Testemunhos

Elias Romagnoli

A minha conversão ocorreu em um momento que tudo estava bem em minha vida. Eu tinha um bom emprego, bom salário, casa, carro, saúde, tudo estava ok. Mas, uma coisa em meu intimo me incomodava: O peso do meu pecado. Eu sabia que havia um Deus, um diabo, um céu, um inferno e um julgamento, e neste eu seria condenado, pois eu sabia que não merecia o céu. Inclusive achava que eu não merecia o perdão dos meus pecados. Eu não sabia que não há pecado ou culpa maior que o amor de Deus, sinceramente eu desconhecia esse fato. …

Testemunho de fé de Eliane Matos

Eu vou trazer meu testemunho essa noite pra vocês mas eu queria iniciar fazendo uma pergunta: vocês sabem o que faz um embaixador ou de uma embaixadora? Embaixador é o mais alto cargo diplomático da representação de um país. Eu creio que para representar um país, um homem (embaixador) ou uma mulher (embaixadora) ela precisa ter algumas qualidades que eu faço um paralelo com o fruto do Espírito. …

Milagres acontecem

Em 2008 descobri que estava com metástases de melanoma, estágio IV, em fase terminal, câncer incurável para a medicina. As metástases estavam espalhadas por todo o meu corpo, atingiram todo o mediastino, pulmões, parênquima, mamas, baço, axila, inguinais, abdômen, reto etc. Tinha no máximo três dias de vida, depois morreria sufocada. Fiz a cirurgia no mediastino, nos pulmões e entrei em coma, andei em um túnel com muita luz e vi um lindo jardim. Acordei do coma. Fiz quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. …

Deus está curando o meu filho

No dia 16 de setembro, Fernanda Marreiro (foto), testemunhou na Campanha das 7 Alianças de Deus o milagre que Deus está fazendo na vida do seu filho, que nasceu com ausência do corpo caloso no cérebro, que pode causar perda na fala e impedir de andar. Testemunhou como Deus operou no culto em que a missionária Eliene revelou que o Senhor estava ligando algo no cérebro do menino. E nesta semana, o menino sentou. Ouça este testemunho e seja edificado. Louvamos ao Senhor por mais esta bênção e resposta. Aproveite para fazer um Pedido de Oração.
Ouça o testemunho abençoado!

‘Até o Último Homem’: a história de um cristão na guerra

“Independentemente de suas crenças religiosas, a história de Desmond, um homem que não compromete seus princípios, é poderosa”, diz em entrevista ao blog É Tudo História Robert Schenkkan, que se baseou em um documentário e nas transcrições de entrevistas feitas para aquele filme para escrever o roteiro. “Será que seríamos tão firmes? Também acho que há um certo tipo de masculinidade sendo celebrado hoje em dia que se baseia na dominação, no narcisismo e na crueldade indiferente. Desmond é modelo de outro tipo de masculinidade: de autossacrifício, modéstia e generosidade.”

A modéstia explica por que a história demorou tanto tempo para ser contada, já que Desmond Doss resistiu até quase o fim de sua vida a vender os direitos para Hollywood – ele morreu em 2006, aos 87 anos. Schenkkan precisou condensar alguns fatos para caber no filme e ficcionalizou certos aspectos para obter efeito dramático, mas chegou a deixar de fora certas coisas por acreditar que eram inverossímeis.

Leia abaixo o que é real e o que foi criado:

Infância de Desmond Doss

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Criança ainda, na cidade natal de Lynchburg, no Estado da Virginia, Desmond briga com o irmão Harold e joga uma pedra na cabeça dele, deixando-o desacordado. Percebendo que podia tê-lo matado, entrega-se às orações – a família é adventista do sétimo dia. E inspira-se num quadro com os Dez Mandamentos. “Sim, havia uma gravura dos Dez Mandamentos na sala de sua casa, e ele ficou muito comovido com as figuras de Caim e Abel”, diz Schenkkan. Assim surgiu a sua convicção de que matar uma pessoa era errado.

