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Como funciona o sistema imunológico do corpo humano

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corona, coronavirus, virusO sistema imunológico, através de células específicas, atua no processo de defesa do organismo contra invasores, tais como microrganismos ou substâncias nocivas.

Os vírus são organismos muito simples que se destacam pela ausência de células. São muito conhecidos pelas doenças que causam aos seres humanos, entretanto, é importante saber que alguns são inofensivos para o homem. A seguir descreveremos melhor as características, a estrutura e a maneira como os vírus reproduzem-se.

Características

Os vírus, palavra derivada do latim virus que significa “veneno” ou “toxina”, são organismos microscópicos extremamente pequenos que possuem um tamanho que pode variar de cerca de 20 a 300 nm. Para se ter uma ideia desse tamanho, os vírus que possuem cerca de 20 nm de diâmetro são menores que o ribossomo, uma pequena estrutura celular responsável pela síntese de proteínas. Em razão desse pequeno tamanho, na maioria das vezes, só podem ser vistos pelo microscópio eletrônico.
A característica mais marcante dos vírus é a ausência de células. Por isso, eles também não possuem organelas importantes, por exemplo os ribossomos, que produzem proteínas; nem mesmo enzimas, as quais são necessárias para a realização de diversas reações. Uma característica interessante é o fato de que os vírus podem ser cristalizados, o que não é observado nas células.
Por conta da ausência de células e de uma maquinaria metabólica, os vírus são incapazes de reproduzirem-se sozinhos, sendo fundamental, então, parasitar uma célula para que isso possa acontecer. Em consequência dessa característica, os vírus são chamados de parasitas intracelulares obrigatórios.
Veja alguns exemplos de vírus bastante conhecidos.
Veja alguns exemplos de vírus bastante conhecidos.
Os vírus possuem material genético, na maioria das vezes, ou RNA ou o DNA. No caso do Mimivírus, temos uma situação pouco comum, já que nele são observados tanto DNA quanto RNA. Outra característica peculiar é que o material genético dos vírus pode ser DNA de dupla-fita, DNA de fita simples, RNA de dupla-fita ou RNA de fita simples.

Estrutura dos vírus

A estrutura dos vírus é bastante simples quando o comparamos com qualquer organismo possuidor de células. Podemos dizer que os vírus são partículas constituídas por material genético envolto por uma camada proteica. Em alguns casos, observa-se ainda um envelope membranoso envolvendo a cápsula de proteínas. Veja abaixo mais a respeito de cada uma dessas partes:
Observe atentamente as principais partes dos vírus.
Observe atentamente as principais partes dos vírus.

  • Material genético: Nos vírus, encontramos DNA, RNA ou os dois combinados. Os vírus que apresentam DNA são chamados de vírus de DNA e aqueles que possuem RNA são chamados de vírus de RNA.
  • Capsídio: O capsídio é uma cápsula formada por proteínas que envolvem o material genético. Apresenta diferentes formatos e é formado por pequenas subunidades denominadas de capsômeros.
  • Envelope: Os envelopes encontrados nos vírus são, geralmente, derivados da membrana plasmática da célula onde o vírus reproduziu-se. Esse envelope apresenta fosfolipídeos e proteínas da membrana, além de proteínas e glicoproteínas que possuem origem viral.

Vírus são vivos ou não?

Os vírus são organismos considerados por muitos como organismos sem vida. Entretanto, uma parcela dos pesquisadores acredita que os vírus apresentam vida, porém com algumas diferenças. Aqueles que defendem que os vírus não são seres vivos baseiam-se nas seguintes evidências:

  • Vírus não possuem células, ou seja, são acelulares. Isso contrapõe a teoria celular, que diz que todos os seres vivos possuem células, dessa forma, os vírus não poderiam ser considerados vivos.
  • Vírus só conseguem reproduzir-se no interior de uma célula.
  • Vírus não possuem metabolismo próprio.

Os que acreditam que os vírus são vivos baseiam-se nas seguintes ideias:

  • Vírus apresentam material genético.
  • Vírus são capazes de sofrer mudanças ao longo do tempo, ou seja, são capazes de evoluir.

