“Quem sofre mais numa separação?“. Essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem quando imaginam todos os lados envolvidos numa separação de casais. Quando se é um casal jovem, sem filhos, o impacto sempre parece menor, mas com filhos, com certeza, os impactos são maiores e em muitos casos as consequências são sentidas ainda muitos anos após o rompimento da família. Neste estudo, abordamos todos os lados das consequências e apontamos algumas soluções para os envolvidos. Mas primeiro é necessário entender a causa das separações.
1- Causas da separação
A vida conjugal é complexa e dinâmica. Essa junção de duas pessoas distintas, nem sempre resultado na sunergia necessária para uma vida conjugal ativa, pacífica e próspera. Em muitos lares, ocorre uma espécie de “guerra de trincheira”, onde um não se dispôe a ceder a outro e usam todos os meios, recursos e pessoas para menter a sua posição.
Em recente pesquisa junto ao Colégio Notarial do Brasil, revelou que os divórcios consensuais em cartórios aumentaram 54% entre maio e julho de 2020, três meses após o início da pandemia.. Em números absolutos, as separações saltaram de 4.641 para 7.213. Percebe-se que as incompatibilidades ficaram mais evidentes nestes tempos de isolamento social. Ao mesmo tempo, os estresse diário, as falhas nas divisões de tarefas dentro do lar e principalmente a questão do cuidado com os filhos, foram agravantes apontados por casais em conversas com o pastor Elton Melo, especialista na área de aconselhamento matrimonial.
No entanto, aletar o pastor, “divõrcios não ocorrem por uma única causa, sendo o ponto culminante de um processo de desgaste do relacionamento que a cada dia foi ficando mais frustrante e dificil de ser resolvido”. O que se percebe é que a causa final nem sempre é de grande impacto; “foi apenas uma gota de água, num copo que não foi esvaziado na hora certa”, diz o pastor.
10 maiores causas
As dez principais causas de divórcios no Brasil estão podem ser classificadas em:
- Diferenças não resolvidas nas prioridades e expectativas dos cônjugues;
- Vícios e compulsões;
- Tédio (mesmice);
- Relacionamento sexual insatisfatório;
- Falhas em dialogar;
- Relação abusiva (excesso de cobrança);
- Infidelidade/traições;
- falhas na educação dos filhos;
- Interferência dos famíliares e amigos.
- Dificuldades financeiras;
Mas no fundo mesmo, só há um culpado: o casal. para todas as 10 causas elencadas acima (e outras tantas que também causam o divórcio), é preciso compreender que há solução se realmente o casal desejar manter o casamento. E esta decisão, longe de ser uma solução por causa dos filhos ou por outras questões; deve ser entendida como uma grande oportunidade de tornar o casamento um espaço contínuo de cura, provisão e alegrias.
Infelizmente, a escola, a família, a Igreja, não preparam adequadamente as pessoas para a vida conjugal. Cada pessoa entra no casamento com sonhos e expectativas que muitas vezes são irreais, e, pior, despreparadas paras as demandas da vida conjugal. Além disso, segundo o IBGE, um em cada três casamentos tem acabado em divórcio e o tempo de casamento (na média), tem durado cada vez menos. Esta estatística atinge todos os grupos sociais e economõmicos do Brasil.
Estatistica de separação no Brasil
Conforme estudos do economista Flávio de Oliveira…
Impactos da separação na vida das famílias;
-
- mulher – coach Patrícia Breda;
- homem – pastor Elton Melo;
- filhos – psicóloga Maryane sponton
- Causas das separações – jornalista Danielle Rangel
- Impactos da separação na vida das famílias;
- mulher – coach Patrícia Breda;
- homem – pastor Elton Melo;
- filhos – psicóloga Maryane sponton
- Impactos jurídicos da separação:
- Direitos econômicos, advogada Camila Portela;
- Direitos dos filhos, advogada Marselha Bossardi
- Impactos emocionais decorrentes das separações no contexto da família e agregados – coach Patrícia Breda
- Impactos nas relações de trabalho – assistente social Ana Luiza
Possibilidades de Restauração
Para o pastor Elton Melo, coordenador do site Casais Restaurados, se o casal deseja restaurar o relacionamento conjugal o ideal é que sempre procurem ajuda de um conselheiro matrimonial com mais experiência e que tenha paciência para tratar de cada caso. Ele nos deixa algumas dicas para isso:
1- Começar o mais cedo possivel – Muitos casais só procuram ajuda depois que a situação fica muito complicada. Ao surgirem os primeiros problemas, os cônjuges devem buscar orientação, frequentar cursos para casais e ter como prioridade melhorar ou restaurar o relacionamento conjugal.