Pai alcoólatra e violento

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No filme, o pai de Desmond sofre com os efeitos da depressão depois de ter lutado na Primeira Guerra Mundial, em que perdeu muitos de seus amigos de infância. Por isso, não quer que seus filhos se alistem. Na verdade, o carpinteiro William Thomas Doss nunca chegou a ir para o campo de batalha, portanto não sofria de estresse pós-trauma. “Mas ele realmente tinha problemas com álcool”, diz Schenkkan.

A razão para não pegar em armas

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Em Até o Último Homem, Desmond segue seus princípios religiosos, mas também pessoais para se recusar a pegar em armas e a matar. Num flashback, ele vê o pai batendo na mãe, com uma arma na mão. Desmond interfere, toma o revólver e aponta para o pai. Na realidade, o pai de Desmond puxou o revólver em uma briga com o cunhado. Sua mulher, mãe de Desmond, o convenceu a entregar a arma, que ela pediu para o filho jogar no rio, o que ele fez. “Fiz a mudança porque queria torná-lo mais humano. Ele não era um santo. Podia ficar bravo como qualquer pessoa. Era capaz de pensar em atos violentos. Por isso, sua decisão de imperativo de consciência é ainda mais impressionante”, afirma o roteirista.

Namoro e casamento com Dorothy

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No filme, Desmond conhece Dorothy (Teresa Palmer), uma enfermeira, quando doa sangue no hospital depois de ajudar um acidentado. “Eles se conheceram no hospital mesmo”, diz o roteirista. Mas não foi exatamente depois de ele ajudar um acidentado. Os dois começam a namorar e continuam mesmo depois de Desmond decidir se alistar. Planejam se casar antes de ele ser mandado para a guerra, em um dia de folga do treinamento. Mas o pedido de folga é negado e o casamento, adiado por algumas semanas. O casamento aconteceu em 17 de agosto de 1942.

As dificuldades no treinamento

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Esta foi uma das partes encurtadas no filme. “O treinamento de Desmond na verdade foi mais extenso, e sua companhia viajou para múltiplos locais nos Estados Unidos. Aí, quando foram mandados para o exterior, primeiro estiveram em Guam antes de chegar a Okinawa”, diz Schenkkan. Ele realmente era ridicularizado por se recusar a pegar em armas. “Exageramos as surras que ele levou”, conta o roteirista. “Mas os outros soldados jogavam seus sapatos nele enquanto rezava.” No filme, seu principal algoz, Smitty (Luke Bracey), é ficcional. Um dos comandantes tenta dispensá-lo por razões psiquiátricas, o que aconteceu de verdade.

Julgamento – Ele chegou a enfrentar a corte marcial por causa de suas convicções, como no longa. “Dramatizamos um pouco a participação de seu pai no julgamento”, confessa o roteirista. Em Até o Último Homem, seu pai pede ajuda a um antigo companheiro da Primeira Guerra Mundial, hoje em posição de comando, para livrar o filho da prisão, e, como costuma ser no cinema, a carta chega no último minuto. Já que na verdade ele nunca foi a guerra nenhuma, há diferenças aqui. “O pai de Desmond tinha um conhecido no Departamento de Guerra, e esse contato escreveu a carta que levou o comandante a recuar. E a carta não chegou tão dramaticamente como no longa.”

A Batalha de Okinawa

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Desmond e sua companhia passaram por outras batalhas antes de chegar a Okinawa, a única mostrada no filme. A Batalha de Okinawa foi a mais sangrenta do conflito no Pacífico, matando mais de 80.000 soldados. O batalhão de Desmond precisava escalar um paredão de pedra, com a ajuda de escadas de corda, como é mostrado no longa. Desarmado, ele corria para ajudar os feridos, sem nenhuma identificação, porque os médicos eram alvo dos japoneses. Incansável, ele vai conquistando o respeito de seus companheiros, inclusive do principal bully no treinamento, Smitty (Luke Bracey), um personagem fictício. Quando o soldado Ralph Morgan (vivido pelo veterano de guerra Damien Thomlinson) perde as duas pernas em uma explosão, outro paramédico diz para Desmond deixá-lo para trás – é preciso priorizar os pacientes com chances de sobreviver. Mas Desmond insiste em ajudá-lo. “É verdade, e aquele soldado sobreviveu”, disse Schenkkan.

