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Teologia liberal e o relativismo ético-religioso.

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A Teologia Liberal e o Relativismo Ético-Religioso. é a lição 13 da edição nº 259 da RED – Revista de Estudos e Discipulados, produzido pela Editora Batista Independente para a Escola Bíblica. Assista à live com o redator da lição para compreender mais sobre este assunto.

Objetivos da lição: 

CONHECER:
O Liberalismo Teológico e as implicações do relativismo Ético-Religioso.
PERCEBER:
A importância do fundamentalismo doutrinário cristão para combater qualquer tipo de desvio herético.
PRATICAR:
O pensamento do homem é dinâmico e questionador quanto aos conceitos pré-estabelecidos. Isso também atinge a Bíblia? Debata.
TEXTO ÁUREO
Disse-lhe Tomé: “Senhor meu e Deus meu! “ João 20:28

TEXTOS BÍBLICOS INSPIRATIVOS: 

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram. 21. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem.
1 Coríntios 15.20,21
Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que este é aquele a quem Deus constituiu juiz de vivos e de mortos. 43. Todos os profetas dão testemunho dele, de que todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome”.
Atos 10.42,43
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,
2 Timóteo 3.16
Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir”.
Atos 1.11
Mateus 22.23-32
23 Naquele mesmo dia, os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele com a seguinte questão:
24 “Mestre, Moisés disse que se um homem morrer sem deixar filhos, seu irmão deverá casar-se com a viúva e dar-lhe descendência.
25 Entre nós havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu. Como não teve filhos, deixou a mulher para seu irmão.
26 A mesma coisa aconteceu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo.
27 Finalmente, depois de todos, morreu a mulher.
28 Pois bem, na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa, visto que todos foram casados com ela? “
30 Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em casamento; mas são como os anjos no céu.
31 E quanto à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus lhes disse:
32 ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos! “

Introdução

Teologia liberal foi um movimento teológico cuja produção se deu entre o final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião. O relativismo é uma corrente que nega toda verdade absoluta e perene assim como toda ética absoluta, ficando a critério de cada indivíduo definir a sua verdade e o seu bem. Pensamento do Liberalismo Teológico pressupõe:

  • Diferenças fundamentais na fé em relação ao cristianismo bíblico;
  • Enfatiza que a bíblia tem muitos erros e contradição e por isso não pode ser aceita como “A Palavra de Deus”.
  • Nega a deidade de Jesus e a sua ressurreição real;
  • Jesus não foi para o céu e por isso, não pode voltar e nem haverá julgamento.
  • A morte de Jesus na cruz foi apenas como um exemplo de como devemos renunciar a nós mesmos. Na cruz ele não morreu para os nossos pecados.
  • Que no final da história todos serão salvos.

Como se vê, a teologia liberal é um veneno, que mata completamente a fé e a esperança na vida do ser humano. E, pior, transforma a igreja cristá, quando muito, no clube filosófico sem vida e poder.
O pilar central da doutrina cristã é a esperança da ressurreição. Todas as demais áreas de conhecimento teológico podem ser questionadas e há linhas de interpretação a que não se chegou ainda há algum consenso. Assim, há grupos variados e diversos. Como no tempo de Jesus, haviam três grupos distintos: os essênios; os saduceus e os fariseus. Dentre entres grupos, os saduceus eram o grupo mais liberal quanto aos rudimentos da doutrina teológica. Os liberais não creem com profundidade nas doutrinas e sempre que podem lançam questionamentos à Palavra de Deus, enredando as pessoas e levando-as a pecar contra o Senhor!

1. A teologia liberal nega o essencial: a ressurreição

Mateus nos relata um debate teológico entre Jesus, os fariseus e os saduceus (Mt 22.22-33). Os saduceus eram parte da elite política e social dos tempos de Jesus. Eram os mais abastados, pessoas com dificuldade de crer em milagres. Eles se opunham a Jesus no pilar central da doutrina da fé: a ressurreição. Eles argumentaram que não havia outra vida do que isso, ou seja, na morte a alma era aniquilada. Além disso não criam que o copo tinha um espírito (para eles somente Deus é espírito (At. 23.8)
Com o intuito de zombar e desqualificar o pensamento dos fariseus e dos essênios, eles contam a Jesus uma história hipotética, porém plausível pela lei do Levirato: uma mulher que teve sete maridos. A pergunta capciosa deles não estava na questão do marido da mulher, na vida eterna, mas em questionar a própria vida eterna. É assim que os teólogos liberais questionam a bíblia. Eles propõem uma questão à Jesus: “Na ressurreição, portanto, de qual dos sete será ela esposa, e todos eles tinham? (v 28). Nota-se que os fariseus eram legalistas, enquanto os saduceus eram hereges. 
Ao responder aos saduceus, Jesus responde também aos fariseus. Ambos cometem um grande erro. Afirmou Jesus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Muito embora a revelação da doutrina da ressurreição ainda não estivesse completamente sistematizada, como entendemos hoje, ainda assim a bíblia declara em várias passagens a questão da vida após a morte. Eles poderiam não compreender os detalhes de como isso aconteceria, mas ainda assim, não tinham elementos para negar a vida eterna. O apóstolo João, em 1João 3.2, mostra-nos que este conceito é relativamente novo, quando afirma que “ainda não apareceu o que havemos de ser”. Ainda assim cremos na vida após a morte. 
Textos bíblicos de João 3.9, por exemplo, questionam como pode ser isso. Jó faz uma pergunta a Deus: se um homem morre, viverá de novo? (Jó 14.14). Ele ainda não tinha a resposta a seu tempo. No entanto, já no tempo de Jesus as Escrituras do que hoje conhecemos como Antigo Testamento era de conhecimentos dos estudiosos da época e, portanto, estes bem sabiam que Deus é onipotente e que prometeu ao homem a imortalidade da alma. 
Aplicação: Você tem convicção da ressurreição de Cristo? Quais as consequências para a vida cristã sem a ressurreição? Debata

