Sermões

Para que nossos filhos não se percam no caminho

sympla-conf-familia

Texto base: Josué 24.14-15; Juízes 2.7-12
Tema: Como o casal pode abençoar seus filhos e discipular a próxima geração


A maior herança que uma família pode deixar não é uma casa, um diploma ou uma conta bancária; é uma geração que conhece o Senhor.

Introdução

Meus irmãos, quando um pai e uma mãe olham para seus filhos, normalmente eles carregam muitos sonhos no coração.

  • Sonham que os filhos estudem.
  • Sonham que tenham boas oportunidades.
  • Sonham que cresçam com saúde.
  • Sonham que tenham uma profissão.
  • Sonham que sejam pessoas respeitadas.
  • Sonham que formem uma boa família.
  • Sonham que não sofram aquilo que eles sofreram.

E tudo isso é legítimo. Todo pai e toda mãe desejam ver seus filhos prosperando.

Entretanto, nesta noite, eu quero fazer uma pergunta muito séria para todos nós:

E se nossos filhos conquistarem muitas coisas nesta vida, mas perderem a alma?

E se eles entrarem na faculdade, mas saírem da fé?
E se eles conquistarem uma carreira, mas abandonarem o altar?
E se eles aprenderem muitas teorias, mas esquecerem a Palavra?
E se eles tiverem sucesso profissional, mas se tornarem espiritualmente vazios?
E se eles souberem falar vários idiomas, mas não souberem mais falar com Deus?

Porque, meus irmãos,

não existe tragédia maior para uma família cristã do que ver uma geração crescer sem conhecer o Senhor.

E o texto que lemos nos apresenta exatamente esse drama.

Josué foi um grande líder. Ele viu Deus abrir o Jordão. Ele viu as muralhas de Jericó caírem. Ele viu o povo entrar na terra prometida. Ele viu milagres, livramentos, provisão e vitórias extraordinárias.

Josué liderou uma geração de conquista.

Mas, depois da sua morte, a Bíblia diz em Juízes 2 que se levantou outra geração que não conhecia o Senhor, nem as obras que Ele havia feito por Israel.

Que frase assustadora.

Uma geração viu milagres.
A outra geração não conhecia o Deus dos milagres.

Uma geração atravessou o Jordão.
A outra se perdeu na idolatria.

Uma geração viu muralhas caírem.
A outra levantou altares falsos.

Uma geração declarou: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
A outra geração se esqueceu do Senhor.

E aqui está o alerta para nós nesta conferência:

Não basta vencermos batalhas na nossa geração; precisamos transmitir a fé para a próxima geração.

Porque uma família pode vencer economicamente e se perder espiritualmente.
Pode crescer socialmente e enfraquecer no altar.
Pode dar estudo aos filhos e não dar fundamento espiritual.
Pode preparar os filhos para o mercado, mas não prepará-los para a eternidade.

Por isso, nesta noite, a Palavra de Deus nos chama a assumir uma responsabilidade sagrada:

abençoar nossos filhos, discipular nossa casa e lutar espiritualmente para que a próxima geração não se perca dos caminhos do Senhor.

1. Decida que a sua casa servirá ao Senhor

Josué fez uma declaração que atravessou os séculos:

“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
Josué 24.15

Observe que Josué não disse:
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor se for conveniente.”
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor se a cultura permitir.”
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor se os filhos quiserem.”
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor se não houver pressão.”

Não. Josué tomou uma decisão.

Ele disse: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”

Essa é uma decisão espiritual.
Essa é uma decisão familiar.
Essa é uma decisão de liderança.
Essa é uma decisão que começa no coração dos pais.

Meus irmãos, a fé dos filhos não pode ser tratada como um detalhe da agenda familiar. Não pode ser apenas um costume de domingo. Não pode ser um enfeite religioso. Não pode ser uma lembrança da infância.

A fé precisa ser o fundamento da casa.

Porque, quando Deus não ocupa o centro da família, outras coisas ocupam.

Se Deus não governa a casa, o entretenimento governa.
Se Deus não governa a casa, o dinheiro governa.
Se Deus não governa a casa, as telas governam.
Se Deus não governa a casa, as amizades governam.
Se Deus não governa a casa, a cultura governa.
Se Deus não governa a casa, cada um faz o que acha melhor.

E aqui está uma verdade que precisamos ouvir com humildade:

A igreja pode ajudar a formar nossos filhos, mas não pode substituir a missão espiritual dos pais.