O salvamento

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Cercados pelos japoneses, os americanos precisam bater em retirada. Desmond Doss fica para trás, resgatando feridos, por um período entre 10 e 12 horas. “Deus, me ajude a ajudar só mais um”, ele repete, como relatou mais tarde. Sob a mira de atiradores do exército inimigo, ele arrasta cada ferido para a beira do penhasco e depois os baixa um a um, com auxílio de uma corda, como aconteceu de verdade. A única diferença em relação à realidade é que, depois de algumas horas, seus companheiros lá embaixo enviaram reforços. No longa-metragem, ele se perde nas cavernas que o exército japonês usava para esconder seus homens e chega a ajudar um soldado inimigo. “Ele nunca mencionou ter entrado no sistema de cavernas, mas em mais de uma ocasião cuidou de soldados japoneses feridos”, diz Schenkkan. Os relatos de quantos homens ele salvou variam. Desmond achava que foram 50 e  seus companheiros, mais de 100. Então, eles concordaram com o número de 75.

O resgate

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Desmond desce da montanha e é levado de volta à base. Mas logo eles estavam de novo em combate. O respeito de seus colegas e comandantes agora é total, tanto que eles esperam Desmond fazer sua oração antes de escalar a encosta outra vez – é sábado, dia de descanso na sua religião. “É verdade, eles se recusaram a ir sem ele!”, diz Schenkkan. Na batalha, uma granada é jogada em sua direção, e Desmond a chuta para longe, para que seus companheiros não sejam feridos. “Ele ficou gravemente ferido e foi transferido de Okinawa para uma série de hospitais”, diz o roteirista. No processo, ele perdeu a sua Bíblia, como acontece no filme. “E sua companhia realmente voltou ao campo de batalha e procurou até achá-la”, afirma Schenkkan. Só que, em vez de recuperá-la antes de ser içado por um helicóptero, Desmond Doss a recebeu de volta ao ser condecorado pelo presidente Harry Truman na Casa Branca com a Medalha de Honra.

O que filme o não mostra – O roteirista decidiu cortar um trecho da realidade, pois achou inverossímil demais. Quando estava sendo carregado de maca, Desmond viu outro soldado ferido, saiu da sua maca e insistiu para que os médicos carregassem o outro soldado primeiro, em seu lugar.


 Fonte: httpssss://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/ate-o-ultimo-homem-a-verdade-e-mais-inacreditavel-que-o-filme/

Deus moveu as águas ao nosso favor

Testemunho da irmã Cleuza Maria Gomes (foto) – Londrina, PR – Graça e Paz a todos amados do Senhor! Hoje eu vim aqui para deixar o meu testemunho, das benções recebidas através da vida, desses amados do Senhor que Deus tem colocado no meu caminho para abençoar minha vida, eu louvo a Deus pela vida deles.
A primeira vez que eles vieram em minha casa aqui na cidade de Londrina, Paraná já foi para mim uma surpresa maravilhosa. O pastor Elton e a missionária Nice oram por mim e meus filhos e Deus moveu as águas ao nosso favor: eu precisava mudar de casa, mas a situação estava difícil para mim, mais não para Deus. Ele preparou uma casa melhor e ainda aumentou o meu salário para complementar o que faltava para o aluguel. hoje eu senti em meu coração que deveria testemunhar essas bênção e compartilhar com os irmãos em Cristo Jesus até para que vocês tenham a certeza que Deus está nesse lugar agindo poderosamente através dos amados do Senhor que é o pastor Elton e a missionária Nice. Deus tem muito mais para esta igreja em Vitória, ES.

