliados? E fazendo isso, é Deus “revertendo para a brutalidade física?”Shailer 
Mathews ou qualquer outra pessoa que afirma, ou implica, é um blasfemo. Isso é discurso claro e severo, mas é um fato inescapável. Para ser consistente, Shailer Mathews deveria ser um pacifista extremo e exigir que os Estados Unidos se lembrassem de seus soldados, destruíssem suas armas e munição e levassem os alemães ao arrependimento e a um tratamento justo e humano de nações mais fracas e mulheres e crianças ultrajadas “por meios espirituais / ‘Por que Shailer Mathews, se ele acredita no que ele aqui implica, aceito para 1917-1918 a posição de “Secretário de Estado para a Economia de Guerra de Illinois?” Por que ele deixou o “meio espiritual” de ensinar a arrecadar dinheiro para armar, sustentar e sustentar nossas forças “brutais” no campo para trazer o Kaiser e a Alemanha para os seus sentidos? . Felizmente, Shailer Mathews não acredita em uma palavra do absurdo que ele 
escreve, e faz o argumento muito central de seu panfleto, a fim de reforçar uma causa ruim. Por uma questão de fato histórico, Deus não está realizando os propósitos de Seu amor, e não os realizou através de toda a história da humanidade, pelo uso inteligente e amoroso da “força”? Se as palavras de Shailer Mathews fossem cumpridas parasua conclusão lógica significaria que devemos dispensar todo o uso da força para punir os ofensores contra a justiça. Ele chama o recurso de Deus à força para trazer Seus propósitos amorosos, “brutalidade física”, suas palavras exatas são: “Para ter sucesso, ele tem que voltar à 
brutalidade física ”. E ele continua dizendo que, ao reverter para forçar Deus “ abandona a moralidade e usa o miliarismo milagroso . Ele se volta para o fogo e para as forças destrutivas da natureza impermanente ”. Essas não são apenas palavras irracionais, são palavras blasfemas à luz da história, bem como à luz do ensino da Palavra de Deus. O argumento de Shailer Mathews além disso, se houvesse algo nele, faça com que seja uma confissão de derrota da parte de Deus até punir o pecado pela força física, por qualquer uso das “forças destrutivas da natureza impessoal” para trazer o homem aos seus sentidos. 

O argumento de Shailer Mathews, levado à sua questão lógica, mina não apenas a doutrina bíblica do pré-milenarismo, mas toda a doutrina bíblica de retribuição futura, ou  qualquer doutrina de retribuição. Para usar Shailer Mathews ‘ próprias palavras, para usar as ‘forças destrutivas do impessoal natureza’ para punir o pecado seria a ‘abandonar moralidade e usar o militarismo milagroso.’ Para assim razão ao presente momento seria muito eficaz propaganda pró-alemão e que seria a qualquer momento a mais pura tolice. Sem nem mesmo reverter a doutrina que o próprio Senhor Jesus claramente ensina sobre como Deus punirá o pecado no aqui-a- tarde, todos nós sabemos que Deus usa todos os dias “ forças destrutivas da natureza impessoal”, doença física e dor, “Punir o pecado” e qualquer um que acusa Deus de “abandonar a moralidade” ao fazer isso pode ser um professor teológico, mas ele também é um blasfemo. 

Nessa mesma conexão, Shailer Mathews faz caricaturas deliberadas, não apenas pré-milenialismo, mas explicita o ensino bíblico para considerá-lo desprezo. Ele diz: “Ele (isto é, Deus) se transforma em fogo e forças destrutivas de natureza impessoal. Certas pessoas serão resgatadas e levadas para o céu, mas a terra deve ser incendiada, as pessoas deixadas nela devem ser mortas, e depois disso os santos devem reinar. Assim, a força é método final pelo qual Deus reina. ”Não é necessário para a ajuda de qualquer um que tenha algum conhecimento considerável da Bíblia, para dizer que estes escárnios são evidentemente destinados a ensinamentos muito explícitos de nosso Senhor Jesus Cristo e do Apóstolo Paulo e outros que são aqui caricaturados de uma forma que seriam dignos do Coronel Ingersol, ou qualquer um dos tipos mais grosseiros de infiel escarnecedores.