Reprodução dos vírus

Como dito anteriormente, o vírus é incapaz de se reproduzir de maneira independente, sendo fundamental, assim, a participação de uma célula. Cada vírus apresenta a capacidade de infectar um tipo específico de célula e, portanto, diz-se que ele possui especificidade de hospedeiro.
Inicialmente, o vírus identifica a célula que será parasitada, e, posteriormente, ele garante que o genoma viral entre na célula. Essa etapa varia de um vírus para outro, enquanto alguns injetam o material genético no interior da célula hospedeira, outros, literalmente, entram na célula.
Quando o material viral está no interior da célula, ele passa a ser replicado pelo hospedeiro e, posteriormente, os ribossomos sintetizam as proteínas virais. A célula hospedeira também garante que o material genético do vírus seja produzido, assim como os capsômeros, que formam os capsídios. Quando esses vírus estão prontos, eles saem da célula hospedeira, causando a destruição dessa célula.
Observe acima o ciclo reprodutivo de um vírus bacteriófago.
Observe acima o ciclo reprodutivo de um vírus bacteriófago.
Quando observamos os ciclos reprodutivos dos bacteriófagos, que parasitam bactérias, observamos dois mecanismos: o ciclo lítico e o ciclo lisogênico.

  • Ciclo lítico: No ciclo lítico, observamos 5 etapas básicas: adesão; entrada do DNA do fago e degradação do DNA do hospedeiro; síntese do material genético e proteínas do vírus; montagem e liberação. Na liberação, ocorre o rompimento da célula bacteriana e a liberação dos novos vírus.
  • Ciclo lisogênico: No ciclo lisogênico, ocorre a replicação do material genético viral, porém não ocorre a destruição da célula hospedeira. O material genético viral passa a fazer parte do DNA da célula infectada, e a cada divisão celular esse material viral é repassado para as células-filhas.

Doenças causadas por vírus

A dengue é doença causada por vírus.
A dengue é doença causada por vírus.
Os vírus são bastante conhecidos pelas doenças que causam. A maioria dessas doenças provoca febre, dores de cabeça, dor no corpo, indisposição e falta de apetite. São exemplos de doenças causadas por vírus: AIDS; Catapora; Dengue; Febre Amarela; Gripe; Hepatite; Raiva; Resfriado; Rotavirose; Rubéola; Sarampo.
A grande maioria dessas doenças não possui medicamentos específicos, geralmente, sendo, recomendado uso de medicamentos para aliviar os sintomas da doença, como febre e dores. Em caso de doença viral, a recomendação principal é que o paciente faça repouso, hidrate-se e que tenha uma alimentação saudável.
Como existem várias doenças causadas por vírus, não é possível descrever todas as formas de prevenção, uma vez que algumas possuem maneiras específicas. Entretanto, de uma maneira geral, podemos citar algumas medidas que podem diminuir as chances de adquirir algumas dessas doenças. São elas: Vacinar-se; Ter uma boa higiene pessoal; Evitar contato com doentes; Alimentar-se bem; Beber bastante água.
Assista uma videoaula relacionada ao assunto:

Os vírus são organismos que não possuem células.Os vírus são organismos que não possuem células.

O sistema imunológico humano

O sistema imunológico humano consiste numa rede de células, tecidos e órgãos que atuam na defesa do organismo contra o ataque de invasores externos. Estes invasores podem ser microrganismos (bactérias, fungos, protozoários ou vírus) ou agentes nocivos, como substâncias tóxicas (ex. veneno de animais peçonhentos). As substâncias estranhas ao corpo são genericamente chamadas de antígeno. Os antígenos são combatidos por substâncias produzidas pelo sistema imune, de natureza proteica, denominadas anticorpos, que reagem de forma específica com os antígenos.
Quando o sistema imune não consegue combater os invasores de forma eficaz, o corpo pode reagir com doenças, infecções ou alergias.
A defesa corporal é realizada por um grupo de células específicas que atuam no processo de detecção do agente invasor, no seu combate e total destruição. Todo este processo é denominado de resposta imune.
As células do sistema imune pertencem a dois grupos principais, os linfócitos e os macrófagos. Veja abaixo as células principais desse sistema e as principais funções de cada uma delas:
Macrófagos – são importantes na regulação da resposta imune. Estão presentes nos tecidos conjuntivos e no sangue (quando são chamados de monócitos) e, no sistema imune, possui a função de detectar e fagocitar (processo que engloba e digere substâncias no organismo) microrganismos invasores, células mortas e vários tipos de resíduos. Essas células são as primeiras a perceber a presença de agentes invasores.