Nessas férias deles (fevereiro de 2011), quando estiveram em Londrina, Deus trouxe eles de novo em minha casa e novamente tivemos uma surpresa maravilhosa trazendo a confirmação da sua Palavra, que o Senhor tinha me dado pela manhã. Eu estava cheia de dividas acumuladas e não tinha como pagar, e naquele dia eu tinha falado para o Senhor que estava muito cansada de tudo; então o pastor Elton orando, o Espírito Santo falou sobre isso e me mostrou que apesar de tudo eu tinha que continuar a servir o Senhor e não esperar nem um retorno que fosse humano, mais ter a certeza que Deus me recompensaria; isso me deu paz e foi confirmado no outro dia quando Deus abriu as janelas do céu me abençoando com uma bênção financeira que até aquele momento não tinha solução: minha filha tinha uma poupança que foi determinada pelo juiz que só poderia ser retirada com 21 anos, mais Deus veio e moveu as águas ela sentiu uma vontade de ir até o banco para ver se tinha saldo e ai a benção aconteceu: eles liberaram e ela recebeu e sentiu no coração vontade de pagar aquelas contas atrasadas que também me surpreendeu muito pois eu nem tinha pedido para ela fazer isso, mas Deus tocou e eu sou muito grata a Deus pela vida do pastor Elton e da missionária Nice.  A visita deles aqui na minha casa trouxe solução porque eles são uma benção por onde passam. Deus opera! Obrigado amados do Senhor Jesus por se lembrarem de mim. Esse testemunho é para honra e glória do Senhor. Fiquem firmes! Deus tem muito mais para vocês e para a vossa igreja. Deixo o meu abraço. Graça e Paz.

Como testemunhar a minha fé

Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus” (2Tm 1.8).  Nós cristãos temos uma missão soberana: levar a mensagem de Jesus Cristo a outras pessoas. Atos dos Apóstolos é o livro que inaugura a Igreja Cristã no Novo Testamento e, para nós, é um livro da Bíblia que ainda continua sendo escrito, através dos nossos atos diários de fé em Cristo, que comunicam ao mundo a presença, o poder e a glória do Senhor através do feito da cruz e da ação do seu Espírito Santo. …

A importância do testemunho

Impossível calar-se após viver as Boas Novas do Evangelho de Deus. A Palavra do Senhor nos revela em II Reis 7: 9, “Então disseram uns aos outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nós nos calamos. Se esperarmos até a luz da manhã, algum castigo nos sobrevirá; vamos, pois, agora e o anunciemos à casa do rei”. O cristão deve contar ao maior número possível de pessoas as maravilhas que o Senhor Jesus tem feito em suas vidas e na vida de sua família. Cada oportunidade perdida de testemunhar pode representar uma vida nas trevas. Uma ferramenta poderosa de propagação de testemunhos é o site Alcance Vitória. Nele você tem a oportunidade de contar a pessoas de todo o planeta o que Deus tem feito em sua vida.

Testemunhar não é contar vantagem, se vangloriar de ter conseguido uma casa própria, um carro zero, uma família feliz, saúde e etc. Existem pessoas que preferem esconder as bênçãos que recebem de Deus por medo da inveja dos outros. Elas se esquecem que estão revestidas pela Armadura de Deus e, assim, não prosperam espiritualmente e materialmente. Sua vida torna-se limitada pelo seu egoísmo. Testemunhar é compartilhar as bênçãos recebidas do Senhor com outras pessoas para que elas saibam o quanto Deus é tremendo e desejem também fazer parte do seu Reino.

A Bíblia diz em Atos 1:8, “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da Terra”. Testemunhar é declarar que Jesus é o Senhor absoluto de sua vida. Jesus diz em Mateus 28:18-20, “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na Terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

É fundamental que o cristão “contagie” outras pessoas com o Evangelho; e para isso não há nada mais eficaz que o testemunho. Neste momento, não há lugar para inibição e outros medos. Basta deixar o Espírito Santo agir. Assim como choramos com os que choram, também devemos nos alegrar com os que se alegram. Conforme orienta o apóstolo Paulo em Romanos 12:15. Aqui na nossa Igreja muitas pessoas têm dado a outras a chance de se alegrarem com elas. São testemunhos dados ao vivo nas Igrejas e que chegam do mundo inteiro aos e-mails de nossos Pastores e depois, com a devida autorização, são divulgados no site Alcance Vitória.

O testemunho permite que todos saibam que Jesus Cristo é o Senhor e opera milagres e prodígios em favor do seu povo. É preciso ousadia na fé para assumir diante dos homens que Jesus é o Senhor da nossa vida. Não cale-se, continue proclamando que o Deus realiza maravilhas. As palavras comovem, mas os testemunhos arrastam multidões. Lembre-se da Palavra em Salmos 118: 17, “Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do Senhor”.