Na página 11, Shailer Mathews diz: “Muitos pré-milaristas, portanto, agradecem a Deus pelo fato de o mundo estar piorando”. Essa afirmação é uma evidente falsidade e uma calúnia grosseira. É verdade que os pré-milenistas inteligentes, quando vêem o triunfo da iniquidade que tem sido tão aparente nos últimos quatro anos, não são jogados no abismo do desespero e do pessimismo que muitos pós-milenistas foram lançados. É verdade que nessas coisas eles viram as coisas preditas como precedendo a volta de nosso Senhor Jesus Cristo e, portanto, em vez de ficarem desanimadas quando viram, “na terra angústia de nações, em perplexidade pelo rugido do mar e as ondas; homens que desmaiam de medo, e por expectativas das 
coisas que estão vindo sobre o mundo / eles fazem exatamente o que o Senhor Jesus Cristo nos ordenou fazer sob tais circunstâncias, a saber: “Levantai as nossas cabeças; porque a nossa redenção está próxima. ”Eles não se alegram com estas coisas; eles veem e sentem o horror deles; eles fazem o que podem para aliviá-los, mas eles não são desencorajados por eles, porque o próprio Senhor Jesus Cristo predisse estas coisas, e a sua vinda é simplesmente uma garantia adicional da veracidade absoluta da Palavra de Deus. Além disso, na crescente escuridão da noite, eles vêem a indicação que o glorioso dia está próximo. Shailer Mathews pergunta na sentença seguinte a que acabamos de citar: “O que é isso senão alegria na derrota espiritual de Deus?” A alegria do premilelemão não é a alegria na derrota espiritual de Deus ”, mas é alegria no absoluto. certeza da Palavra de Deus e na confirmação da própria afirmação de Jesus Cristo feita em conexão com Suas predições a respeito de Sua própria segunda vinda, que embora “o céu e a terra passem, minha palavra não passará” ( Mateus 24:35). ), e alegria na indicação da breve vinda do completo triunfo de Deus naquele glorioso dia em que nosso Senhor Jesus Cristo o ego voltará de acordo com a sua própria pronúncia, e endireitará as coisas que os homens em seu orgulho e pecado tornaram tortos. 

Shailer Mathews prossegue dizendo: “Esse tipo de pessimismo é indigno de um homem cristão.” Isto está simplesmente trazendo de volta a acusação repetida de pessimismo contra os pré-milenistas, mas os pré-milenistas, longe de serem pessimistas, são otimistas dos otimistas. 

Mesmo quando os dias se tornam mais escuros, como o próprio Shailer Mathews acaba de sugerir, seus corações permanecem leves, pois sabem, pelas promessas da Palavra de Deus a respeito da segunda vinda de Cristo, que quanto mais escura a noite se aproxima O dia é. O premillenarian é uma ótima não se limita deliberadamente a fechar os olhos aos fatos inegáveis da confusão atual na política, vida comercial, vida social e vida nacional e relações internacionais, ele é otimista porque está de olhos abertos para as gloriosas promessas da Palavra de Deus, que todas essas coisas são simplesmente precursores de longe o dia mais brilhante de toda a história deste mundo.