A igreja ensina.
A Escola Bíblica ensina.
O pastor ensina.
Os líderes ensinam.
Os ministérios ajudam.
Mas a primeira escola da fé é o lar.

O primeiro púlpito dos filhos é a mesa da casa.
O primeiro discipulado dos filhos é a rotina dos pais.
A primeira Bíblia que muitos filhos leem é a vida do pai e da mãe.

Por isso, a grande pergunta não é apenas: “Meus filhos vão à igreja?”
A pergunta é: “Meus filhos veem Deus na minha casa?”

Eles veem os pais orando?
Eles veem os pais pedindo perdão?
Eles veem os pais adorando?
Eles veem os pais tratando a Palavra com reverência?
Eles veem os pais servindo a Deus com alegria?
Eles veem coerência entre o que se fala no templo e o que se vive em casa?

Porque os filhos percebem.

Eles percebem quando a fé é apenas discurso.
Eles percebem quando a espiritualidade é só aparência.
Eles percebem quando os pais cantam na igreja, mas se ferem dentro de casa.
Eles percebem quando há Bíblia no púlpito, mas não há perdão na sala.
Eles percebem quando há roupa bonita no culto, mas não há amor na convivência.

Portanto, antes de perguntarmos por que muitos filhos se afastam, precisamos perguntar: que tipo de fé estamos transmitindo?

Fé viva ou fé formal?
Fé amorosa ou fé pesada?
Fé coerente ou fé contraditória?
Fé bíblica ou fé apenas cultural?

Josué não disse: “A minha casa servirá ao Senhor porque todos são perfeitos.”
Ele disse: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” porque havia uma decisão.

E nesta noite, Deus está chamando pais, mães, avós, líderes e famílias inteiras a tomarem uma decisão espiritual:

A minha casa não será território de confusão.
A minha casa não será escola de incredulidade.
A minha casa não será refém das trevas.
A minha casa servirá ao Senhor.

Talvez a sua casa ainda não esteja do jeito que você sonhou.
Talvez existam conflitos.
Talvez existam filhos distantes.
Talvez existam dores.
Talvez existam conversas difíceis.
Talvez existam marcas do passado.

Mas a restauração começa com uma decisão:

Senhor, a partir de mim, a minha casa volta para o teu altar.

2. Conte aos seus filhos as obras do Senhor

Juízes 2.10 diz que se levantou outra geração que não conhecia o Senhor, nem as obras que Ele havia feito por Israel.

Essa frase revela uma falha profunda: a memória da fé não foi transmitida.

Os pais viram Deus agir, mas os filhos não foram ensinados a reconhecer esse Deus.
Os pais viveram milagres, mas os filhos não foram discipulados na história desses milagres.
Os pais atravessaram desertos, mas os filhos não aprenderam quem os sustentou no deserto.

E isso pode acontecer conosco também.

Nós podemos viver livramentos e não contar aos nossos filhos.
Podemos receber respostas de oração e não testemunhar em casa.
Podemos experimentar provisão e não ensinar que foi Deus quem abriu a porta.
Podemos sobreviver a crises e não dizer que foi a mão do Senhor que nos sustentou.

Então os filhos crescem achando que tudo aconteceu por acaso.

Acham que a casa se manteve apenas por esforço humano.
Acham que o pão chegou apenas por salário.
Acham que as portas se abriram apenas por competência.
Acham que os livramentos foram coincidência.
Acham que a família permaneceu apenas por sorte.

Por isso, pais e mães precisam se tornar contadores das obras de Deus.

A Bíblia mostra esse princípio muitas vezes. Deus mandava o povo levantar memoriais. Deus ordenava que as festas fossem celebradas. Deus orientava os pais a ensinarem os filhos no caminho, assentados em casa, andando pelo caminho, ao deitar e ao levantar.

Por quê?

Porque a fé precisa ser lembrada.
A fé precisa ser ensinada.
A fé precisa ser narrada.
A fé precisa ser praticada diante dos filhos.

Quando os pais se calam sobre Deus, o mundo se apressa em discipular seus filhos.

E o mundo não espera.

O mundo fala todos os dias.
As telas falam todos os dias.
As redes sociais falam todos os dias.
As ideologias falam todos os dias.
As amizades falam todos os dias.
A cultura fala todos os dias.