Compartilhe agora mesmo as maravilhas que o Senhor Jesus tem operado em sua vida. Clique aqui para escrever o seu testemunho.

miss marina

Marina de Oliveira

miss marinaMarina de Oliveira, nasceu em 02/12/1923. Leia aqui trechos do seu diário autobigráfico e seja impactado pelo seu testeminho no serviço do Senhor. No ano de 1931 entrei para o Orfanato Betel de meninas em Porto Alegre, RS, tinha como diretora e “mãe” Lisa (Elisabet) Winderlich (Alm) (3/4/1895 – 18/10/1968), eu tinha 8 anos. Ali nessa casa foi a primeira vez que ouvi falar de Jesus, quando fui levada a primeira vez na igreja, na Escola Dominical e, eu fiquei encantada com os cânticos e as Histórias de Jesus, eu vivia ansiosa que a semana passasse depressa para poder estar na Escola Dominical.

E pelo dia de Natal, na madrugada, íamos para o culto matutino, era lindo e a noite era festa, roupa nova, tudo novo e presentes! Mas lembro-me que a cada Natal, nós crianças, ao ouvir o hino “Vem Jesus habitar comigo; em minha alma há lugar; ó vem já” era feito o apelo: quem quer dar lugar a Jesus no coração? Nós como crianças íamos à frente aceitar a Jesus, isto foi muitas vezes.      

Mas quando já estava com 13 anos, pedi ao pastor para ser batizada, ele me olhou por cima dos óculos e disse: “Você é muito nova e não entende o que é o batismo…”Eu abaixei a cabeça e o diabo se aproveitou: “não precisa batizar, olha para os crentes, eles não são melhores que você! ” Eu abri bem os meus olhos e vi que não eram melhores, assim eu fui até os 19 anos dizendo: Se eles vão para o céu, eu também vou! Eles não são melhores do que eu…    

Mas uma noite eu tive um sonho, o qual me tocou, sonhei que o diabo me colocou dentro de uma roda de pneu de carro, e ia me rolando morro abaixo e lá embaixo eu vi o inferno em fogo. Eu comecei a clamar: Jesus me Salva! Não me deixe cair no inferno! Nisto me acordei e pedi perdão, mas eu queria na igreja fazer esta confissão no domingo. Quando o pastor pregava, eu não me lembro do tema, mas tinha o maior desejo que na hora do apelo, se ele não o fizesse, aquela noite eu sairia infeliz! Mas foi feito o apelo e eu fui à frente soluçando, aceitei a Jesus como meu Salvador. Dia Feliz! Noite Feliz! Muito jovem cantava no Coral e Orquestra, os anos passaram, mas o meu desejo como pequena aluna na Escola Dominical era: quando eu crescer, eu quero ser como minha professora Érica, contar Histórias da Bíblia!

Acompanhada pelos missionários, Alfred e Elisabet Winderlich fui para o meu primeiro campo de atividade na Igreja em Santa Cruz do Sul, RS. Professora da Escola Dominical, ajudando em todos os cultos e em tudo que era possível, cultos ao ar livre, convidando, vendendo o jornal Luz nas Trevas e Bíblia, entregando folhetos.

De Santa Cruz do Sul fomos para São Paulo, lá estivemos alguns anos batalhando pela causa do Mestre evangelizando. Mas a chamada bem forte foi quando eu ouvi um testemunho de uma missionária que contava como Deus a chamou para o ministério, Isaias 6. Aquela noite eu comecei a ouvir: “a quem enviarei quem há de ir por mim…” Confesso que eu não gostei nada de ouvir, noite e dia estas palavras. Ligava o rádio e lá estava o pregador falando, fui em uma reunião de jovens numa igreja e a pregação era a mesma, até que caí de joelhos no meu quarto e disse bem depressa: “Eis-me aqui eu sou uma boba, mas se Tu me queres assim, eis-me aqui! ”

Levantei-me depressa para não ouvir a resposta. O domingo chegou, um irmão encontrou-me na entrada da Igreja e disse: Bom dia! E eu respondi: Bom dia! Então ele disse: “Eu quero falar com você, Deus falou-me que é para você começar uma Escola Dominical aqui na sede. ” Me assustei: “Eu? Mas tem tantos jovens que podem fazer. ” Mas ele disse: “É você! “ Dei mil desculpas, mas Deus falou em meu coração: é para isto que te chamei…