O segundo argumento de Shailer Mathews contra o pré-milenismo é: “Tal uso da Escritura (o uso da Escritura pelos pré-leninistas) leva à negação da aplicação do evangelho às forças sociais! ‘ Esta afirmação é outra acusação falsa. Gostaríamos de saber se Shailer Mathews ou qualquer outro pós-milenarista fez mais nos tempos modernos para aplicar o evangelho às forças sociais do que, por exemplo, DL Moody, que era um pré-milenista declarado e consistente, ou Billy Sunday, que em todos os seus reuniões nos últimos anos pregaram pelo menos um sermão do tipo mais pré-milenarista. Seria fácil mencionar muitos outros pré-milenaristas proeminentes que realizaram grandes feitos na “aplicação do evangelho”. às forças sociais ”. É verdade que os pré-milenistas não se entregam à vã esperança de evangelizar as organizações sociais sem regenerar o indivíduo. É verdade que o pré-milenar, como regra, procura alcançar as forças sociais alcançando indivíduos com a verdade salvadora do evangelho que nosso Senhor Jesus Cristo ensinou, mas afirmar que o premillenarista nega a aplicação do evangelho às forças sociais é calar aqueles olhos para o que os pré-milenistas nesta e em todas as outras terras estão fazendo por um verdadeiro e permanente soerguimento social . Mas os pré-milenistas não são culpados da loucura de tentar “regenerar as instituições da humanidade e as forças que estão fazendo história “de qualquer outra forma que não pela regeneração dos indivíduos que” incorporam essas forças sociais “.

Na página 12, Shailer Mathews diz: “A esperança da vinda de Cristo não é para uma renovação moral, mas para o triunfo da força física.” Isto é uma ilustração da ignorância grosseira de Shailer Mathews sobre o ensino pré-milenista, ou é uma ilustração? de sua deliberada deturpação? Nós confessar que não sabemos, mas qualquer um que esteja familiarizado com a literatura premillennial sabe que no seu ensino “a esperança da vinda de Cristo” é o fim da maioria indo “renovação moral” maravilhosa e completa que o mundo já visto. Em prova disso, o escritor pode perdoado por referir qualquer leitor ao seu próprio livro sobre “O Retorno do Senhor Jesus”, especialmente aquela parte do livro que tem a ver com os Resultados do Retorno do Senhor Jesus.

Outra carga que o Shailer Mathews traz contra os pré-milenaristas é:

Em quarto lugar, os pré-milenistas negam que o cristianismo é consistente com as descobertas da ciência moderna, particularmente no que diz respeito à evolução! Shailer Mathews aqui revela uma das grandes razões por que ele é tão extremamente amargo contra os 
pré-milenistas, e tão ansioso, por qualquer tipo de distorção, para desacreditá-los, porque ele é obcecado pela idéia de que aquela forma evolucionária A hipótese que ele sustenta é a soma de toda a sabedoria e, ao mesmo tempo, é inconsistente com o ensino pré-milenista. É preciso apenas dizer que a forma de hipótese evolucionista que Shailer Mathews aparentemente afirma não é “um achado da ciência moderna”. A hipótese evolutiva que evidencia dentemente a partir deste panfleto é realizada por Shailer Mathews é não uma descoberta da ciência moderna, é a filosofia especulativa e não em qualquer uso adequado da palavra “ciência”. Shailer Mathews, na frase seguinte, continua a dizer: “Muitos de essas negações mostram que os escritores não sabem nada sobre a evolução ou o mundo da ciência. ”Perguntamos como ele lê o que Shailer Mathews diz, se ele realmente tem algum conhecimento da doutrina da evolução que é realizada hoje por muitos dos principais cientistas como distintos da doutrina desacreditada e rejeitada e, portanto, rejeitada da evolução, que foi amplamente aceita pelos cientistas vinte anos atrás. Shailer Mathews continua: “Tal O ataque à ciência moderna é exigido pelo princípio central do pré-milenarismo ”. É suficiente responder que alguns pré-milenistas, sem dúvida, atacam o que muitos da escola de Shailer Mathews têm o prazer de chamar de “ciência moderna ”, mas o que não é certo a palavra “ciência” em tudo, mas várias hipóteses que não têm um único fato cientificamente observado sobre o qual construir como sobre um fundamento sólido, e certamente nenhum ataque sobre o que é realmente “ciência” é exigido pelo princípio central, ou qualquer outro princípio do pré-milenarismo. Esta é simplesmente uma afirmação infundada na parte de Shailer Mathews.