E, se a família não fala de Deus, alguém falará de outra coisa no lugar de Deus.

Por isso, precisamos resgatar conversas espirituais dentro de casa.

Não estou falando de transformar a casa em um ambiente pesado, frio ou religioso no pior sentido. Estou falando de naturalizar a presença de Deus no lar.

Fale de Deus no café.
Ore antes de uma decisão.
Conte um testemunho no almoço.
Leia um Salmo em família.
Agradeça por uma resposta de oração.

Mostre aos filhos que Deus não é assunto apenas de culto; Deus é o Senhor da vida.

Quando seu filho perguntar: “Como nós chegamos até aqui?”, responda: “Foi Deus que nos sustentou.”

Quando sua filha perguntar: “Como vocês venceram aquela fase difícil?”, diga: “Foi a misericórdia do Senhor.”

Quando seus filhos virem uma porta aberta, ensine: “Isso é graça de Deus.”

Quando enfrentarem perdas, ensine: “Mesmo na dor, Deus continua sendo fiel.”

Quando houver correção, ensine: “Deus nos corrige porque nos ama.”

Quando houver celebração, ensine: “Tudo vem do Senhor.”

Porque filhos precisam crescer sabendo que a

história da família deles não é apenas uma sequência de fatos; é uma história marcada pela graça de Deus.

Meus irmãos, nossos filhos precisam saber quem eram seus pais antes da graça.

Precisam saber como Deus salvou a família.
Precisam saber como Deus perdoou.
Precisam saber como Deus restaurou.
Precisam saber como Deus abriu caminhos.
Precisam saber que houve lágrimas, mas também houve consolo.
Precisam saber que houve crises, mas também houve livramento.
Precisam saber que houve fraquezas, mas também houve misericórdia.

Porque uma geração que não conhece as obras do Senhor se torna vulnerável aos ídolos do seu tempo.

Foi isso que aconteceu em Juízes. A geração que não conhecia o Senhor passou a servir outros deuses.

E aqui há um princípio espiritual:

quando a fé verdadeira não é transmitida, falsos altares são levantados.

Se nossos filhos não forem ensinados a adorar o Deus vivo, serão seduzidos pelos deuses da geração: o prazer, o dinheiro, a fama, a aprovação, a ideologia, o corpo, o sucesso, a autonomia absoluta, o orgulho e a incredulidade.

Por isso, precisamos contar as obras do Senhor.

Não apenas com palavras bonitas, mas com vida coerente.
Com testemunho, com oração, com presença, com amor, com disciplina, com exemplo.

3. Prepare seus filhos para permanecerem firmes quando saírem de casa

Existe uma fase na vida em que os filhos começam a sair do ambiente protegido da família.

Eles vão para a escola.
Depois para a faculdade.
Depois para o trabalho.
Depois para novos círculos sociais.
Depois para relacionamentos.
Depois para decisões que os pais não conseguem mais controlar.

E muitos pais ficam assustados quando os filhos chegam a esses ambientes e começam a questionar a fé.

Mas precisamos compreender algo: muitas vezes, o problema não começou na faculdade. A faculdade apenas revelou que a fé não estava enraizada.

A fé que não é formada em casa pode ser facilmente deformada pelo mundo.

Quando um jovem sai de casa sem raízes espirituais, ele se torna presa fácil de qualquer vento.

Vento de dúvida.
Vento de pecado.
Vento de ideologia.
Vento de sensualidade.
Vento de zombaria.
Vento de incredulidade.
Vento de relativismo.
Vento de rebeldia.

Por isso, nossos filhos não precisam apenas de proteção. Eles precisam de formação.

Proteção é importante. Mas formação é indispensável.

Proteger é guardar enquanto estão perto.
Formar é preparar para permanecerem firmes quando estiverem longe.

E aqui muitos pais precisam mudar a pergunta.

Não pergunte apenas: “Como eu impeço meu filho de errar?”
Pergunte: “Como eu formo nele amor por Deus?”

Não pergunte apenas: “Como eu controlo tudo que ele vê?”
Pergunte: “Como eu ensino discernimento espiritual?”

Não pergunte apenas: “Como eu evito que ele sofra?”
Pergunte: “Como eu o preparo para buscar a Deus quando sofrer?”

Não pergunte apenas: “Como eu faço meu filho ir à igreja?”
Pergunte: “Como eu ajudo meu filho a amar Jesus?”

