Neste pequeno texto, vamos expor os princípios bíblicos corretos para impor as mãos sobre as pessoas. Em Atos 6.6, lemos que os discípulos orando, impuseram as mãos sobre os diáconos eleitos pela Igreja. Entenda qual a a função e o impacto da imposição de mãos no culto cristão.
A imposição de mãos é uma doutrina fundamental. Em Hebreus 6.1-2, lemos:
1 Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, 2 da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. No vocabulário bíblico, o ato de impor a mão (ou as mãos) é sinal de autoridade para:
- abençoar;
- quebrar maldições e jugos
- curar enfermidades;
- consagrar;
- ordenar ministros.
No dicionário tem-se duas funções:
-
transitivo direto e bitransitivo e pronominaltornar obrigatório ou indispensável; forçar(-se) a cumprir.“i. um novo regime de trabalho (aos alunos)”
-
transitivo direto e bitransitivofazer que se apresente ao espírito; incutir, infundir, inspirar.“a sua figura impunha respeito (a todos)”
Quando o Senhor quer liberar seu poder na terra, ele muitas vezes faz isso através da imposição de mãos. Foi assim que ele curou muitas pessoas, no seu tempo. É interessante notar que muitos dontes, estavam endemoninhados, mas com a imposição de mãos, os demônios eram “revelados ou descobertos”. Por isso, os demônios detestam que alguém receba a imposição de mãos. No fundo, o que eles não querem ser expulsos da vida de uma pessoa. Cristãos cheios do Espírito Santo, podem impor as mãos sobre os doentes e esperar que a virtude (fé em ação) do Espírito Santo, seja passado para o corpo dos aflitos e assim que sejam curados.
Quando uma enfermidade é natural, a imposição de mãos ajuda na cura e restauração. Mas quando a enfermidade tem como pano de fundo questões espirituais, o remédio não funciona, bem como a simples oração de cura também não trará resultados. Nesses casos, primeiro é preciso trabalhar a libertação, para que haja cura completa. Há, assim, enfermidade que são causadas e mantidas através de demônios. E precisamos fazer na ordem certa para que traga o efeito esperado.
O poder está nas mãos de Deus (Habacuque 3.4), mas também por delegação, nas mãos dos servos (Atos 5.12 e 19.11), de forma que um grande poder (dunamis), é liberado por meio de mãos santas e ungidas.
QUEM ABENÇOA A QUEM?
A Bíblia responde: Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. (Hb 7.7)
No Livro de Gênesis podemos ver o tão respeitado Abrão sendo abençoado pelo misterioso Melquisedeque. Isto denota uma hierarquia eclesiástica, que é bastante apreciada nas escrituras: Melquisedeque era superior a Abrão.
Abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo. (Gn 14:19)
É certo que quem nos abençoa é o SENHOR, nosso Deus. No entanto, segundo a Bíblia, a imposição de mãos sempre é praticada por presbíteros (missionários, bispos, pastores, profetas, mestres, anciãos – quem estiver na ordem de autoridade) e conota a autoridade recebida por Deus (cf. Mt 10); enquanto que quem recebe a imposição das mãos demonstra o seu temor, humildade e submissão.
Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares. (Jr 1.10)
A imposição de mãos faz parte da doutrina bíblica, portanto, amplamente praticada em muitas igrejas cristãs. Podemos conferir o fundamento para esta prática em muitas passagens no Novo Testamento:
- Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor (Tg 5:14);
- Então, Ananias foi e entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo. (At 9:17);
- Entretanto, demoraram-se ali muito tempo, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a palavra da sua graça, concedendo que, por mão deles, se fizessem sinais e prodígios. (At 14:3);
- Aconteceu achar-se enfermo de disenteria, ardendo em febre, o pai de Públio. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. (At 28:8);
- Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Isso faremos, se Deus permitir. (Hb 6:1-3).
No entanto, no que se refere à consagração, há uma mensagem que é negligenciada por muitos:
A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro. (1 Tm 5:22)
Esta passagem ensina o presbitério a ser cauteloso com relação a quem impor as mãos. Por exemplo, em Mt 19.6 há uma mensagem muito bonita em relação aos casais que diz:
[
] O que Deus ajuntou não o separe o homem.
Daí, deveríamos nos perguntar: e se Deus não ajuntou, como poderia o presbítero impor as mãos e abençoar? Da mesma forma, o presbítero não pode abençoar algo ou algum lugar que sabe que será usado para fins mundanos afinal, consagrar é santificar, isto é, separar para o SENHOR.
Não se deve confundir: a oração, bênção, ou consagração por intermédio de imposição de mãos não é mera representação cerimonial, mas compromisso e responsabilidade pela autoridade dada por Deus. Podemos observar nitidamente que bênção não é cerimônia, nem teatro através de seguintes exemplos bíblicos:
- Disse Esaú a seu pai: Acaso, tens uma única bênção, meu pai? Abençoa-me, também a mim, meu pai. E, levantando Esaú a voz, chorou. (Gn 27:38);
- Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado. (Hb 12.16);
- Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o SENHOR não denunciou? (Nm 23:8);
- Disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás pena de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? [ ] (1 Sm 16:1).