2- Ouvir o que o cônjuge tem a dizer – com o tempo os cônjuges param de brigar, mas também não se comunicam mais adequadamente. Ao não ouvir o que o cônjuge tem a dizer, um perde a compreensão do que realmente é importante no relacionamento.
3- Exercitar o perdão mutuamente – ao longo dos anos, o lado mais fraco sempre cede ao lado mais forte, mas este perdão forçado reforças as mágoas e amarguras, gerando ressentimentos nos cônjuges. A cada sessão de análise com o casal, o perdão precisa ser ensinado e praticado mutuamente.
4- Priorizar momentos de intimidade especial para o casal – Todo casamento precisa manter a paixão no relacionamento, e isso tem que ser atos intencionais, pensados para o casal. Namorar não é só no tempo do namoro, mas essencial no casamento.
5- Tenham metas claras e atingíveis – quando se perdem os objetivos e propósitos da vida, tudo o mais fica sem sentido. É preciso voltar a sonhar, traçar rumos e estabelcer metas para que o casal perceba que é uma equipe e que todos estão cooperando para um mesmo alvo.
6- Mais elogios – Todos temos muitos defeitos e [as vezes mesmos bem intencionados criticamos ao inves de elogiar. É preciso aprender a fazer uma crítica saudável e sempre direcionado para os atos e nunca para a pessoa.
7- Seja sábio e prudente – aprenda a usar as palavras certas e conquiste o mundo. Troque acusações por pedidos, troque a cobrança por alternativas. Palavras podem curar ou ferir. Escolha bem as palavras e diga-as na hora certa.
8- Seja persistente – O casamento é uma maratona e não uma corrida de cem metros. Mas nem por isso é impossível ou precisa ser um sacrifício. Lembre-se que todos estamos aprendendo na escola da vida; então, seja firme, consistente, mas não apressado. Não importa quão longa ou dificil seja a jornada, dê sempre um passo de cada vez, mas sempre de forma objetiva e com meta.
- Restauração da paternidade perdida (para jovens e adolescentes) – pastor Michael Romagnoli
- Recomeços – coach Patrícia Breda.
7. Transtorno da ansiedade de separação
Você já ouviu falar do transtorno da ansiedade de separação? Bem, talvez esse nome seja um pouco complicado, mas, com certeza, é algo bem conhecido. Para isso, um exercício mental é interessante. Pense no primeiro dia de aula da vida de uma pequena criança. Pode ser o seu primeiro dia, o do seu filho, ou até mesmo algo que viu em algum filme. Lembra-se daquela criança que chorava copiosamente porque não queria ficar longe dos pais? Pois é, pode ser transtorno da ansiedade de separação.
Apesar de estar geralmente associado a crianças, é possível observar também a ansiedade de separação em adultos. Geralmente, essas situações não foram tratadas na infância e progrediram para a vida adulta. Então, para evitar tais situações, que tal conhecer um pouco mais sobre isso?
A ansiedade por separação está classificada no CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) em F93.0 e é caracterizado como Transtornos emocionais com início especificamente na infância.
Onde buscar ajuda?
A Igreja Batista Independente de Curitiba, tem a estrutura disponível para te ajudar. Se a sua família está passando, ou já passou por este processo e precisa de ajuda, faça ainda hoje a sua escolha:
Clique aqui para agendar um aconselhamento matrimonial;
Clique aqui para agendar um atendimento para jovem ou adolescente;
Clique aqui para agendar um atendimento para recomeços.
Com certeza você se importa com os seus amigos e famíliares, então, fique a vontade para compartilhar este arquivo com eles.
Sobre os autores do texto:
Elton Batista de Mello
Flávio de Oliveira:
Danielle Rangel:
Patrícia Breda:
Michael Romanholi:
Camila Portela:
Marselha Bossardi:
Ana Luiza: