Destrua a fortaleza do autoengano

3 agosto, 2022
Palavras-chave: autoengano , brechas , caixa , fortalezas , pensamento
Book: Jeremias
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Palestrante: Pr. Elton Melo

Passagem Bíblica: Jeremias 2.11-13

Abra a sua Bíblia em Jeremias 2.11-13 e vamos ouvir a Palavra do Senhor:

11 Alguma nação já trocou os seus deuses? E eles nem sequer são deuses! Mas o meu povo trocou a sua Glória por deuses inúteis. 12 Espantem-se diante disso, ó céus! Fiquem horrorizados e abismados”, diz o Senhor. 13 “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água.

Muitas vezes procuramos encontrar nossa identidade, ou alguma segurança ou sentido em coisas. Esta é uma poderosa imagem de qualquer ídolo, isto é, qualquer substituto que as pessoas colocam no lugar de Deus em suas vidas. Quando nos permitimos trocar a verdade da Palavra, cavamos “cisternas rotas”, ou rachadas, com brechas, que não retém água. Pergunte-se: minha vida retém e transborda com a água viva da vida de Jesus? E minha família? E minha equipe, meu grupo familiar, ou minha célula? E minha igreja ou denominação?

Como construimos fortalezas?

Fortaleza são construções feitas para resistir, para sustentar uma posição ou até mesmo proteger. Do ponto de vista espiritual, fortalezas são resistências espirituais a que nos apegamos, evitando o confronto com a verdade. As fortalezas são construidas sutilmente em nossas mentes: começam com pequenas brechas, isto é com pequenos pecados não resolvidos ou confessados. Brechas são abertas em nossas vidas por três causas: 1) pecado; 2) feridas emocionais não curadas; e, 3) conflitos não resolvidos comigo mesmo e/ou com os outros.

A justificativa que damos para aceitar uma brecha em nossa vida, leva-nos ao autoengano. Justificativas podem até aliviar nossa percepção do mundo, mas não resolvem os problemas reais e, pior, levam-nos a viver uma vida que se autossabota, negligente com o pecado e com feridas emocionais que nunca se curam.

Brechas, raras vezes, são construídas conscientemente. Dificilmente dizemos para nós mesmos ‘”agora vou criar urn espaço para a carne, o mundo e o diabo fazerem o que quiser comigo!” Uma brecha não tapada, não resolvida com o tempo se torna uma fortaleza.

Como o autoengano opera?

Nosso autoengano, nossas justificativas ganham vida própria. Crescem como raiz de erva daninha (veja SI 88.14; Hb 12.15). Firmam-se como cimento recém-colocado mas que passado um tempinho se torna impossivel mexer. O que antes poderia ser resolvido de forma relativamente direta e simples se torna uma questão complicada e profunda (estude Mt 5.21-26 – e perceba como a ira e o insulto operam).

Como mostra o texto de Ezequiel 33.23-31sobre a abertura de uma brecha, facilmente construímos um autoengano. E como opera o autoengano? Esse autoengano nos leva a focar em características negativas da outra pessoa ou grupo, e vemos apenas o que comprova nosso ‘discernimento” sobre algo ou alguém (veja Mt 6.22-23). Não demora muito para parabenizarmos a nós mesmos, inconscientemente, dizendo que realmente entendemos a outra pessoa ou grupo em questão com  os seus defeitos e problemas. Nossa análise se torna um tipo de autoprofecia: “prevemos” que a outra pessoa ou grupo é ruim de diversas formas e – que surpresa!— eles se provam ser exatamente assim! Isso reforça nossa fortaleza e dá  mais uma camada ao muro que construímos entre nós e os outros.

Quando percebemos que a outra pessoa pode ser ruim, agimos inconscientemente como se ela fosse de fato ruim e nos distanciamos. Logo, ambas as partes criam fortalezas que se nutrem uma na outra!

Como sair da caixa?

O livro “Saia da sua caixa: liderança e autoengano” não usa a palavra “brecha” ou “fortaleza”, mas dá muita  clareza sobre como elas são construídas. Em lugar de “fortaleza”, o autor usa a palavra “caixa”. Criamos uma caixa, uma mentalidade específica que precisamos romper se vamos nos relacionar ou liderar com graça. Entender como construímos a caixa ou fortaleza de autoengano nos dá esperança de que poderemos iniciar o processo de destruí-la (conforme podemos ler em. Dt 12.1-3).

1 Estes são os decretos e ordenanças que vocês devem ter o cuidado de cumprir enquanto viverem na terra que o Senhor, o Deus dos seus antepassados, deu a vocês como herança. 2 Destruam completamente todos os lugares nos quais as nações que vocês estão desalojando adoram os seus deuses, tanto nos altos montes como nas colinas e à sombra de toda árvore frondosa. 3 Derrubem os seus altares, esmigalhem as suas colunas sagradas e queimem os seus postes sagrados; despedacem os ídolos dos seus deuses e eliminem os nomes deles daqueles lugares.

Então a solução: sempre “cortar o mal pela raiz“. Destruir completamente. Perceba as palavras: destruam completamente, derrubem, esmigalhem, queimem, despedacem, eliminem. Creio que estes verbos devem ser praticados em nossa vida, em algum momento.

Finalizando, o apóstolo Paulo afirma em 2Coríntios 10.4-6, que as armas da nossa milícia são poderosas em Deuspara destruir nossas fortalezas,anular os sofismas (mentiras que parecem verdade), e toda altivez que se leventa contra o conhecimento de Deus. O apóstolo Paulo reafirma a necessidade de levarmos todo pensamento que passa pela nossa mente, cativo à obediência de Cristo.

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