Se puder ser demonstrado que é impossível sustentar qualquer ponto de vista claramente ensinado no Novo Testamento e, ao mesmo tempo, manter qualquer teoria da evolução, não demoraria muito para que o escritor do presente trato decidisse se devia ou não respeitar ensinos de um livro sobre o qual ele tem uma prova irrefutável de que é a Palavra de Deus (ver livro de escritores , “A Bíblia e Seu Cristo”), ou aceitar uma hipótese científica que nenhum 
pensador cuidadoso e preciso e realmente científico diz ser provado. Todos os escritores realmente científicos, embora sejam evolucionistas ardentes, admitem, assim como 
Thomas Huxley, um dos evolucionistas mais entusiastas que o mundo científico já produziu, admitiu que a hipótese evolucionista é e “sempre deve permanecer” na melhor das hipóteses “apenas hipótese”. Mas a Bíblia tem sido provada como sendo a Palavra de Deus, então ficaríamos ao lado da Bíblia, mesmo se tivéssemos que desistir da “evolução” em qualquer e todas as formas para fazer isso. O problema é que Shailer Mathews, como muitos outros teólogos, que via de regra sabem muito pouco sobre a ciência moderna, é obcecado pela 
hipótese evolucionista e faz disso o teste de toda doutrina, científica, filosófica, teológica ou literária. 

Naturalmente, isso é uma completa deserção do método científico moderno e uma reversão ao antigo método a priori de raciocínio da idade das trevas antes de Bacon. Ao longo da mesma linha Shailer Mathews diz que o pré-milenarismo “faz uma clivagem entre o que o pré-milenarista considera a religião cristã e a cultura real. Os homens devem escolher entre o cristianismo e a ciência. ”Mas o pré-milenarismo não faz divisão entre a“ religião cristã e a cultura real”. O que Shailer Mathews chama de“ cultura real ”não é cultura real, é muito falsa e ignorante. apenas a chamada “cultura”, muito parecida com a Kultur que Shailer Mathews absorveu quando estudava na Universidade de Berlim. Os homens não têm que escolher entre a forma do cristianismo representada por aqueles que sustentam que a Bíblia, como qualquer outro livro, deve ser tomada em sua valor facial, “e ciência”. A escolha é entre um cristianismo honesto, franco e aberto, e o que finge ser “ciência “ mas na realidade está totalmente fora de harmonia com os métodos científicos modernos. É divertido ver o modo como os pós-milenaristas, como os críticos destrutivos, assumem tranquilamente. que toda a erudição é com eles mesmos. É claro que a alegação é totalmente falsa e resulta da ignorância grosseira ou da mentira deliberada, às vezes de uma, às vezes da outra.

Na página 18, Shailer Mathews diz: “Uma comparação dos evangelhos mostra que eles até mesmo leram algumas dessas formas de expressão (isto é, as formas de expressão extraídas 
da literatura apocalíptica judaica de 175 aC em diante)  nos ditos do próprio Jesus. Essa afirmação é uma falsidade absoluta. “Uma comparação dos evangelhos” não mostra nada do tipo. Qualquer um que tomar os quatro evangelhos, estudá-los e compará-los com uma mente imparcial, sem preconceito ou contra a sua veracidade, será forçado a reconhecer que a vida aqui registrada foi uma vida realmente vivida aqui na terra, e não um mero romance, e também será forçado a admitir que a total das acusações aqui atribuídas a Jesus não poderiam ter sido inventadas por outros e colocadas em Sua boca. A tentativa que foi realizada com tanta persistência desde a época em que David Strauss publicou sua Leben Jesu em 1833 até os dias atuais, para reconstruir a vida de Jesus e deixar de fora o elemento miraculoso e eliminar a parte de Seus ensinamentos que o escritores não quiseram aceitar e manter a parte que eles desejavam aceitar, resultou em colapso total e fracasso. 