Assim sendo, não podemos desprezar a imposição de mãos que é obediência e humildade. Por outro lado, quem exerce o presbitério deve estar ciente de que não se deve abençoar (em nome do Senhor) a qualquer um ou qualquer coisa como se a bênção fosse uma mercadoria em liquidação. Mesmo sabendo disto, muitos falsos ministros têm abençoado àqueles que o Senhor não abençoou por sórdia ganância, exatamente como fez Balaão (cf. Nm 22 24).
Nas nossas igrejas, abençoamos os nascimentos, casamentos, aniversários, aquisições de propriedades, empregos, estudos, saúde, etc quando os irmãos pedem. Aos novatos que não conhecem este proceder maravilhoso, ensinamos. Aos que sabem mas não buscam, não insistimos, pois talvez, não estejam comprometidos inteiramente com a santificação, não dando o devido valor à bênção como no caso de Esaú. Talvez!
ORDENAÇÃO DE MINISTROS
Lemos no Livro de Atos que profetas e mestres da igreja em Antioquia impuseram as mãos sobre Saulo e Barnabé e os despediram após o Espírito Santo ter manifestado os planos para a viagem missionária. Aqui vemos dois grupos:
- dos que ficaram (que impuseram as mãos),
- dos que foram (que receberam oração e imposição das mãos).
Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. (At 13:3)
Fica evidente que o primeiro grupo, isto é, dos que jejuando, e orando, impondo as mãos sobre homens reconhecidos por Deus, assumiram o compromisso e a responsabilidade da obra evangelística ordenada pelo Espírito Santo.
Impor as mãos também significa assumir responsabilidade. Por isso, um presbítero não pode impor as mãos precipitadamente sobre as pessoas ou coisas para serem consagradas. Muitos maus testemunhos podem ser evitados se a autoridade eclesiástica observar o ensinamento de 1 Tm 5:22 ordenando pessoas despreparadas doutrinariamente e/ou moralmente a qualquer obra da igreja.
Finalmente, mais uma vez vemos o valor da imposição de mãos, agora em 2 Tm:6 que diz:
Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. (recomendação de Paulo a Timóteo)
Imposição de mãos
Imposição de mãos é algo bíblico. Jesus, enquanto esteve na terra em forma de homem, curou muitos enfermos impondo as mãos e também nos deu permissão para tal. Em Marcos 16, um texto muito conhecido das escrituras, Jesus falava aos discípulos que sinais iriam acompanhar aqueles que cressem e fossem batizados, dentre eles, a cura dos enfermos através da imposição de mãos.
E, apesar de ser uma prática do próprio Jesus, posteriormente, dos apóstolos, e acessível a todos nós que cremos, impor as mãos não é uma obrigação para a cura. Jesus também curou sem impor as mãos. Na verdade, houve momentos em que não estava nem perto dos que curou. Mateus 8:8 descreve Jesus curando o servo do centurião sem passar perto da sua casa.
Mas deve haver uma preocupação em torno deste assunto. Impor as mãos tem a ver com autoridade espiritual, já que se trata de um princípio de transferência, seja de bênção, ou maldição. Da mesma forma que vemos a imposição de mãos para cura, libertação de demônios e milagres, vemos a transferência de maldição através desta prática.
Em Levítico 4.4, está escrito: apresentará ao Senhor o novilho à entrada da tenda do encontro. Porá a mão sobre a cabeça do novilho, que será morto perante o Senhor. Notamos por meio desta passagem que o sacerdote, através da imposição de mãos, transferia o seu pecado para o cordeiro ou novilho e assim o animal morria no lugar do sacerdote. O texto do antigo testamento nos mostra que se pode transferir pecados através da imposição de mãos. Olha o perigo de permitir que qualquer pessoa ore com as mãos na sua cabeça!
Além disso, o perigo não é só para quem recebe a imposição de mãos, mas quem impõe também deve se atentar. Em1Timóteo 5.22, está escrito: não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros. Conserve-se puro. O perigo, aqui, é o fato de se tornar conivente com os erros daquele que recebe a imposição de mãos.
Este é um assunto muito sério, mas que nem sempre recebe tanta atenção assim. Hoje, no vamos falar sobre a imposição de mãos. Quais as consequências que uma pessoa pode ter ao receber a imposição de mãos de alguém que não está com a vida reta perante ao Senhor?
Como saber que a liderança está apta para orar desta maneira?
Quem tem tal autoridade?
Aos debatedores, como impor as mãos e conservar-se puro, já que só se ora com imposição de mãos quando há pessoas endemoniadas, ou doentes?
E a você, ouvinte, já recebeu uma oração com imposição de mãos?
Perguntas:
Quais as consequências que uma pessoa pode ter ao receber a imposição de mãos de alguém que não está com a vida reta perante ao Senhor?
Como saber que a liderança está apta para orar desta maneira? Quem tem tal autoridade?
Aos debatedores, como impor as mãos e conservar-se puro, já que só se ora com imposição de mãos quando há pessoas endemoniadas, ou doentes?
E a você, ouvinte, já recebeu uma oração com imposição de mãos?
A bíblia fala que todos que crerem e forem batizados poderão curar, impondo as mãos. Mas não se trata de autoridade espiritual? Todos têm essa autoridade? Ou é necessário que seja somente por meio da liderança?
Uma pessoa busca a cura, mas, mesmo enferma, a sua vida é agradável aos olhos do Senhor. Então, recebe a imposição de mãos de um líder, cujo coração está distante de deus. Esta pessoa pode ser amaldiçoada, mesmo temendo ao Senhor?