Porque um filho pode ir à igreja sem amar Jesus.
Pode conhecer liturgia sem conhecer presença.
Pode cantar sem adorar.
Pode decorar versículos sem obedecer à Palavra.
Pode crescer no ambiente cristão e ainda assim não ter uma fé pessoal.

Então precisamos conduzi-los a Cristo.

Nossos filhos precisam saber que Deus não é apenas o Deus dos pais.
Eles precisam conhecer o Senhor pessoalmente.

Deus não tem netos espirituais. Deus tem filhos.

A fé do pai não salva automaticamente o filho.
A fé da mãe não substitui a entrega do filho.
A fé dos avós não dispensa a conversão da nova geração.

Por isso, precisamos orar, ensinar, exortar e amar, para que nossos filhos tenham um encontro real com Jesus.

E isso precisa ser feito com graça e verdade.

Com graça, para que a casa não se torne um lugar de medo.
Com verdade, para que a casa não se torne um lugar sem limites.

Com graça, para acolher
Com verdade, para corrigir.

Com graça, para ouvir.
Com verdade, para orientar.

Com graça, para perdoar.
Com verdade, para chamar ao arrependimento.

Filhos precisam de amor, mas também precisam de direção.
Precisam de afeto, mas também precisam de limites.
Precisam de diálogo, mas também precisam de exemplo.
Precisam de presença, mas também precisam de intercessão.

E aqui eu quero falar aos pais: não desistam dos seus filhos.

Mesmo que estejam longe.
Mesmo que pareçam frios.
Mesmo que resistam.
Mesmo que tenham feito escolhas erradas.
Mesmo que não queiram ouvir agora.
Mesmo que pareçam endurecidos.

Continue orando.
Continue amando.
Continue testemunhando.
Continue crendo.
Continue plantando.

Porque Deus sabe alcançar filhos em lugares onde os pais não conseguem entrar.

Deus entra na universidade.
Deus entra no quarto fechado.
Deus entra na madrugada.
Deus entra na consciência.
Deus entra na crise.
Deus entra na dor.
Deus entra no caminho de volta.

O filho pródigo foi para longe, mas o amor do pai continuou esperando. E Deus sabe usar até a fome de uma terra distante para despertar saudade da casa do Pai.

Portanto, não declare derrota sobre seus filhos.

Não diga: “Esse não tem jeito.”
Não diga: “Eu perdi meu filho.”
Não diga: “Minha filha nunca vai voltar.”
Não diga: “Não há mais esperança.”

Enquanto há vida, há graça.
Enquanto há oração, há batalha.
Enquanto há Palavra, há semente.
Enquanto há Deus, há possibilidade de retorno.

4. Abençoe seus filhos com fé, presença e intercessão

Na Bíblia, os pais abençoavam seus filhos. Eles impunham as mãos, declaravam palavras, transmitiam herança espiritual e chamavam a próxima geração para o propósito de Deus.

Hoje, muitos pais falam muitas coisas sobre os filhos, mas nem sempre os abençoam.

Às vezes, pais dizem:
“Esse menino não muda.”
“Essa menina só me dá trabalho.”
“Você vai ser igual a fulano.”
“Você não presta atenção em nada.”
“Você nunca vai conseguir.”
“Você é uma vergonha.”

Mas a boca dos pais não foi criada para amaldiçoar os filhos. Foi criada para abençoar.

Isso não significa ignorar erros.
Não significa deixar de corrigir.
Não significa passar a mão na cabeça.

Mas significa que a correção deve nascer do amor, e não da destruição.

Pais precisam aprender a declarar sobre seus filhos:

“Você pertence ao Senhor.”
“Deus tem propósito na sua vida.”
“Você não nasceu para se perder.”
“Você será instrumento nas mãos de Deus.”
“Você será guardado pelo Senhor.”
“Você vai conhecer Jesus.”
“Você vai se levantar.”
“Você vai vencer em Deus.”

A bênção dos pais marca os filhos.

Mas não basta abençoar com palavras. É preciso abençoar com presença.

Há filhos que têm tudo, menos presença.
Têm escola, mas não têm conversa.
Têm presentes, mas não têm escuta.
Têm internet, mas não têm abraço.
Têm atividades, mas não têm discipulado.
Têm cobrança, mas não têm oração.

A presença dos pais é uma bênção.