E qualquer teoria como Shailer Mathews dá voz aqui, que os muitos ditos de nosso Senhor Jesus que claramente ensinam um retorno pessoal e visível do Senhor e Seu retorno pré-milenar, foram uma leitura parte de trás das idéias e formas de expressão aprendidas de outras fontes nas palavras do próprio Jesus, se aceitas, desacreditaria cada ditado Seu que está registrado no Novo Testamento. Se estas coisas que o Novo Testamento diz que Jesus Cristo ensinou não foram ensinadas por Ele, mas simplesmente atribuídas a Ele, então as outras palavras atribuídas a Ele podem não ter sido proferidas por Ele, mas meramente atribuídas a Ele, e ficamos sem a menor ideia do que Jesus Cristo realmente disse. Nós não temos nenhum Senhor Jesus.

Não há Cristo senão o Cristo das Escrituras; qualquer outro Cristo é uma mera invenção da imaginação individual. Se aceitarmos essa teoria de Shailer Mathews, então ele e sua escola de pensamento levaram o nosso Senhor, e não sabemos onde eles O colocaram. Se Shailer Mathews está certo nesta declaração, ele cortou as próprias fundações de seu próprio seminário teológico, ou qualquer outro seminário teológico, e ele deveria com toda a honestidade e auto-respeito renunciar a sua posição e salário e encontrar alguma maneira honesta de ganhar a vida. Não é preciso dizer que ele não está certo nessa posição, sua posição é absolutamente absurda e insustentável. No imediatamente orando frases que acabaram de citar Shailer Mathews diz: “Eles pensavam como judeus, assim como falavam como judeus”. Essa afirmação é outra falsidade. Eles pensavam como homens inspirados por Deus, como homens a quem o próprio Senhor Jesus Cristo havia dito: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, Ele lhes ensinará todas as coisas e trará sua recordação. tudo o que eu disse a você! Um estudo completo de suas palavras, e uma comparação com as palavras de todos os outros já proferidas, e um estudo completo das palavras que eles atribuíram a Jesus, provarão a qualquer homem que realmente queira conhecer e obedecer a verdade, que eles falaram verdade e falou como homens inspirado por Deus e não meramente “como judeus”.

Na próxima sentença, Shailer Mathews diz: “A questão importante não é o que eles disseram, mas o que eles queriam dizer com o que disseram. ” Esta declaração pode parecer sábia, mas na realidade é consumada loucura. A única maneira possível de dizer o que um homem quis dizer com o que ele disse foi o que ele disse. 

O pensamento é transmitido por palavras, e especialmente é verdade para os homens que tinham o direito de reivindicar que o que eles falavam eles falavam (não em palavras que a sabedoria do homem ensina, mas que o Espírito ensina ”( 1Co 2:13 ). “Eles quiseram dizer o que disseram” apenas “o que eles disseram.” Os ex-promulgadores da posição que Shailer Mathews detém sustentou que o “conceito foi inspirado”, mas as “palavras não foram inspiradas”, mas Shailer Mathews vai além disso e nos diz que suas concepções estavam erradas assim como suas palavras, e que “as concepções (não meramente palavras) desses antigos homens de Deus têm que ser traduzidos em concepções modernas exatamente como a língua hebraica ou grega tem que ser traduzida para o inglês. ”(p. 9). Aqui encontramos uma forma comparativamente leve de loucura literária que se transformou em loucura literária.

Não há necessidade de prosseguir com essa crítica do panfleto amplamente divulgado de Shailer Mathews. Vemos que é uma massa contínua de argumentos ilógicos, representações grosseiras, falsidades demonstráveis ​​e blasfêmias classificatórias . O panfleto em si é um cumprimento das próprias Escrituras que procura desacreditar. 

O apóstolo Pedro, inspirado por Deus, previu o trabalho de Shailer Mathews e sua classe, e o descreveu claramente quando disse: “Esta é agora, amada, a segunda epístola que vos escrevo; e em ambos eu agito sua mente sincera, lembrando-a; para que se lembrem das palavras que foram proferidas antes pelos santos profetas, e o mandamento do Senhor e Salvador por meio de seus apóstolos: sabendo primeiro disto, que nos últimos dias os escarnecedores virão com escárnio, andando atrás de sua própria concupiscência, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde o dia em que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. ”( 2 Ped. 3: 1-4 ).


Fonte: https://www.preteristarchive.com/1918_torrey_will-christ-come-again/