E começamos indo pelas ruas, tocando, cantando, contando histórias e fazendo convites para a Escola Dominica e Deus aprovou. Mas eu sentia que precisava de um preparo, comecei a orar a Deus. Ele ouviu-me imediatamente, domingo quando cheguei na igreja, recebi uma carta do Curso de Evangelização para Crianças, não custava nada e isto me ajudou muito Graças a Deus! Com isto as portas se abriram e viajei muito fazendo cultos nas tendas de Evangelização, cultos ao ar livre e muitas crianças e adultos aceitaram a Jesus como Salvador, Louvado seja Deus!

Mas não estava me sentindo realizada, meu coração desejava mais de Deus. Numa noite na igreja em São Paulo, tínhamos a visita de um missionário e ele sentiu de orar por aqueles que queriam o Batismo no Espirito Santo. Fomos eu e um grupo de irmãs para a reunião de oração e naquela noite Deus batizou-me com o Espirito Santo, Gloria a Deus! Aquela chama foi acendendo em ganhar almas para Cristo, quando eu cantava com uma irmã “Desejo ir aos campos da Seara, envia-me a mim meu Salvador…” Nós duas chorávamos, a irmã me perguntou: “Por que você chora? ” Eu disse: “ Eu só canto, mas eu quero fazer mais. ” E ela disse-me: “ Eu também quero” nós nos abraçamos e dissemos: “Eis-nos aqui” Não demorou muito, ela cursou o Seminário para trabalhar entre os indígenas, formou-se enfermeira, ela e o marido. Deus os usou maravilhosamente.

E logo o missionário sueco Alfred Winderlich (17/6/1926 – 17/03/1964) e sua esposa Elisabet convidaram-me para ir à cidade de Rolândia-PR. Não foi fácil, eu tinha bom serviço, muita amizade dentro e fora da igreja, amava o serviço na igreja. Mas Deus me chamava, eu disse sim, com lágrimas. O missionário disse assim: “ Nós não temos salário para te dar, só casa e comida… Então eu orei: “Deus se é para eu ir ao Paraná (Rolândia), a minha roupa não pode se acabar, nem meus sapatos, eu preciso é de saúde! ” Deus me abençoou em tudo e nada me faltou!

E fui para Rolândia, lugar bem diferente de todas as cidades que morei. Terra Vermelha, pessoas de costumes diferentes, a pobreza era muita, vícios, sujeiras, e tudo que era ruim. Começar tudo, não tinha igreja, os cultos eram feitos na casa do missionário, saía pelas ruas com acordeon, tocando e cantando, contando histórias da Bíblia e convidando as pessoas para as reuniões, não foi fácil. Mas pela Graça de Deus, vencemos! A tenda foi armada para evangelização pelos missionários Nils Peter Skåre (21/11/1914 – 1/7/200) e Lars Olof (Olavo) Berg (20/1/1919 – 8/2/2009). Eu quase não mencionei nomes para não se esquecer de ninguém, mas muitos nos deram estímulos. Morei 10 anos com os missionários, tive muitas alegrias, lágrimas, tristezas, mas Deus dava-me graça para continuarmos, muitas experiências agradáveis. Igreja pobre, mas Deus supria as necessidades maravilhosamente, compramos terreno, construímos igreja e casa pastoral, tudo foi maravilha de Deus. Muita coisa aconteceu nesses anos! A nossa denominação alcançou algumas cidades como Londrina, Arapongas, Tupinambá (distrito de Astorga) e outras.

Um dos fatos que aconteceram, o missionário ficou doente voltou para a Suécia e lá, Deus o levou. Todos os que o conheciam, choraram sua partida, mas a Obra continuou, vieram outros missionários. A sua esposa veio para o Brasil continuar o trabalho e fez o melhor que pode para preencher o vazio. Mas depois de alguns anos ela também adoeceu aqui no Brasil e Deus achou por bem chamá-la. Foi mais uma tristeza. Fiquei sozinha, logo depois veio mais uma missionaria ficou um tempo conosco, Deus a usou bastante pelo carinho e amor ao trabalho, ficamos como irmãs na carne, mas ficou doente e voltou à sua pátria, Suécia.