Pais ocupados precisam lembrar: filhos não serão crianças para sempre.
Chegará o dia em que o quarto ficará mais silencioso.
A mesa terá menos vozes.
A rotina será diferente.
E talvez muitos pais percebam tarde demais que ganharam dinheiro, mas perderam tempo.

Por isso, enquanto há tempo, abrace.
Enquanto há tempo, escute.
Enquanto há tempo, ore junto.
Enquanto há tempo, ensine.
Enquanto há tempo, peça perdão.
Enquanto há tempo, reconcilie.
Enquanto há tempo, esteja presente.

Mas também é preciso abençoar com intercessão.

Jó oferecia sacrifícios pelos filhos. Ana consagrou Samuel ao Senhor. A mulher cananeia clamou pela filha. O pai do jovem possesso buscou Jesus por seu filho. Jairo se lançou aos pés de Jesus por sua filha.

Pais e mães precisam voltar a clamar pelos filhos.

Não apenas reclamar dos filhos.
Não apenas discutir com os filhos.
Não apenas corrigir os filhos.
Mas clamar pelos filhos.

Há batalhas que não se vencem apenas com conversa.
Há prisões que não se quebram apenas com conselho.
Há influências que não se rompem apenas com argumento.
Há cadeias espirituais que precisam de oração.

Por isso, nesta noite, vamos levantar um clamor pela próxima geração.

Não como superstição.
Não como ritual vazio.
Não como manipulação.
Mas como ato de fé, consagração e intercessão.

Porque nós cremos que Jesus salva.
Nós cremos que Jesus restaura.
Nós cremos que Jesus chama filhos de volta.
Nós cremos que Jesus quebra cadeias.
Nós cremos que Jesus visita gerações.
Nós cremos que a misericórdia de Deus alcança famílias inteiras.

Atos 16.31 declara:

“Crê no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa.”

Isso não significa que a salvação acontece sem arrependimento pessoal. Mas significa que Deus honra a fé, a intercessão e o clamor daqueles que colocam sua casa diante do Senhor.

Portanto, hoje vamos apresentar nossos filhos a Deus.

Filhos pequenos.
Filhos adolescentes.
Filhos jovens.
Filhos adultos.
Filhos perto.
Filhos longe.
Filhos firmes.
Filhos desviados.
Filhos feridos.
Filhos confusos.
Filhos que ainda não se renderam a Cristo.

Vamos colocá-los no altar.

Porque antes de nossos filhos pertencerem à faculdade, ao mercado, ao mundo, aos amigos ou aos sistemas desta geração, eles pertencem ao propósito de Deus.

Nossos filhos não pertencem ao acaso, não pertencem às trevas e não pertencem à cultura deste século. Nossos filhos pertencem ao Senhor.

Conclusão

Meus irmãos, Josué terminou sua jornada com uma declaração:

“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”

Mas o livro de Juízes nos mostra que a próxima geração se levantou sem conhecer o Senhor.

Esse texto não está na Bíblia para nos condenar. Está na Bíblia para nos despertar.

Deus está nos chamando a levantar altares em casa.
Deus está nos chamando a discipular nossos filhos.
Deus está nos chamando a contar suas obras.
Deus está nos chamando a preparar a próxima geração.
Deus está nos chamando a abençoar nossos filhos com palavras, presença e intercessão.

Porque a maior tragédia não é um filho não ter diploma.
A maior tragédia não é um filho não ter dinheiro.
A maior tragédia não é um filho não ter reconhecimento humano.

A maior tragédia é um filho crescer sem conhecer o Senhor.

Mas a maior alegria de uma família é ver seus filhos andando na verdade.

Hoje, o Senhor está chamando pais, mães, avós, tios, líderes e toda a igreja a fazerem uma aliança espiritual:

Nós não entregaremos a próxima geração ao mundo.
Nós não desistiremos dos nossos filhos.
Nós não aceitaremos que a nossa descendência seja tragada pelas trevas.
Nós vamos orar.
Nós vamos ensinar.
Nós vamos amar.
Nós vamos corrigir.
Nós vamos discipular.
Nós vamos profetizar vida.
Nós vamos declarar: eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

Momento profético — Os nomes dos filhos no altar

Agora, eu quero convidar você a fazer algo com fé.

Se você recebeu um papel, escreva o nome dos seus filhos. Se você não tem filhos, escreva o nome de sobrinhos, netos, afilhados, crianças, adolescentes ou jovens da sua família. Se você é líder, escreva o nome de jovens que Deus colocou sob sua influência espiritual.