2.  A teologia liberal nega que haverá um julgamento

A bíblia afirma que haverá um momento de julgamento. Quando o apóstolo Paulo escreve aos romanos, (Rm 14.11), ele está afirmando que “todo joelho se dobrará e toda língua confessará”. Essa ação pressupõe alguém que por força de um fato ou evento, um dia será obrigado a reconhecer o senhorio de Cristo. A Bíblia também afirma que ao homem (raça humana) está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo. (Hb 9.27).
Se há juízo, haverá, portanto, absolvição e condenação (os dois únicos resultados de um julgamento). A teologia liberal nega peremptoriamente que haverá um julgamento das ações humanas. Para eles Deus é bom e no final todos serão salvos. Mas a história registrada na Bíblia aponta para um Deus como benfeitor espiritual e todo-suficiente para beneficiar perpetuamente através da sua aliança. Os patriarcas, por exemplo, não desfrutaram de bênçãos terrenas maiores que os grandes da sua época, não desfrutaram esta vida tão extraordinária como contínuo e felicidade. Eles foram estranhos na Terra Prometida; mas tinham a certeza de servir a um Deus eterno e fiel, que honra a sua promessa. Foi assim que eles se tornaram cidadãos de outro país além-túmulo (Hb 11.13-16).  
Portanto, a esperança do cristão está na certeza da vida futura, podendo passar a eternidade com Deus e escapando do tormento eterno. É por isso que Deus afirmou a Moisés, que se lhe apresenta, que é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, isto é, um Deus de vivos, confirmando que eles vivem eternamente e já 
A teologia cristã é a teologia da esperança! No debate com os saduceus, que foram envergonhados, revelou ainda que os escribas (que deveriam conhecer bem as Escrituras), no fundo não há conheciam. Por outro lado, no versículo 33, informa que o povo ficou maravilhado da doutrina cristã, apresentada por Cristo.  
Aplicação: Você tem sido um cristão que anuncia a esperança ou tem sido tão racional que na sua vida não há espaço para a fé e o milagre? Comente isso.

3. A teologia liberal nega a divindade de Jesus.

Em 1João 5.20 lemos: “Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. Jesus não nos transmite apenas ideias corretas acerca de Deus, mas nos capacita particularmente. Ele diz: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9). Neste versículo Deus é chamado de Verdadeiro, porque é o Deus real e, assim, a única realidade de fato verdadeira e eterna. João acrescenta: “E estamos no Verdadeiro em seuv Filho Jesus Cristo.” O que este versículo nos diz é que “estamos no Verdadeiro, no Deus vivo, quando ou enquanto estamos em seu Filho Jesus Cristo”. Os místicos (espíritas), os gnósticos (teosofia), os liberais, Os testemunhas de Jeová , tendem a desmerecer o papel de Jesus na obra de salvação.“ Eles negam a possibilidade de Cristo estar em Deus, assim como a presença do Espírito Santo como pessoa, estando em nós.
“O apóstolo Paulo afirma várias vezes que ele pensa, sente e age “em Cristo”, e João fala de estar “no” Verdadeiro, de permanecer “em” Deus e de Deus permanecer “em” nós. É realidade insondável que não pode ser explicada, porém inequivocamente experimentada, o fato de que aqui pessoas podem estar uma “na” outra e apesar de isso continuar sendo pessoas autônomas. Também o Espírito Santo, para o qual é totalmente essencial que esteja e habite “em” nós, não é mera “energia”, mas “pessoa”. (Comentário Esperança).
Na sequência o apóstolo testemunha: “Esse é o Deus verdadeiro e vida eterna.” A quem se refere aqui a palavra “esse”? Em termos puramente gramaticais ela já remete à menção imediatamente anterior de Jesus Cristo como o Filho de Deus. “Esse”, a saber, Jesus Cristo, “é o Deus verdadeiro e a vida eterna”. 
Aplicação: Você tem convicção da divindade de Jesus? Comente sobre isso.

Conclusão

Nesta lição aprendemos um pouco mais sobre os perigos da teologia liberal.  Infelizmente (creio eu, o redator), alguns pastores na busca por um curso reconhecido pelo MEC acabam por sendo influenciados por professores céticos, incrédulos e até mesmo ateus, que estão “abarrotando” as universidades. 
É preciso abrir a mente para o debate, mas ao mesmo tempo, ter o discernimento espiritual para não reproduzir as heresias no púlpito da Igreja, nem na aplicação pessoa da vida cristã. 
Por isso a ministração da Escola Bíblia não pode ser relegada a qualquer membro da Igreja, que não tenha testemunho efetivo da vida cristã. Precisamos ter a mente aberta, mas convicção firme no coração sobre a fé cristã.

Referencial bibliográfico

  • A Bíblia Responde. 2ª Ed. Rio de Janeiro : CPAD, 1983
  • ERICKSON, Millard J. Teologia Sistemática – São Paulo : Vida Nova, 2015, 1232p
  • FRASSON, Luciano Nobre. Os Fundamentos da Teologia Sistemática. Curitiba : AD Santos, 2018
  • PNF – Princípios da Nossa Fé. Campinas : Editora Batista Independente, 2016

Leia mais sobre este assunto:
Os perigos do relativismo teológico


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