Lembro-me de crianças que vinham à igreja e sempre pediam oração pelo pai e mãe a cada culto, as vezes eles dormiam, mas não faltavam na hora dos pedidos de oração, acordavam e diziam: “Eu peço oração pelo meu pai e minha mãe”. Uma manhã muito cedo, eles chegaram chorando: “tia, tia o meu pai está no hospital, está morrendo, vem logo orar por ele”. E fomos imediatamente, chegando lá estava o pai José, com todo o corpo engessado até o pescoço e chorando nos disse: “Eu vou morrer, mas tomem conta da minha mulher e das crianças” e todos choravam, nós também choramos e oramos pela sua saúde. Haviam caído muitos sacos de café em cima de José, só no corpo, tinha amassado o homem. Mas o nosso Deus é Deus de maravilhas, Ele ouvia nosso clamor e curou José maravilhosamente! Para nossa surpresa, na mesma semana ele saiu do hospital e domingo estava na igreja com toda sua família – oito pessoas. Veio à frente no apelo e aceitou a Jesus com toda a sua família, eles foram uma benção um testemunho para muitas pessoas, Deus fez muitas coisas naquela cidade.

Agora chegou a minha vez de deixar Rolândia, fiquei muito doente, achei que já era o fim. Mudei para Curitiba para recursos médicos, fiquei na casa da minha irmã de criação, mas meu desejo era morrer, me achei sozinha e sem forças. Mas Deus tem os seus planos para conosco, passei por grande operação, sem esperanças por parte dos médicos. Mas Deus curou-me e continuei trabalhando para o Senhor, evangelizando pelo Paraná. Mas alguma coisa falava ao meu coração, fazia cultos evangelísticos para crianças e ia embora. Precisava preparar outros para continuar, mas neste tempo atacou minha coluna, foi horrível, fiquei quase imóvel. Fiz terapia, mas nada adiantava. Mas recebi uma carta convidando-me para este ministério, mas como eu iria viajar? Carregar malas, livros? Eu disse: Não posso ir, mas a missionária sueca Edite Järpehag (13/5/1948 – ) insistia que Deus tinha falado que era eu, então eu disse: Se é Deus, tem que me curar! Estive em um culto, não da nossa denominação, e a mensagem foi esta: peça o que queres! Pedi: “Deus eu quero cura! ” Deus tocou-me, não fiquei liberta mas agradeci.

Viajei até o Rio Grande do Sul (Esteio) para confirmar se iria aceitar, o inimigo não queria, fez tudo para me impedir, mas o pastor orou pedindo que Deus me dessa capacidade e, naquele culto, o Senhor me curou pela unção do óleo. Eu disse: Em Nome de Jesus eu vou! Viajei muitos meses visitando as igrejas e preparando professores, foi cansativo, mas Deus me deu saúde e sabedoria. Louvado seja Deus! Tive experiências gloriosas, muitas igrejas não tinham Escola Dominical, mas incentivamos a começarem.

E Deus me recompensou com muitas surpresas, morei muitos anos na casa dos missionários Nils Skåre e Ella Naemi Skåre (28/1.1922 – 25/71978). E, com o tempo. Deus me deu um doce lar junto à Igreja Batista Independente da Vila Rosinha (Na época congregação da IBI Curitiba) e queridos irmãos. Tenho dado meu tempo a esta congregação, Deus tem nos abençoado e cremos na grande colheita. Digo a todos irmãos e amigos, muito obrigado por vossas orações! Não posso deixar de agradecer aos amigos da Suécia, que me deram muita força para poder chegar até aqui!

Deus vos recompense por tudo! Isaias 1.8-9                                        

Vossa em Cristo, Marina de Oliveira


A missionária Marina de Oliveira é membro da Igreja Batista Independente de Curitiba e atualmente mora na casa da IBI Vila Rosinha em Curitiba, Paraná. Copiado do texto autobiográfico “Meu Diário”, redigitado por Rafaelly