Escreva com fé.
Escreva como quem apresenta uma vida diante de Deus.
Escreva como quem diz: “Senhor, essa geração precisa te conhecer.”

Depois de escrever, segure esse papel junto ao coração.

Agora, feche seus olhos.

Pense nos seus filhos.
Pense na história deles.
Pense nas lutas deles.
Pense nas áreas em que eles precisam de salvação, cura, direção e restauração.

E agora vamos orar.

Oração pelos filhos

Senhor nosso Deus e nosso Pai,
nesta noite nós colocamos diante de ti os nossos filhos.

Nós reconhecemos que eles são presentes do Senhor.
Reconhecemos que eles não são propriedade nossa, mas vidas confiadas a nós.
Reconhecemos que precisamos da tua graça para criá-los, ensiná-los, corrigi-los, amá-los e conduzi-los no caminho da verdade.

Senhor, perdoa-nos pelas vezes em que falhamos.
Perdoa-nos pelas palavras duras.
Perdoa-nos pela ausência.
Perdoa-nos pela incoerência.
Perdoa-nos quando terceirizamos a fé dos nossos filhos.
Perdoa-nos quando deixamos de orar, ensinar e testemunhar dentro de casa.

Mas hoje, Senhor, nós nos levantamos em fé.
Nós apresentamos nossos filhos diante do teu altar.

Pedimos que nenhum deles se perca.
Que nenhum deles seja vencido pelas trevas.
Que nenhum deles seja destruído por vícios, mentiras, incredulidade, confusão, rebeldia ou frieza espiritual.

Salva nossos filhos, Senhor.
Visita nossos filhos.
Toca nossos filhos.
Chama nossos filhos pelo nome.
Desperta nossos filhos para Cristo.
Quebra toda influência maligna.
Desfaz todo conselho contrário à tua Palavra.
Livra-os de amizades destrutivas.
Guarda a mente, o coração, o corpo e o futuro deles.

Senhor, quando eles estiverem longe dos nossos olhos, que estejam debaixo dos teus olhos.
Quando estiverem longe da nossa voz, que ouçam a voz do teu Espírito.
Quando estiverem em ambientes difíceis, que sejam guardados pela tua presença.
Quando forem confrontados pela incredulidade, que permaneçam firmes na fé.
Quando forem tentados pelo pecado, que encontrem força em Cristo para resistir.
Quando caírem, que se levantem pelo teu perdão.
Quando se afastarem, que encontrem o caminho de volta.

Nós declaramos que nossos filhos pertencem ao Senhor.
Nossa descendência será ensinada pelo Senhor.
Nossa casa servirá ao Senhor.
Nossa família verá a bondade do Senhor.

Em nome de Jesus, nós consagramos nossos filhos, nossos netos, nossas crianças, nossos adolescentes e nossos jovens ao Senhor.

Que se levante uma geração que conhece Deus.
Que se levante uma geração cheia do Espírito Santo.
Que se levante uma geração que ama a Palavra.
Que se levante uma geração que não se vende ao pecado.
Que se levante uma geração que serve a Cristo com alegria.

E como Josué declarou, nós também declaramos:

Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

Em nome de Jesus.
Amém.

Declaração congregacional

Peça para a igreja repetir:

Senhor Jesus,
eu consagro minha casa ao teu governo.
Eu apresento meus filhos diante de ti.
Que nenhum deles se perca.
Que nenhum deles seja vencido pelas trevas.
Que a minha descendência conheça o Senhor.
Ensina-me a discipular minha casa.
Restaura o altar da minha família.
Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.
Em nome de Jesus.
Amém.

Encerramento pastoral

Meus irmãos, guardem esse papel. Levem para casa. Coloquem dentro da Bíblia. Coloquem no lugar de oração. E, a partir de hoje, não apenas escrevam o nome dos filhos num papel; escrevam esses nomes diariamente diante de Deus em oração.

Porque o que começa hoje neste altar precisa continuar dentro da sua casa.

A conferência vai terminar amanhã, mas o discipulado dos filhos continua.
A música vai cessar, mas a intercessão precisa continuar.
A emoção desta noite vai passar, mas a decisão precisa permanecer.

Que Deus levante nesta igreja famílias que discipulam filhos, pais que abençoam gerações e casas inteiras que servem ao Senhor.

Em nome de Jesus. Amém.


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