Linfócitos – essas células, presentes no sangue, são um tipo de leucócito (glóbulo branco) e podem ser de três tipos principais:
Linfócitos B – a principal função desse tipo celular é a produção de anticorpos, quando maduros e ativos. Nesta fase são denominados plasmócitos.
Linfócitos T auxiliadores (CD4) – através de informações recebidas pelos macrófagos, são estimuladas a ativar outros tipos de linfócito T, os linfócitos T matadores (CD8) e os linfócitos B. São os linfócitos auxiliadores os responsáveis por comandar a defesa do organismo.
Linfócitos T matadores (CD8) – recebem este nome por serem responsáveis pela destruição de células anormais, infectadas ou estranhas ao organismo.
O sistema imunitário é composto por dois grupos de órgãos, os órgãos imunitários primários e os órgãos imunitários secundários. Os primeiros são assim denominados por serem os principais locais de formação e amadurecimento dos linfócitos. Já os segundos, são secundários por atuarem no sistema imunológico após a produção e amadurecimento dos linfócitos. Veja quais são os órgãos que compõem esses dois grupos:
Órgãos imunitários primários
Medula óssea – além da produção de células sanguíneas e plaquetas, a medula produz linfócitos B, linfócitos matadores. É nesse órgão que ocorre o processo de amadurecimento dos linfócitos B.
Timo – o timo é responsável por produzir linfócitos T maduros.
Órgãos imunitários secundários
Linfonodos – estão presentes nos vasos linfáticos; neles a linfa é filtrada, permitindo que partículas invasoras sejam fagocitadas pelos linfócitos ali presentes.
Tonsilas – possuem função semelhante aos linfonodos. Estão localizadas na parte posterior da boca e acima da garganta.
Baço – o baço filtra o sangue para remover microrganismos, substâncias estranhas e resíduos celulares, além de produzir linfócitos.
Adenoides – constituem de uma massa de tecidos linfoides protetores localizados no fundo da cavidade nasal. Têm como função ajudar a proteger o organismo de bactérias e vírus causadores de doenças transmitidas pelo ar.
Apêndice cecal – é uma pequena extensão tubular localizada no ceco, primeira porção do intestino grosso. Através da atuação das bactérias presentes nessa estrutura, microrganismos invasores são combatidos.
Sistema imunológico em ação
Um agente invasor, ao entrar no organismo, gera um mecanismo de defesa, a resposta imune. As substâncias invasoras são detectadas pelos macrófagos, que irão atuar em sua digestão parcial e na comunicação aos demais componentes do sistema imune da invasão sofrida, para que essas substâncias sejam totalmente destruídas e eliminadas. Após a atuação dos macrófagos, os linfócitos T auxiliadores entram em ação, ligando-se aos antígenos invasores. Este processo estimula a produção, pelos leucócitos, de compostos denominados interleucinas, que atuarão na ativação e estímulo para a produção de mais linfócitos T auxiliadores. Estes novos linfócitos intensificarão o combate aos antígenos e liberarão outros tipos de interleucinas, que estimularão a produção de linfócitos T matadores e linfócitos B. Depois de estimulados, estes linfócitos se multiplicam até que os antígenos sejam desativados e eliminados.
Parte dos linfócitos produzidos é armazenada, estes são um tipo de linfócito especial, denominados de células de memória. Estas guardam durante anos, ou pelo resto da vida, a capacidade de reconhecer agentes infecciosos com os quais o organismo já se deparou. Havendo um novo ataque por agentes conhecidos, as células de memória são estimuladas a se reproduzir, dando início ao processo de defesa do organismo, em um curto intervalo de tempo.
Os linfócitos atuam diretamente no combate a agentes invasores e células anormais no organismo

Os linfócitos atuam diretamente no combate a agentes invasores e células anormais no organismo
 


Fonte: MACHADO, Flávia de Figueiredo. “Sistema imunológico humano”; Brasil Escola. Disponível em: httpsss://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-imunologico-humano.htm. Acesso em 21 de março de 2020.


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